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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Vida (Antonio Prata)

 

A vida é a mais deslumbrante das coincidências. (Ou seria o amor? Tanto faz, porque o amor é o melhor que há na vida e, portanto, vida também.)


Acontece que somos “uma estrela a se apagar na treva / um caminho entre dois túmulos”, como escreveu Vinicius.


Pode parecer contraditório, mas precisamos saber como somos pequenininhos diante da história e do universo para compreendermos como é grandioso estar vivo e não cair na verdadeira tragédia: passar a vida à toa, contentar-se com pouco, fechar-se para a felicidade e o sofrimento.




Fonte: Prata, Antonio. Adulterado: crônicas. São Paulo: Moderna, 2009, 1ª ed, 11ª impressão, 2018, p. 140

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Diga Trinta e Três (Antonio Prata)

 

É preciso achar lugar no peito para as frustrações.


É preciso lidar com o ressentimento e não deixar, em hipótese alguma, que ele se transforme em cinismo – se ressentimento é fungo, cinismo é ferrugem.



Fonte: Prata, Antonio. Meio intelectual, meio de esquerda. São Paulo: Editora 34, 1ª ed., 2010. 5ª reimpressão, 2020.

Sete sílabas de terra vermelha (Paulo Bentancur)

  Montado em sete sílabas, Jayme Caetano Braun (1994 – 1999) não descuida um verso sequer o generoso horizonte da lírica repentista. O seu ...