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sábado, 2 de dezembro de 2023

Preço do Jornal O Povo (Gianni Carta)

 

O Povo (160 edições, set/1838-maio/1840), periódico quinzenal e oficial da República Rio-Grandense tinha um número reduzido de leitores, uma vez que o índice de alfabetização do Rio Grande do Sul era de cerca de 20% apenas dos seus 150 mil habitantes.

Um exemplar de 4 páginas custava 80 réis, e a assinatura semestral, 4 mil réis, o preço de dois cavalos.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

Baiocco (Gianni Carta)

 

Alexandre Dumas promoveu Garibaldi via L’Independente de 1860 a 1864. Em um folheto que circulou em 4 de julho de 1860, anunciou que os principais artigos e notícias do novo periódico seriam impressos em italiano. Os folhetins de Dumas, sua correspondência com os leitores e outros artigos variados seriam impressos em francês. O jornal seria publicado quando tivesse 6 mil assinantes; 150 exemplares do jornal seriam vendidos nas ruas.

Uma assinatura por três meses custava dois ducados, e o preço na rua era de quatro baioccos – moedas usadas nos Estados Pontificais e no Reino dos Bourbon; na época, um baiocco correspondia a 0,001 lira.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

“4 tipos” de gaúchos por Sarmiento


Ao falar sobre os quatro tipos de gaúcho que identifica, Sarmiento dá a entender que alguns deles merecem respeito por parte das pessoas “civilizadas” das cidades.

Rastreador: “extraordinário”, o “mais conspícuo” de todos os gaúchos. Seus olhos conseguem detectar os traços “imperceptíveis” deixados por ladrões em qualquer tipo de superfície.

Cantor: é um bardo, um trovador da Idade Média. A lavra poética do bardo é indispensável para o registro da semovente história oral. Os “cantores” poetizam sobre “os confrontos das cidades e o feudalismo dos campos”.

Vaqueano: categoria dos gaúchos em quem não se podia confiar inteiramente, porque ele nem sempre era cumpridor de seus “deveres”. No entanto, reconhece que o vaqueano é “o único mapa que um general lava para guiar seus movimentos em uma campanha; a sorte de um exército, o sucesso em uma batalha, a conquista de uma província, tudo depende dele”.

Malo: o pior tipo de criminoso. Era um “fora da lei”, o “intruso”, o “misantropo”. O gaúcho malo vivia à parte da sociedade. Não respeitava leis e tinha aversão inerente à população branca majoritária. Sarmiento descreve os malos como fumantes e beberrões que capturavam o coração das jovens, devolvendo-as aos camponeses, seus pais, pouco antes do fim de uma festa ou outras reuniões do tipo.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

Livro “O Balanço da Mata Norte – Batuque Rural na Bateria” (Rafael dos Santos, 2026)

  Batuque Rural na Bateria   Fonte:  https://viasabertas.com.br/nossos-trabalhos/livro-o-balanco-da-mata-norte-batuque-rural-na-bateria-2026...