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sábado, 2 de dezembro de 2023

Preço do Jornal O Povo (Gianni Carta)

 

O Povo (160 edições, set/1838-maio/1840), periódico quinzenal e oficial da República Rio-Grandense tinha um número reduzido de leitores, uma vez que o índice de alfabetização do Rio Grande do Sul era de cerca de 20% apenas dos seus 150 mil habitantes.

Um exemplar de 4 páginas custava 80 réis, e a assinatura semestral, 4 mil réis, o preço de dois cavalos.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Farrapos (Léo Ribeiro de Souza)

 

Segundo Evaristo da Veiga, o termo havia sido inspirado nos “sans-culottes” franceses, que eram os revolucionários mais extremados durante o período da Convenção (1792 a 1795).


Os sans-culottes, que literalmente quer dizer sem calção, usavam calças de lá listradas, em oposição ao calção curto de seda, adotado pelos mais abastados.


Outra versão defende que o termo foi provavelmente inspirado nas roupas rústicas de um dos líderes dos liberais, Cipriano Barata que, por ocasião da sua estada em Lisboa, circulava pela cidade usando um chapéu de palha e roupas propositalmente despojadas.


Seja qual for a sua origem, o termo já era aceito em 1831 como designação dos liberais exaltados que, nessa época, publicavam dois jornais no Rio de Janeiro: o Jurubeba dos Farroupilhas e o Matraca dos Farroupilhas.


Capa: Liliane P. Bastos | Ilustração: Léo Ribeiro de Souza



Fonte: Souza, Léo Ribeiro de. Os Farrapos e a Maçonaria. 1. ed., 2ª reimpressão. Porto Alegre: Bastos Produções, 2022, p. 73.

Versões Históricas (Léo Ribeiro de Souza)

 

(…) cada palavra é uma mina soterrada pelo tempo em lavouras da escrita e que devem ser aradas com muito cuidado, pois tudo depende do posicionamento de quem conta os “causos”.


Com o passar dos tempos, muitos factoides são acrescentados às circunstâncias normais, modificando elementos e criando heróis e vilões com a mesma facilidade e intensidade. Declarações questionáveis ou espúrias são armas indutivas para o bem ou para o mal.

Capa: Liliane P. Bastos | Ilustração: Léo Ribeiro de Souza



Fonte: Souza, Léo Ribeiro de. Os Farrapos e a Maçonaria. 1. ed., 2ª reimpressão. Porto Alegre: Bastos Produções, 2022, p. 14.

Sete sílabas de terra vermelha (Paulo Bentancur)

  Montado em sete sílabas, Jayme Caetano Braun (1994 – 1999) não descuida um verso sequer o generoso horizonte da lírica repentista. O seu ...