Acesso 07 junho 2026
NÚCLEO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DA POLÍTICA RIO-GRANDENSE
CASTELO DE PEDRAS ALTAS
ENTREVISTADOR: Profº HÉLGIO TRINDADE
IFCH/UFRGS
"Quem atira pedra eu subo em cima da pedra e faço dela o meu pedestal". Ele repetia muito isso. Ele achava que a pessoa que vive com dignidade não precisa nem se defender.
H - Poderia a senhora me relatar algumas das suas vivências e alguns de seus depoimentos ligados a figura de seu pai?
J - Eu acho difícil, porque a gente tem muitas lembranças, mas assim coordenadamente é muito difícil começar.
H - Então a senhora poderia talvez começar falando do castelo. Qual foi a ideia que ele teve ao construir este castelo?
J - Ele, quando se aposentou ou resolveu se aposentar, (ainda não tinha conseguido a aposentadoria em 1908) ele veio morar em Pedras Altas. Nessa época foi que começou os trâmites da aposentadoria, e deixou a diplomacia. E a minha mãe estava muito contente, morando naquele chalé onde vocês estão hospedados agora. E ela sempre dizia: "Esta casa é pequenina, mas está nos dando muita felicidade, estamos criando os filhos, muito fortes, nunca nenhum teve doença grave. Vivíamos todos felizes. Meu pai casou na Europa, como todo mundo sabe, e a minha mãe foi criada nas capitais, um outro meio bem diferente do Rio Grande do Sul, e ela se adaptou admiravelmente bem ao Rio Grande do Sul e ao meio rural. Era uma fazendeira de mão cheia, fazia qualquer coisa, ela entendia muito de carne, de lãs, não tinha nada que ela não metesse a mão e não se especializasse nessa matéria. Mas meu pai sempre dizia: "Não, mas eu quero cumprir a minha promessa. Quando nós nos mudamos eu te disse: "Eu vou te levar para o Rio Grande do Sul, que é um meio um pouco rústico ainda hoje em dia, mas tu hás de ter o teu castelo". E levava naquela brincadeira. Então ele passava desenhando o castelo. De vez em quando eu acho nas costas de alguma carta o desenho, de umas torres, digo: "Aí está o sonho do papai". E esse sonho ficou assim como um castelo no ar, castelo distante, mas lá no fim do ano de 1907, apareceram três galegos da Galícia, e eles com uma trouxinha nas costas como vêm os espanhóis geralmente, se ofereceram para trabalhar, e meu pai quando soube que eram exímios carpinteiros, bateu no ombro da minha mãe e disse: "Agora sim, vamos construir nosso castelo". E desde aí começou, era aquela bateção de pedra, que me acompanhou na minha infância. Até 1913, quando se inaugurou o castelo, era só batida de pedra e o canto dos espanhóis, porque eles trabalhavam cantando sempre em galego, era muito pitoresco até o canto deles. Ele realizou o sonho dele, agora muita gente não interpretou bem. Achou que ele era um sonhador, isto e aquilo. Mas a ideia dele era que ele achava que no nosso meio Rio-grandense, o homem do campo devia ser dignificado, não havia motivo nenhum para o gaúcho ser um bruto, uma pessoa inculta, quando poderia perfeitamente ser culto. Ele trazia como exemplo os povos muito evoluídos da Europa, que quase sempre esses grandes estadistas, por exemplo na Inglaterra, tem uma casa de campo, e o supremo ideal deles é se retirarem para o campo. E as grandes inspirações dos artistas de verdade foram tiradas da natureza e não das grandes cidades. É só o que eu posso contar dessa parte.
H - A senhora falava anteriormente sobre aquela pedra. O que dizia pedra e o que significa?
J - Ah, a pedra angular. A pedra foi colocada em 1909, quando chegou na altura do resto do chão, os espanhóis gravaram com grande habilidade e perfeição, uma frase que o meu pai compôs em latim "Permania hanimus lapide perenius".
H - E que traduzida…
J - E trocando em miúdos, quer dizer, "Que a minha ideia tenha a permanência ou a duração desta pedra". Isto é o que está escrito ali.
H - Depois houve um projeto para a expansão do castelo, não é verdade?
J - Houve. Mais tarde quando a família cresceu, achou-se que não havia bastante cômodos, filhos já casados, muitos netos.
H - A senhora aprendeu francês como?
J - Em criança.…
H - Mas lendo, ou tinha uma perceptora?
J - Nós tínhamos sempre governantas estrangeiras, que a mamãe tomava com dois anos de contrato cada uma, sobretudo a inglesa, governanta para ensinar bons modos.
H - E ela era enérgica?
J - Não, era bem camarada, nós adorávamos nossas professoras, quando elas saíam era aquela choradeira.
H - E depois da inglesa, quem é que veio?
J - Eram muitas inglesas, era um rosário de inglesas. Tivemos também uma alemã, ela era bacharel, ela falava francês, como uma francesa. E era uma pessoa muito distinta, muito aristocrática. Então essa foi muito boa, para ensinar era ótima, sabia grego, latim…
H - Ela ficava no castelo?
J - Ela morava no andar de cima.
H - E elas gostavam do Brasil?
J - Adoravam, gostavam muito. Depois vieram mais inglesas.
H - Mas naquele momento em que nós interrompemos a entrevista, eu ia lhe perguntar o seguinte: os seus ancestrais, nós estávamos falando ontem, o nome Assis Brasil.
J - Ah, sim. É interessante isso. Eu emprestei para o meu irmão o último livro que recebi, escrito lá na Ilha Terceira, mas agora eu não tenho aqui.
H - O nome..
J - O nome, a origem da palavra Brasil, no nosso nome, era o senhorio do Forte Monte Brasil, foi concedido a um Santarenho, um cidadão de Santarém, chamado Pero Luiz de Souza, nos 1500 e pouco. E ele ficou com a alcunha, como dizem os portugueses, de Pero Luiz de Souza Brasil. E nas lendas de Santarém, diz que os descendentes que foram para o Brasil adotaram o nome de Souza Brasil. E o meu bisavô era José de Souza Brasil.
H - E o Francisco de Assis veio.…
J - Francisco de Assis, porque o meu avô nasceu em 1810, em Rio Pardo, no dia de São Francisco de Assis. Nós temos o sino que badalou na igreja, quando ele foi batizado. Mandaram, o padre, o vigário, há muitíssimos anos, viu que o sino estava rachado, mandou de presente para o papai. O papai ficou encantado, mandou fundir o sino, em Pelotas, fez o forno, mandou refundir, pôs prata dentro. E é com que nós chamamos os empregados, não ouviu?
H - Não. Fica nos fundos?
J - Hoje ainda se chamou o capataz. Cada um tem um toque. Mas tem um som que é uma beleza, houve-se lá da vila.
H - A senhora me falava também que o seu avô, ele era um dos, o seu bisavô teria recebido sesmarias de D. Maria.
J - Chamava-se Santa Eugênia.
H - Foi seu bisavô?
J - Eu creio que era o meu bisavô, José de Souza Brasil. Me parece que foi ele ou o pai dele. Agora não tenho bem certeza. Tem que olhar nos documentos, aqueles documentos do Jorge Felizardo contam, mas a própria Ata, o documento de doação da sesmaria, foi extraviado, o meu pai achava que era um dos irmãos dele que era um pouco displicente assim, a respeito de documentação, que pôs fora, que era interessante. Era assinado por D. Maria louca.
H - E essas terras ficavam na região de São Gabriel?
J - Uma parte era onde hoje é o município de Rosário, e a outra parte no município de Alegrete. E a estância de Ibirapuitã, que ainda hoje é da família, nunca pertenceu a ninguém mais, a não ser aos índios e a nossa família. E o meu pai achava estranho que o nome Ibirapuitã ou Imbirapuitã, quer dizer madeira vermelha, o angico abunda lá nos matos de Ibirapuitã, é uma madeira vermelha. Mas ele achava que talvez…
H - Fosse Pau-Brasil?
J - Um dele tinha aproveitado a coincidência de ser pau vermelho - pau-brasil. Porque o Varnaga nos fala, não se lembra, logo no início, ele diz o nome do pau-brasil é Imbirapuitã, para facilitar se diz Ibirapuitã, mas eles não pronunciavam assim. Madeira é Imbira, é um pouco difícil de pronunciar. Puitã quer dizer vermelha.
H - E o seu bisavô, a senhora me disse que ele era um monarquista?
J - Não, o meu avô, pai do meu pai, ele era um monarquista, chamavam de Camelo, durante a Guerra dos Farrapos. Ele era Camelo, como diziam. Era contra Bento Gonçalves. Mas o meu pai começou passar para o republicanismo, por causa de conversas com um senhor, um gaúcho velho, que ia muito lá na estância. Aqueles que se dão assim, tomar mate, comer assado, conversar, chamavam ele velho Cândido, Cândido Vicente, ele tem descendentes em São Gabriel, que me pedem até dados sobre ele, mas eu não posso achar a fotografia, existe uma fotografia dele, mas eu perdi, não sei onde está.
H - Mas ele era um homem rústico?
J - Era, rústico. Mas o meu pai dizia que ele tinha muito bom senso. Ele era desses gaúchos completamente inculto, mas tinha tino, como se diz em linguagem gauchesca.
H - Mas ele tinha ideias republicanas?
J - O meu pai estava uma vez na roda do mate dizendo que esses farrapos eram uns ladrões de cavalo, não valiam nada. E o velho Cândido levantou-se e disse: "Não, ministro, você está enganado, não vê que quando houve a paz - 1845 - (a paz foi firmada como de potência para potência) foram as palavras dele, eles foram respeitados porque tinham um ideal". O governo da República era uma necessidade do Brasil, até hoje é uma necessidade, e ele explicou tão bem, com tanto bom senso, que meu pai foi pensando naquilo, matutando. Quando ele chegou a ir a Faculdade, ele já estava cheio de ideias republicanas.
H - Que idade ele teria naquela época?
J - Ele era muito mocinho, vinha nas férias, passava as férias, na estância, ele já era órfão.
H - Isto na estância de Ibirapuitã?
J - Não. Na estância de São Gonçalo em São Gabriel, ele já era órfão de pai.
H - Provavelmente, isto deve ter influído na vida dele, não é?
J - Ah, sim. Ele citava muito, sempre em conversa ele dizia: "A gente nunca deve desprezar uma pessoa rústica, porque eles tem tanto contato com a natureza, que sabem verdades mais profundas do que muito sábios". E não há dúvida. Não vê como eles adivinham o tempo.
H - E ele considerava este homem, alguém que teria mudado as suas próprias convicções?
J - Sim, mas sendo uma pessoa assim um gaúcho, campeiro, simples.…
H - E ele nunca teve conflitos com o pai dele, em termos de ideias?
J - Nesse tempo ele já era órfão. Quando o pai dele morreu, ele tinha 14 anos. Era muito menino ainda.
H - E sobre a fase da propaganda…
J - Eu tenho, depois eu vou lhe mostrar, os escritos que ele fez da propaganda, que ele me deu. Foi o último presente de anos que ele me deu. Ele disse: "Tu vais guardar, eu sei que tu vais apreciar". Mas eu guardo tão bem que esqueço de limpar. Mas ele fez a propaganda a cavalo. Ele tinha uma mula chamada China, e um cavalo chamado Bagé, que tinha sido presenteado por um amigo, da família Martins, que era muito amigo dele, deu um cavalo crioulo.
H - E eles saíam em grupos, como é que saiam?
J - O cavalo Bagé era oveiro bordado como chamam. Ele sempre tinha com ele um peão de confiança, mas ele fazia as viagens a cavalo.
H - E ele não contava…
J - Ele contava muitas passagens interessantes. Eu sei que num lugar acima da serra, que eu não sei precisar qual era o lugarejo, ele foi numa estância, onde havia um senhor de idade. Ele chegou quase ao anoitecer e pediu pousada, e sabia que ele era monarquista, mas ele achava que cada um tinha o direito de ter as ideias que quisesse, de liberdade. Ele chegou na estância e explicou que à noite o tinha apanhado, o tempo estava feio, e ele pediu uma pousada para ele, para o peão, e para os cavalos. E esse senhor perguntou: "Mas quem é o senhor". E ele disse assim: "Eu sou estudante....".
H - Ele estava na Faculdade de Direito.
J - Ele explicou que era estudante, que estava na Faculdade de Direito. O senhor esse recebeu de cara amarrada no princípio. Mas o meu pai era não muito acessível. E eles estavam tomando mate, ele olhou para ver que horas eram e viu que o relógio dele tinha parado, olhou para o relógio da sala e o relógio também estava parado e ele perguntou ao senhor: "O que é que houve com o seu relógio". Ele disse: "Ah, este relógio anda maluco, ele bate as horas tudo errado". O meu pai disse: "O senhor dá licença, eu vou subir num banquinho ali e consertar". Acertou, fez andar o pêndulo, e fez acertar como se faz os ponteiros e começou a bater nas horas certas, e o dono da casa quieto, olhando, mas apreciando aquela perícia dele, que ele achou muito importante consertar as batidas do relógio. Continuaram conversando, sobre assuntos não políticos, mas nisto quando foi a hora de se despedir de manhã, o meu pai agradeceu a hospitalidade, se pôs às ordens sempre que ele quisesse. Ele disse: "Bom, o senhor não me pediu nada, não me pediu voto nenhum, mas pode contar com o meu voto, do meu genro, dos meus filhos, e toda minha gente que me cerca e que possa votar, vou votar no senhor para deputado republicano". O meu pai disse: "Eu ouvi dizer que o senhor era contra a República". "Ah, eu era. Mas depois que eu vi o senhor consertar o meu relógio, tão ligeiro, com tanta habilidade..." Era uma coisa tão simples, e ele achou muito importante aquilo. Ele achava uma graça nisto. Assim ganhou os eleitores sem esperar.
H - A senhora contava ontem umas coisas pitorescas a respeito da relação dele com o Castilhos, ele não falava quase, não é?
J - Não, ele nunca falou mal do Castilhos, ele queria bem, no fundo protegeu os filhos dele até o fim, sempre foi muito amigo, a Julinha era afilhada dele.
H - A Julinha era filha do Castilhos?
J - Era a filha mais velha, era afilhada do papai, ela vinha muito aqui, no Rio, nos procurava, sempre. O Edmundo Castilhos, foi protegido pelo meu pai, foi ele que o fez estudar. Mandou para São Paulo para estudar Direito. Mas infelizmente, não sei o que que houve, qualquer caso emocional na vida dele, e ele se suicidou.
H - Todos morreram cedo…
J - O único que nunca procurou o meu pai, foi o filho mais velho dele, os outros todos foram amigos.
H - Mas a senhora, a primeira esposa do Dr. Castilhos, ela morreu com que idade? Ela morreu moça, né?
J - Morreu cedo, mas eu não sei precisar a data, bem moça devia ter uns 30 e poucos anos.
H - Quando eles romperam ela já estava casada com ele?
J - Sim. Toda a história do rompimento tem ali naqueles livros.
H - Naquele manifesto de 91 ele fala nisto. Mas ele não chegou a aderir a dissidência na época, eu acho que…
J - Ele preferiu retirar-se do Rio Grande do Sul naquela época, por motivos de família, como ele era muito amigo do Prudente de Moraes. O Prudente insistia muito para dar a ele uma posição assim mais internacional, e ele aceitou nessa época, achou que era oportuno. Depois houve aquela desgraçada Revolução de 93, também. Ele não tinha nada com aquilo, só tinha prejuízos enormes.
H- Mas ele não participou?
J - Não, nada, nada. Ficou alheio, estava no estrangeiro.
H - Ele tinha um temperamento pessoal que às vezes ele se retirava, ficava acima…
J - Ele repetia muito aquela frase: "Quem atira pedra eu subo em cima da pedra e faço dela o meu pedestal". Ele repetia muito isso. Ele achava que a pessoa que vive com dignidade não precisa nem se defender. Quando vinha alguma coisa desagradável no jornal, às vezes a minha mãe lia e dizia: "Olha aqui o que estão dizendo de ti, que desaforo." E ele dizia: "Olha, então nem me contes, porque se não é verdade então não vale a pena tomar conhecimento".
H - Quer dizer que ele era um homem superior às pequenas…
J - Para a tranquilidade de espírito de uma pessoa é muito bom ter essa filosofia, não é?
H - Agora em termos partidários, a senhora acha que ele se envolvia muito, ou ele sempre foi um homem…
J - Ele sempre foi muito tranquilo, tolerante com os próprios adversários, todos que eram amigos continuaram. O Dr. Baltazar de Bem até morrer, justamente ele morreu combatendo contra os libertadores, até fim foram muito amigos, o meu pai sentiu imensamente a morte dele. Também foi muito amigo da família Aranha. Durante a propaganda em 1922 ele foi muito criticado pelos companheiros porque almoçou na casa do Coronel Euclides Aranha. Mas eram amigos, não tinha nada com a política. Uma coisa é a vida pública, e outra é a vida particular. Não tem nada uma coisa com a outra.
H - Onde é que foi assinado o Pacto de Pedras Altas?
J - Nesta mesa aqui.
H - Nesta pequena?
J - Existe uma fotografia. Está o pai do atual presidente da República. Ele esteve aqui mocinho. E outra vez durante a visita do Presidente Médici.
H - Mas o Castilhos era um temperamento bem mais rancoroso?
J - Eu não gosto de julgar, afinal é uma coisa do passado. O Capistrano de Abreu é que me contava coisas desagradáveis a respeito dele, porque meu pai não mencionou jamais.
H - O que o Capistrano contava?
J - Ah, coisas muito tristes mesmo.
H - Mas achava que ele tinha um certo…
J - Que tinha muito recalque, muita inveja, mas isso é bom a gente não falar essas coisas. Tem se publicado tanta coisa errada a respeito da vida do meu pai que eu sinto imensamente, até os amigos às vezes se informam em fontes que não são fidedignas.
H – O que a senhora falou do Mem de Sá, o que que ele escreveu?
J - Pois o livro do Mem de Sá "Politização do Rio Grande", ele conta episódio que é completamente falso a respeito do.…
(corte)
FITA - lado nº 2
H - Além dessas coisas que a senhora ouviu ele contar, qual foi a primeira vivência política que a sua memória recorda pessoalmente, a partir de quando que a senhora lembra do envolvimento político dele?
J - Me lembro da Campanha Civilista, vagamente.
H - Em 1910.
J - Em que ano foi?
H - Em 10. Em 1910.
J - Eu nasci no ano 1902.
H - O que a senhora lembra?
J - Eu me lembro muito bem que nós ficamos muito emocionados, as crianças todas, porque o meu pai disse que tinha que votar no Rui Barbosa, que era um dever que ele tinha, mas tinha que ser em Cacimbinhas, um distrito chamado Cacimbinhas, que hoje é Pinheiro Machado. E ele tinha um cavalo árabe chamado Pedro Sarmento, Colorado, Papado. Ele disse para minha mãe: "Fica sossegada, são 35 ou 36 Km (nesse tempo era mais comprido) e eu volto cedo ainda". E ela disse: "Não, tu não vais só, eu vou contigo". Ela mandou encilhar a Morena, a égua dela, a égua que era uma belezinha, era branquinha, era troteadora, era uma égua maravilhosa, bem branca, e a minha mãe montava muito, mas montava naqueles selins de senhora. E ela o acompanhou nesse dia, até lá, porque era uma época de muita perseguição política, perigo de vida mesmo.
H - Mas não aconteceu nada?
J - Não houve nada, felizmente. Sempre uma presença feminina parece que acalma os ânimos, não é?
H - Então ela tinha muita coragem pessoal?
J - Muita, ela tinha uma fibra extraordinária, eu acho que ela herdou muito da bisavó dela que era Farrapa, a D. Maria, chamava-se Doralina de Jesus Silveira.
H - De onde é que ela era?
J - Ela era de Piratini, era filha de Açorianos, dos Silveira, dos Açores, e aquele lenço Farroupilha pertenceu a ela. Eu sei que ela era tão corajosa que ela dormia com a espada do lado da cabeceira da cama, durante a guerra dos Farrapos.
H - E era uma mulher rústica?
J - Não, era muito educada. Era alta, enérgica, tinha os olhos azuis, bem loira. Era descendente de holandeses, porque os Silveira são descendentes de que ele traduziu o nome para Silveira.
H - Ela tinha nascido em Portugal?
J - Não, essa senhora não.
H - Não, digo a sua mãe.
J - A minha mãe nasceu em Bonjain. O meu avô era estudante. Não viu atestado dele da Universidade de Bonn, diz "Vir Brasilianus". Ele era brasileiro. Estudou em Bonn. E a minha mãe nasceu lá.
H - E ela foi educada na Europa?
J - Ela foi educada sempre na Europa. Casou com 19 anos, foi para os Estados Unidos. Quando ela veio para o Brasil, eu estava por nascer, ela já tinha duas filhas.
H - E depois em 23, a senhora lembra?
J - Ah, lembro muito, foi um quadro muito triste mesmo. Tivemos muita confusão aqui, a casa foi invadida. O Dr. Berchon de Pelotas ajudou muito, não viu nas cartas?
H - É, estava vendo ontem.
J - Ajudou a guardar os objetos de valor de família. Muitas coisas ele levou para a casa dele em Pelotas.
H - Mas e a família ficou no Castelo?
J - Não, nós tivemos que nos exilar, porque estávamos em perigo aqui. Os provisórios cercaram tudo, e depois eles, não viu as janelas quebradas ali, eles bateram com a coronha das armas, isso foi no ano 24 já, que eles quebraram as janelas para invadir a casa. Eles não conseguiram abrir a porta de ferro que é muito forte, então resolveram arrombar uma janela. Acamparam aqui.
H - Isso foi depois da pacificação?
J - Foi, depois…
H - Mas e como é, eles não cumpriram o acordo?
J - Não. E depois houve aquela revolta dos militares em 24. E aí recrudesceu…
H – E a senhora, a família, estava em Montevidéu ou Buenos Aires?
J - Não, nós estávamos na campanha, na fronteira perto de Melo. Nós trabalhávamos muito para sustentar.
H - E o Dr. Assis estava junto, ou estava envolvido na revolução?
J - Ele era líder, chefe civil do movimento, ele não quis fugir à responsabilidade, mas o Ministro da Guerra e outros pediram a ele que não ficasse em Pedras Altas, porque a vida dele corria perigo e eles não poderiam garantir. Tinham jurado mesmo matá-lo. E a minha mãe também estava muito nervosa. Resolvemos todos ficar lá enquanto durasse.
H - E ele estava junto com a família?
J - Sim, junto.
H - Mas, ele às vezes entrava também.
J - Não, nunca. Só quando foi eleito deputado.
H - E como é que se deu a assinatura do Pacto, ele veio para cá?
J - Bom isso foi em 23.
H - Foi em 23, a senhora está falando em 24.
J - Eu estou falando já depois, não foi cumprido, a paz foi estável. Apesar que o Pacto de Pedras Altas eu acho que foi muito importante porque proibiu a reeleição e fez cama para o voto secreto, o voto feminino e outra, independência dos juízes. Ele surtiu efeito, mas infelizmente continuaram as perseguições, não se podia tolerar uma coisa dessas.
H - E do Borges, quer dizer, comparando, a atitude dele com o Castilhos e o Borges. O Borges…
J - Não sei dizer.
H - Mas ele tinha menos simpatia pelo Borges do que pelo Castilhos, provavelmente.
J - Ele perdoava o Castilhos, porque tinha sido cunhado dele. Ele não gostava de falar. Depois ele se dava muito com os filhos dele, com as filhas.
H - Agora, com o Borges, ele tinha relações também?
J - Nunca teve relações, diz que ele sempre foi muito frio com ele. Mas se encontravam, quando se encontravam cordialmente.
H - Porque muitos Castilhistas tinham horror do Borges, não é?
J - É. Eu creio que ele não era muito simpatizado, coitado. Era muito distante, uma pessoa que não era comunicativa. Mas são coisas do passado. Agora o Rio Grande do Sul tem que se refazer, criar sangue novo, não ir para trás. Eu tenho muito medo dessa política agora, que dê um passo atrás em vez de dar um passo para frente. Não é admissível, não acha? Um país tão lindo, tão rico, о clima igual ao do Sul da Europa. Nós temos tudo na mão, é só ter bom senso, é o que falta.
H - Há quantos anos a senhora está cuidando da fazenda, do castelo?
J - O meu pai convidou-me para gerenciar a granja no ano 36. Porque os meus irmãos já estavam emancipados, cada um com a sua propriedade.
H - E a partir daí a senhora assumiu praticamente…
J - Porque eu sempre gostei muito de criação, sempre tive paixão criação. Tudo que é da natureza, tudo me interessa.
H - E ele era um apaixonado por isso também?
J - Ah, também.
H - Ele ensinava muito, ele era didático para os filhos?
J - Qualquer coisa que ele aprendesse, ele tinha muito prazer em transmitir em seguida. Assim que ele aprendia alguma coisa, ele tratava logo, o primeiro amigo ou pessoa rústica mesmo, que ele encontrasse ele já transmitia. Ele não guardava nada.
H - E a senhora aprendeu muito com ele?
J - Aprendi muito com ele. Naturalmente desses tempos para cá muita coisa evoluiu em agricultura, criação. Mas o que eu aprendi com ele ainda tem me servido muito.
H - E o que a senhora gosta mais de criar, é a parte de gado ou de cavalos?
J - Eu gosto, eu tenho paixão por cavalos. Mas infelizmente eu não posso me dedicar a tudo, todos os ramos. É demais para dois braços só. Agora eu tenho bons auxiliares, felizmente.
H - A senhora não planta aqui, não é?
J - Só pastagens, para engordar o gado, no inverno e no verão.
H - A senhora contava ontem que a agricultura sem orientação é um desastre.
J - Ah, é um desastre. Eu sempre me lembro de certas fórmulas que o meu pai tinha, para tudo, ele dizia: "Rasgar a epiderme da terra é como ferir uma pessoa". Dizia que convida a erosão, e é muito perigoso mesmo. O incompetente não deve rasgar a epiderme da terra, só quem entende mesmo, porque é muito perigoso. E o Rio Grande do Sul está muito propenso a virar deserto em algumas regiões, muito perigoso.
H - E nesta região tem muita plantação, agricultura.
J - Tem. Mas aqui eu creio que eles são muito cuidadosos, porque não há essa areia fina como no município de Alegrete, São Francisco de Assis. Tipo de areia que o vento traz e cobre tudo. É o que faz os Saaras do mundo, o Saara dizem que já foi seara e não Saara…
H - E ele deve ter ganho muitos prêmios em exposições, não?
J - Não, ele não ia quase a exposições...
H - Ah, não ia.
J - Ele só fundou as exposições de Bagé, porque ele achava que Bagé era muito importante. Mas ele não era muito dessas coisas de aparecer. Depois vinha tanta gente aqui, que não era necessário, os produtos eram vendidos com muita facilidade e felizmente ainda são.
H - Mas a senhora tem participado de exposições?
J - Sim, eu acho que hoje em dia é uma necessidade, mas os tempos estão mudando também. Os transportes estão muito caros e muito difíceis. Não sei se vamos poder continuar a entrar em muitas exposições. Uma por ano acho que vai ser o limite.
H - Mas na Argentina a senhora foi em alguma?
J - Não, só aqui no Brasil.
H - Leva as vacas Jerseys?
J - Ao Uruguai eu tenho estado em várias exposições.
H - Ele foi o primeiro criador de Jersey, não é?
J - O primeiro eu não sei dizer ao certo, porque dizem que os marinheiros traziam às vezes, vacas do Canal da Mancha, mas são coisas que se dispersaram. Mas o primeiro criador de verdade foi ele. Porque em 1895, ele comprou duas novilhas cobertas que deram cria, e esse gado ele mandou para Ibirapuitã, a estância dele no município de Alegrete. Chegou lá em 1896. Quer dizer que desde esse ano o Jersey nunca parou no Brasil. O meu pai é considerado o pioneiro do Jersey aqui. Assim como do Devon.
H - Ah, do Devon também. E cavalos, eram cavalos crioulos?
J - Bom, ele trouxe o cavalo árabe, para o Rio Grande do Sul, no fim do século, quando ele foi a Arábia, comprou três garanhões: Malec, Amir e Oasir.
H - Inclusive há o hábito de pôr nomes em todos os animais?
J - Não, mas eles já vinham com os nomes. Malec quer dizer rei, Oasir ou vizir quer dizer ministro, e Amir, bom Amir eu não sei o que é, não posso me lembrar.
H - Eram cavalos brancos?
J - Não, não eram brancos. Colorado, escuro e o outro era tostado.
H - E não tem descendentes deles mais?
J - Existem ainda descendentes. Quem entende muito dessa parte é o Carlinhos Reverbel, do Dr. Carlos Reverbel.
H - Ele esteve aqui inúmeras vezes?
J - Eu canso de convidar, mas ele é uma pessoa muito ocupada. Eu gostaria que ele viesse passar uma temporada aqui. Mas a Olga e ele são muito ocupados, eu sei que para ele é um sacrifício sair de casa. Eu suspiro por ele. Nem sabes como eu desejaria que ele viesse aqui para esclarecer certos pontos sobre a criação de cavalos que ele entende muito disto. Às vezes ele escreve no "Correio do Povo". Ele é muito entendido em cavalos, e gosta da natureza e de plantas. A chácara dele em Gramado é uma maravilha bem cuidada, um encanto mesmo. Estive lá e gostei tanto. Nunca pensei que ele pudesse cuidar tão bem. São velhas amizades, meu pai teve uns amigos que eram pessoas incomparáveis, assim dedicação e amizade perfeita, como diz La Fontaine. É verdade, não há nada como uma grande amizade. Ele teve um grande amigo no Sr. Chico Macedo, não sei se o senhor conhece este nome.
H - Ele é da fronteira?
J - Ele era de são Gabriel, eram companheiros, desde meninos, do colégio. O Sr. Chico Macedo era padrinho e talvez tenha meio criado o Carlos Reverbel, era como se fosse um segundo pai dele, por isso nós somos muito amigos, já de várias gerações.
H - E o Pilla a senhora conheceu pessoalmente?
J - Ele esteve aqui muitas vezes. Uma pessoa simpática, muito quieto, muito recolhido, por causa da surdez, talvez.
H - Muito introvertido.
J - Mas era uma pessoa muito correta, o papai o admirava muito. Só que eles não eram, na parte do parlamentarismo, não eram correligionários cento por cento, mas naturalmente se toleravam perfeitamente.
H - Mas ele devia ficar um pouco inibido na presença do seu pai que era um homem exuberante, não?
J - Não, eles se davam muito bem. A D. Dolores Caldas às vezes dizia que o Pilla é o discípulo bem amado, não é? E eu dizia: "Eu creio que sim, mas não sei se posso dizer que ele seja discípulo, porque ele tem as suas ideias próprias e o meu pai tem as dele, mas eles se entendem muito bem porque ambos são tolerantes.
H - E como é que ele se relacionava com o pessoal de Pelotas, mais do que de Bagé, politicamente, o Berchon…
J - Ah, o Dr. Berchon era um dos grandes amigos, mas em Bagé ele tinha um outro grande amigo intimíssimo, que era o Dr. Pedrinho Osório, Dr. Pedro Osório, era médico em Bagé.
H - Ah, era de Bagé. Era o que deu nome a cidade?
J - Não. Era parente desse, primo desse, o que deu o nome a cidade era Coronel. O Dr. Pedrinho Osório era médico em Bagé, ele era laureado pela Sorbonne em Paris. Uma pessoa inteligentíssima, era excessivamente modesto, não gostava de aparecer. Aqui ele se entendia muito bem conosco. Não havia trem nesse tempo, era um vaivém para casa dele, para cá, todo tempo. Quando havia um teatro bom ele vinha aqui nos buscar e levava toda a meninada para ir ao teatro.
H - Em Bagé?
J - É. Assim eu tive a oportunidade de ver a Lili Pons, por exemplo. Ir à ópera várias vezes, porque naquele tempo vinham artistas bons ao Rio Grande do Sul, agora não vêm mais.
H - Mas eles iam a Pelotas ou Bagé?
J - Iam a Pelotas, Bagé, Porto Alegre.
H - E aquele pessoal Cabeda, ele gostava desta turma de federalistas velhos?
J - Não tenho lembrança. Sei que tem o autógrafo do Rafael Cabeda aí no biombo.
H - Este biombo o que é?
J - A minha mãe colecionava autógrafos, e ela tinha feito, ela mesma, umas almofadas de couro de veado. Então ela pedia para as pessoas assinarem em cima com a caneta e depois ela pirogravava em seguida com o pirógrafo, e depois ela achou que almofada era uma coisa que ia se soltando, se estragando muito, então ela resolveu mandar fazer um biombo.
Acesso 06 junho 2026
Da Santa Aliança (1815) até as vésperas da revolução de 1870
A crise da França feudal-absolutista – Os camponeses – A decadência da agricultura
O camponês era obrigado a entregar ao latifundiário uma parte da colheita (geralmente a quarta parte), ou a pagar-lhe seu valor em dinheiro. Outra parte da colheita era subtraída ao camponês pelos ávidos sacerdotes, através do dízimo. Se o camponês morria, apresentava-se o mordomo do latifundiário e cobrava um elevado imposto pela transmissão da herança. Para passar os cereais e demais produtos por uma ponte, ainda que ela tivesse sido construída pelos próprios camponeses, o latifundiário – o senhor – cobrava um imposto especial. Para moer os cereais no moinho do senhor, para cozinhar o pão no forno do amo, tinha que pagar em separado. Inclusive no caso de o senhor não dispor de um forno para cozinhar o pão, era igualmente exigido do camponês o pagamento do imposto anual, implantado outrora para uso do forno. A ponte ou o moinho podiam desaparecer, porém o imposto anual pela passagem ou pela moagem era cobrado pontualmente.
Eram conservados ainda, na França, outros tributos medievais aos camponeses. Enquanto se divertia na caça, o senhor tinha o direito de talar os campos semeados dos camponeses, passando através deles com seus convidados a cavalo e com seus cães atrelados. Cada latifundiário tinha um pombal. As pombas devastavam as plantações dos camponeses, porém estes, no caso de matar alguma pomba, eram ferozmente castigados. Também eram conservadas muitas outras cargas, se bem que não tão pesadas, mas humilhantes. Durante a noite, nas casas senhoriais, as rãs tinham que ser espantadas para que os senhores pudessem dormir tranquilos. Em seus encontros com o amo e seus funcionários, o camponês era obrigado a fazer profundas reverências, e a beijar a mão ou as costas do senhor.
Não havia onde apresentar queixas contra o senhor. O próprio latifundiário, ou algum juiz por ele nomeado, administrava a justiça. Nos tribunais eram aplicados tormentos.
O camponês não dependia somente do senhor. Era gravado também com pesados impostos em favor do rei. O camponês pagava um imposto de bens (a talha), e além desse, complementarmente, em imposto de renda (a vigésima), o chamado imposto real. Mas isso ainda era pouco: havia, também, o imposto por cabeça (a capitação). Além dos impostos diretos, o camponês ainda era esmagado pelos indiretos.
Também o consumo do sal foi gravado com pesados tributos. Para que o camponês não se negasse a comprar o sal, que se tornava desproporcionalmente caro, era obrigado a adquirir pelo menos 7 libras por ano e por pessoa, “para a panela e o saleiro”, isto é, para o consumo na alimentação. Para curtir e para o gado, o camponês tinha que comprar sal em separado. Para evitar que o camponês comprasse sal de contrabando, os contrabandistas eram enviados durante nove anos às galés, ou seja, aos trabalhos forçados como remadores, encadeados em seus bancos. No caso de reincidência, o traficante de contrabando de sal era enforcado. Também eram ferozmente castigados os camponeses que compravam sal sem pagar o respectivo imposto.
Destacamentos especiais de inspetores armados expulsavam os camponeses dos lugares de onde podiam eles próprios extrair o sal.
O vinho foi gravado com um alto imposto. Para a França que tinha muitos vinhedos e cujos vinhos gozavam de fama em todo o mundo, esse imposto era particularmente importante. Vinte e sete mil inspetores fiscais revolviam as adegas camponesas, mediam os tonéis, contavam as garrafas.
Nas barreiras, cobravam-se de todos os pedestres e viajantes pela passagem. Não menos de um milhão e meio de camponeses, na França, foram reduzidos à situação de vagabundos, que perambulavam por todas as partes e se dedicavam ao roubo. As grandes estradas na França não tinham qualquer segurança contra os assaltantes.
Certo bispo, pouco antes da revolução, escrevia: “O povo de nossas aldeias vive na mais horrível pobreza, em cavernas vazias, sem camas nem mesas. Entre a maioria escasseia o alimento e não dá nem para meio ano até mesmo a farinha de centeio e de aveia, seu alimento principal. Mas, também, desse alimento, o camponês se vê obrigado a privar-se e a privar os filhos, para poder pagar os impostos”.
Se o camponês ficava impossibilitado de pagar os impostos, punham-se à venda seu gado e seus instrumentos de trabalho.
A luta do povo grego pela independência
O grande país da Antiguidade, a Grécia, no século XIX era uma província turca de segunda ordem. Nos vales da Grécia viviam camponeses os raias, que conservavam o cristianismo, gravados com um pesado tributo, em benefício dos conquistadores turcos. Nas montanhas viviam os belicosos cleftas, camponeses montanheses, que infundiam medo aos turcos com suas incursões. Nas ilhas estava fortemente desenvolvido o comércio: quase todo o comércio de cereais da Rússia com a Europa ocidental era realizado por mercadores gregos intermediários.
Em 1821 teve início, na Grécia, a luta pela independência, que se prolongou por 8 anos, até 1829. Aproveitando-se das divergências existentes entre a Turquia e as grandes potências europeias (em 1827, a esquadra anglo-franco-russa unida iniciou, na baía de Navarino, ações bélicas contra a frota turco-egípcia), os gregos conseguiram que seu país fosse reconhecido como Estado independente. Na luta do povo grego por sua independência participou o grande poeta inglês Byron, que sacrificou a vida pela causa da libertação da Grécia, morrendo de febres na frente de combate.
As teorias políticas reacionárias e a corrente reacionária no romantismo
O conde José de Maistre, de Sabóia, em 1792, depois da incorporação Da Sabóia à França revolucionária, abandonou sua pátria e entrou a serviço, primeiramente, do rei da Sardenha e, depois, radicou-se em Petersburgo, na corte czarista. Com o fim de lutar contra as revoluções, De Maistre propunha restaurar na Europa o poder político ilimitado do Papa romano. Entusiasmava-se com o regime medieval de castas e apelava para a restauração desse regime. Na Rússia, De Maistre elaborou um “Memorandum sobre a instrução pública na Rússia”, no qual sugeria “não prestar, de modo algum, proteção à extensão dos conhecimentos científicos entre as camadas inferiores do povo”. Esse obscurantista afirmava que “as ciências naturais são diretamente nocivas”. Considerava perigosa a literatura e propunha proibir, em geral, o ensino da história. “Toda nova invenção” – dizia De Maistre – é simplesmente uma desgraça”.
O realismo na literatura. Balzac
“Devorais uns aos outros como aranhas. Não existem princípios, há somente circunstâncias, e o homem inteligente se adapta a elas para depois transacionar com elas de maneira nova”.
Indústria, transporte e comunicações
Os instrumentos mecanizados e as máquinas a vapor apareceram pela primeira vez na Inglaterra nos fins do século XVIII. No século XIX, a produção fabril se estendeu também aos demais países da Europa e à América do Norte. As próprias máquinas passaram a ser fabricadas, não à mão, como antes, mas por meio de outras máquinas.
O desenvolvimento da técnica trouxe muitas modificações no modo de vida. Algumas delas foram as velas de estearina (em lugar das de sebo), as lâmpadas de querosene, a venda de roupas feitas, a tapeçaria de papel. Nas ruas apareceram, pela primeira vez, os lampiões à gás.
Nesse mesmo período verificou-se também uma transformação básica no transporte. Em 1807, Fulton adaptou uma caldeira, uma máquina a vapor e rodas de remo a um navio fluvial. O vapor de Fulton partiu de Nova York e na sua primeira viagem percorreu 240 quilômetros pelo rio. Entusiasmado pelos resultados dessa viagem, Fulton escrevia: “Adiantei-me a todas as lanchas e embarcações. Parecia que todas elas estavam ancoradas”.
Pouco depois, os vapores adaptaram-se à navegação marítima. Em 1819, o primeiro vapor realizou uma viagem através do Atlântico, porém numa parte da viagem, por falta de carvão, foi preciso navegar a vela.
O emprego, com êxito, do vapor no transporte aquático levantou o problema de se era possível também utilizá-lo para o transporte por terra. Bem depressa comprovou-se que era possível.
Em 1814, o filho de um operário inglês, engenheiro autodidata Stephenson, construiu a primeira locomotiva, que conduzia oito vagões e fazia seis quilômetros por hora. Em 1825, foi inaugurada na Inglaterra a primeira estrada de ferro de utilização pública, cujos trens desenvolviam uma velocidade de 10 quilômetros. Nos meados do século XIX, os trens já alcançavam uma velocidade de 50 quilômetros por hora.
Nos primeiros tempos, as estradas de ferro infundiam medo. Os médicos alemães, por exemplo, afirmavam que era preciso proibir a construção de estradas de ferro, e se isso não fosse possível, era preciso cercá-los de valas mais altas do que um homem para que o gado não se assustasse e as pessoas não enlouquecessem. Os reacionários, porém, não puderam impedir a construção de estradas de ferro. Em 1830, a extensão da rede ferroviária em todo o mundo era somente de 332 quilômetros. Cinco anos mais tarde essa extensão alcançava 8.000 quilômetros e, em 1870, mais de 200.000 quilômetros.
Um dos meios atuais mais importantes de comunicação, o telégrafo elétrico foi inventado, em 1837, pelo norte-americano Morse. Logo começaram a ser estabelecidas as primeiras linhas telegráficas de utilidade pública.
Fonte:
Publicação: Centro do Livro Brasileiro
Lisboa – Porto
Arranjo Gráfico: Esfera Publicidade
Impressão e Acabamentos: Agapê Estúdio Gráfico
Páginas: 27/28/104/105/116/240
Exemplar disponibilizado pela Biblioteca de Rua ACISAP.
Historia topographica e bellica da nova colonia do sacramento do rio da prata
Fonte: Acervo Digital Bibliteca Brasiliana Guita e José Mindlin/USP
José Angel Nespereira nos ofrece un listado de 870 libros digitalizados con temas como
LIBROS ESCRITOS POR PAYADORES
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Fonte: http://vocesdelapatriagrande.blogspot.com/
Acesso 04/11/2025
LIBROS ESCRITOS POR PAYADORES
Abel Soria - 1966 - Cimarrón sin güelta
Abel Soria - 1968 - Charquito estrellado
Abel Soria - 1969 - Con la cincha floja
Abel Soria - 1993 - Cursillo de versificación
Abel Soria - 1994 - Pelusitas
Abel Soria - Versos festivos
Abel Soria, Julio Durante García y Wenceslao Varela - 1989 - Boleadoras de piedra
Adolfo F. Cosso - 1982 - 100 pensamientos y reflexiones... y algo más
Adolfo F. Cosso - 1983 - Camino del payador
Adolfo F. Cosso - 1995 - Los poderes del hombre
Aldo Crubellier - 1980 - Payador argentino - Cuaderno N° 1
Aldo Crubellier - 1981 - Sus versos y contrapuntos - Cuaderno N° 2
Alejandro Rojo - 1964 - Últimas tardes
Alexis Díaz-Pimienta - 2004 - Tapa del libro 'La sexta cara del dado'
Alexis Díaz-Pimienta - 2013 - El pintoresco caso de los pies forzados
Alexis Díaz-Pimienta - 2016 - En un lugar de la mancha (Don Quijote en verso)
Alexis Díaz-Pimienta - 2021 - La improvisación de décimas
Alfredo S. Bustamante - Uno más en el camino
Álvaro Celedonio Casquero - 1966 - Juan sin casa
Ambrosio Río - 1908 - Flores y yuyos
Ambrosio Río - 1912 - Poesías agrestes
Ambrosio Río - 1919 - Sentimientos criollos
Ambrosio Río - 1920 - Flores del campo
Ambrosio Río - 1922 - De mis pampas
Andrés Cepeda - 1910 - Mi guitarra
Andrés Cepeda - 1910 - Poesías selectas
Andrés Cepeda - 1925 - Versos completos
Andrés Cepeda - 1927 - Versos de la prisión
Andrés Cepeda - 1958 - Las glorias de Andrés Cepeda (Recop Fco Bianco)
Ángel Gregorio Villoldo - 1910 - La morocha argentina
Ángel Gregorio Villoldo - 1916 - Cantos populares argentinos
Ángel Montoto - 1912 - Ayes de un prisionero
Ángel San Esteban - 1958 - Una voz de tierra adentro
Antonio A. Caggiano - 1912 - Modulaciones
Antonio A. Caggiano - 1915 - Aires nacionales
Antonio A. Caggiano - 1929 - Episodios históricos
Antonio A. Caggiano - 1938 - Flores y yuyos
Aramís Arellano - 1959 - Copos blancos
Aramís Arellano y Carlos Molina - Yunta y surco
Aramís Arellano y Carlos Molina - Yunta y surco
Arnoldo Olivera - D'ande trenso
Augusto Romero - Poeta y payador de Jacinto Arauz
Autores varios - 1992 - Compuestos de payadores (J.Curbelo-S.Huenchul-R.Aristeguy-P.Díaz)
Bartolomé Hidalgo - 1832 - Un gaucho de la Guardia del Monte
Bartolomé Hidalgo - 1986 - Obras completas
Bartolomé Hidalgo - Cielitos y diálogos patrióticos
Bertálido Rafael Mendoza - 1926 - Recuerdos de 'Oriente'
Cachito Lombardi - Se te fue la mano mama
Candelario - 1897 - El moderno payador Candelario
Carlos Echazarreta - 1954 - Hazanas de Don Goyo Cardoso-min
Carlos Echazarreta - 2011 - El payador entrerriano
Carlos López Terra - Folleto
Carlos Molina - 1956 - Cantándole al pueblo
Carlos Molina - 1958 - Tierra libre
Carlos Molina - 1961 - Rebeldías del camino
Carlos Molina - 1963 - Yunques rojos
Carlos Molina - 1980 - Grillos y terrones
Carlos Molina - 1999 - El mástil de mi guitarra
Carlos Molina y Martín Castro - 1959 - Hachando los alambrados
Carlos Rodríguez - 1953 - Chispazos de tradición
Carlos Rodríguez Pacheco - 1994 - Huella sonora
César A. Huapaya Amado - La décima. Concepto, tipos y técnicas
César A. Huapaya Amado - Poesía tradicional castellana. Métrica, rima, ritmo, formas estróficas
César Hidalgo - 1898 - El árbol del amor (primera edición)
César Hidalgo - 1898 - La aurora
César Hidalgo - 1899 - El árbol del amor (segunda edición)
César Hidalgo - 1900 - La tapera - Últimas y variadas canciones del Payador César Hidalgo
César Hidalgo - 1907 - Gaucho pobre - Últimas inspiraciones del payador oriental César Hidalgo
Clodomiro Pérez - 1948 - Auroras
Clodomiro Pérez - 1954 - Ataderceres
Clodomiro Pérez - 1975 - Sentencias de Tata Viejo
Clodomiro Pérez - 1980 - Filosofía y textos de mi escuela gaucha
Colectivo Cultural Giner de Los Ríos - 2010 - Payadores argentinos y uruguayos en décimas (Curbelo-Suint-Tokar-Genaro-Salvat)
Damián Martínez - 1993 - Entropillando recuerdos
Ediberto Álvarez - 2002 - Para quedar entre todos
Eduardo Moreno - 1969 - Invernal
Eduardo Pascual - 1893 - Flores silvestres
El Chino Alberto - 1983 - Canciones con historia
Emanuel Gabotto - 2020 - Concierto con Jesusito Rodríguez
Enrique Mario Cabrera - Un silbo, un trino, un canto
Evaristo Barrios - 1947 - A lo gaucho
Evaristo Barrios - 1948 - Guitarra, poncho y facón
Evaristo Barrios - 1953 - Relatos gauchos y nuevos relatos gauchos
Evaristo Barrios - 1954 - Milongas gauchas de Evaristo Barrios
Evaristo Barrios - 1958 - Con tres tientos
Evaristo Barrios - 1959 - Juan Acero
Evaristo Barrios - 1959 - Santiago Miranda
Faustino V. Díaz - 1896 - El gaucho Juan Mauricio. Sus amores, su vida
Federico Curlando - 1905 - Cadencias salvajes
Federico Curlando - 1910 - Los versos más conocidos del payador argentino
Florencio Cabrera - 1925 - Canciones populares
Francisco Alpuín Pitamiglio - 1998 - Pitanguero
Francisco Nicolás Bianco - 1914 - Cantos del alma
Francisco Nicolás Bianco - 1919 - Fibras criollas
Francisco Nicolás Bianco - 1920 - Desde tu ausencia
Francisco Nicolás Bianco - 1920 - Flores de bardo
Francisco Nicolás Bianco - 1924 - Duelo criollo
Francisco Nicolás Bianco - 1937 - Penachos de la pampa
Francisco Nicolás Bianco - 1942 - La tapera
Francisco Nicolás Bianco - 1943 - La tapera
Francisco Nicolás Bianco - 1948 - Boyero oriental (con el pseudónimo Julián Fuerte)
Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El chango tucumano (Con el pseudónimo Lalongo Hipera)
Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El jilguero rosarino
Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El payador invencible (con el pseudónimo Santiago Pacheco)
Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El zaino contra el tostao
Francisco Nicolás Bianco - 1948 - Refranero gaucho
Francisco Nicolás Bianco - 1959 - El zorzal uruguayo
Gabino Ezeiza - 1884 - Colección de canciones del payador Gabino Ezeiza
Gabino Ezeiza - 1886 - Cantares criollos (Natalio Tomassi Editor)
Gabino Ezeiza - 1896 - Canciones del payador argentino (2° parte)
Gabino Ezeiza - 1896 - Cantares criollos (Casa Editora Luis Maucci)
Gabino Ezeiza - 1896 - Mi guitarra
Gabino Ezeiza - 1896 - Nueva y última colección de canciones (1° parte) - Colecciones del payador
Gabino Ezeiza - 1896 - Nueva y última colección de canciones (2° parte) - El cantor argentino
Gabino Ezeiza - 1897 - Colección de canciones del payador Gabino Ezeiza
Gabino Ezeiza - 1897 - Nuevas canciones inéditas del payador argentino
Gabino Ezeiza - 1898 - Nuevas canciones inéditas del payador argentino
Gabino Ezeiza - 1902 - Canciones del payador argentino Gabino Ezeiza
Gabino Ezeiza - 1904 - Colección de canciones del payador argentino Gabino Ezeiza
Gabino Ezeiza - 1917 - Glorias radicales
Gabino Ezeiza - 1919 - La hija del payador
Gabino Ezeiza - 1922 - Revista Lo que canta el pueblo N° 23 - 12-10-1922 - Edición homenaje a Gabino Ezeiza
Gabino Ezeiza - 1946 - Recuerdos del payador
Gabino Ezeiza y Félix Hidalgo - 1895 - Contrapunto por cartas
Gabino Ezeiza y Félix Hidalgo - 1901 - Contrapunto por cartas
Gabino Ezeiza y Félix Hidalgo - 1905 - Contrapunto por cartas
Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1894 - Contrapunto (completo)
Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (1° parte)
Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (2° parte)
Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (3° parte)
Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (4° parte)
Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (Completo)
Gabino Sosa - 1973 - Humito
Generoso D'Amato - 1939 - Mi poncho tucumano (Faltan hojas al final)
Generoso D'Amato - 1947 - Mi poncho tucumano
Gerardo Lagos - 1979 - Siembra y camino
Guillermo 'Bigote' Villalobos - Poesía popular, décimas, brindis y demases
Guillermo Silva - 1912 - Ilusiones y esperanzas
Héctor Guillén - 1992 - Con el alma en las bordonas
Héctor Guillén - Hoja con dos composiciones
Héctor Guillén - Mis Verdades
Héctor Umpiérrez - 1988 - Vida y muerte de Yuyei y su tutor
Héctor Umpiérrez - 2007 - El tata y el pampita
Héctor Umpiérrez - Memorias a Luis Alberto Martínez (folleto)
Héctor Umpiérrez y Bautista Tolosa - De penacho entero
Héctor Umpiérrez y Raúl Cano - 1959 - Chuzas
Higinio Cazón - 1901 - Colección de canciones del payador argentino Higinio Cazón (libro 1)
Higinio Cazón - 1901 - Producciones completas de versos y décimas de Higinio Cazón (libro 2)
Higinio Cazón - 1902 - Producciones completas de versos y décimas de Higinio Cazón (libro 2)
Higinio Cazón - 1903 - Poesías inéditas del payador argentino Higinio Cazón (libro 3)
Higinio Cazón - 1905 - Colección de canciones del payador argentino Higinio Cazón (libro 1)
Higinio Cazón - 1910 - Alegrias y pesares
Higinio Cazón - 1910 - Colección de canciones del payador argentino Higinio Cazón (libro 1)
Horacio Otero - 1983 - De un puestero payador
Hugo Eduardo Bagnera - 2004 - Un payador en la huella
Humberto Correa - 1961 - Espejito'e cahimba
Jorge Alberto Soccodato - 2005 - Cardos y margaritas
Jorge Gauna - 1978 - Destino labriego
José Betinoti - 1909 - Lo de ayer y lo de hoy
José Betinoti - 1912 - De mi cosecha (Original)
José Betinoti - 1912 - Últimas composiciones del payador José Betinoti
José Betinoti - 1915 - Homenaje póstumo
José Betinoti - 1944 - Versos de J. Betinoti
José Betinoti - De mi cosecha (Recopilación - Obras completas)
José Betinoti y Ambrosio Río - 1915 - Cantos y dúos nacionales
Jose Betinoti-Luis García - 1903 - Mis primeras hojas y Primer ensayo
Jose Betinoti-Luis García - 1903 - Mis primeras hojas y Primer ensayo
José Curbelo - 2019 - Sin ladearme
José Curbelo - La payada en américa latina
José F. Torres - 1955 - Trenzando recuerdos de ayer y de hoy
José Luis Ibargüengoitía - 2015 - Todo pasa
José Luis Ibargüengoitía - 2022 - Versos diversos - Vol 1 (Nociones de versificación)
José Omar Duarte - Versión taquigráfica de una improvisación
Juan A. Martínez - 1945 - Los flecos de mi poncho
Juan A. Martínez - 1947 - El payador de la pampa
Juan Antonio Bordieu - 1957 - De... ¡vuelta y media!
Juan Bautista Fulginiti - 1918 - Los dos espectros (monólogo trágico)
Juan Bautista Fulginiti - 1926 - Trovas del pueblo
Juan Bautista Fulginiti - 1962 - En la brecha
Juan Carlos 'Indio' Bares - 1965 - ¡Chairando!
Juan Carlos 'Indio' Bares - Interpreta a su amigo Wenceslao Varela (folleto)
Juan Carlos 'Indio' Bares y Wenceslao Varela - 1980 - Mano a mano y Entre hermanos
Juan Carlos Bares - Parando rodeo
Juan Carlos López - 2004 - Crisoledad
Juan Carlos López - De andar la vida
Juan Casaretto - 1904 - Gritos del alma
Juan Damilano - 1907 - El boicot a las mujeres
Juan de Nava - 1886 - Colección de canciones del payador oriental Juan de Nava
Juan de Nava - 1887 - Colección de canciones del payador oriental Juan de Nava
Juan de Nava - 1896 - Nuevas inspiraciones
Juan de Nava - 1898 - El payador oriental con las nuevas inspiraciones
Juan de Nava - 1899 - Nueva colección de canciones jocosas y vidalitas
Juan de Nava - 1902 - Colección de versos para cantar en los bailes nacionales
Juan Eugenio Sallot - 1910 - El crimen de la justicia (Drama en 3 actos y en prosa)
Juan Eugenio Sallot - 1910 - Juan Cuello
Juan Eugenio Sallot - 1911 - Coincidencias fatales o El puñal de un obrero (Drama en un acto y en prosa)
Juan Eugenio Sallot - 1912 - Calandria de amor
Juan Eugenio Sallot - 1912 - El comerciante de carne humana (La trata de blancas)
Juan Eugenio Sallot - 1912 - Gorgeos de un zorzal
Juan Eugenio Sallot - 1912 - Nuevas canciones variadas y poesías
Juan Eugenio Sallot - 1912 - Santos Vega - Canciones nacionales
Juan Eugenio Sallot - 1913 - Los grandes crímenes de la maffia y la mano negra
Juan Eugenio Sallot - 1913 - Los grandes genios
Juan Eugenio Sallot - 1913 - Nuevo libro de los amores de un gallego con una napolitana
Juan Eugenio Sallot - 1915 - Nuevo libro de vidalitas
Juan Eugenio Sallot - Contrapunto entre los paisanos A. Carranza y A. Ramos
Juan José Aphal - 2001 - Sin candao
Juan Pedro López - La gran payada
Juan Pedro López - La venganza de Tolosa
Juan Pedro López - Por el clavel de Ramón
Juan Pedro López - Un payador de leyenda - Por Emilio Sisa López
Juan Quiroga - Versos del payador argentino Juan Quiroga
Juan Ramón Aristegui - 2021 - Ni más ni menos
Julio Díaz Usandivaras - 1915 - Por el camino
Julio Díaz Usandivaras - 1917 - Agreste
Julio Díaz Usandivaras - 1917 - La Musa Triste
Julio Díaz Usandivaras - 1921 - Espejos nativos
Julio Díaz Usandivaras - 1923 - Jazmín del país
Julio Díaz Usandivaras - 1926 - El alma de la tierra
Julio Díaz Usandivaras - 1926 - La flor de mi campo
Julio Díaz Usandivaras - 1931 - Garúa
Los Hermanos Somohano - 1981 - Entre hermanos
Luis Acosta García - 1960 - Luis Acosta García y sus versos
Luis Alberto Martínez - 1997 - Cardo Sonoro
Luis Galván - 1900 - A mi madre
Luis Galván - 1907 - Los patotas
Luis Galván - 1910 - El tango de las afiladoras
Luis Galván - 1910 - Flores marchitas
Luis Galván - 1910 - Flores y espinas
Luis Galván - 1910 - Lamento de un payador
Luis Galván - 1910 - Los patotas
Luis Galván - 1910 - Páginas de gloria
Luis Galván - 1915 - Décimas amorosas
Luis Galván - 1915 - Décimas variadas para cantar con guitarra
Luis Galván - 1915 - Estilos criollos
Luis García - 1899 - Cantares criollos
Luis García - 1915 - Alma criolla
Luis García - 1915 - Poesía y cantos populares
Luis García - Gauchesco
Luis Márquez Vellión - 1920 - La muerte del payador
Manuel Cientofante - 1896 - Improvisaciones del payador argentino Manuel Cientofante
Manuel Cientofante - 1899 - Verdades del 'Gaucho argentino' Juan Mentiras
Manuel Cientofante - 1900 - El gaucho de Cañuelas
Manuel Cientofante - 1900 - Juan sin patria
Manuel Cientofante - 1900 - Martín Fierro
Manuel Cientofante - 1900 - Milongas
Manuel Cientofante - 1900 - Nuevas y selectas vidalitas amorosas
Manuel Cientofante - 1900 - Vida y muerte del valiente gaucho oriental Juan Giménez
Manuel Cientofante - 1901 - Milongas del payador argentino Manuel Cientofante
Manuel Cientofante - 1901 - Nuevas y últimas inspiraciones del renombrado payador (Biblioteca criolla)
Manuel Cientofante - 1902 - Colección de cantos nacionales
Manuel Cientofante - 1902 - El gaucho maldito
Manuel Cientofante - 1902 - Nueva colección de versos y décimas variadas del payador argentino
Manuel Cientofante - 1902 - Últimas producciones del cantor argentino Manuel Cientofante
Manuel Cientofante - 1902 - Últimas producciones del cantor argentino Manuel Cientofante
Manuel Cientofante - 1905 - La cruzada de los treinta y tres orientales
Manuel Cientofante - 1908 - Los amores de un tarugo
Manuel Cientofante - 1909 - El gaucho de la frontera
Manuel Cientofante - 1909 - El gaucho de Santa Fe
Manuel Cientofante - 1909 - El inocente
Manuel Cientofante - 1909 - El libro rojo
Manuel Cientofante - 1909 - Mi guitarra
Manuel Cientofante - 1909 - Venganza
Manuel Cientofante - 1910 - Dos payadores de contrapunto
Manuel Cientofante - 1910 - La muerte del mataco
Manuel Terán - 1912 - Carcajadas y gemidos
Manuel Terán - Obras publicadas en la revista Canciones populares
Manuel Vargas - 1902 - Canciones napolitanas y criollas
María Susana Repetto - 2017 - Ser mujer... ser payadora
Mariela Acevedo - 2009 - Te amo payador
Marta Suint - 1985 - Desde el mar a la tierra
Marta Suint - 1992 - Los Payadores y el tango (extracto del libro 'Soy de Barracas al sur')
Marta Suint - 1992 - Soy de Barracas sl Sur
Marta Suint - 1996 - Guía práctica para el conocimiento del Payador
Marta Suint y Bautista Tolosa - 2000 - Cantos de piedra y sal
Marta Suint y Liliana Salvat - 2022 - Mujeres sin olvido
Marta Suint-Carlos Molina-Nieves Cabrera - 1994 - P'andar sin marca
Marta Suint-Julio César Rodríguez - 1993 - De ande soy
Marta Suint-Silvia Castro - 2017 - Entre la pampa y el mar
Marta Suint, José Curbelo y Carlos Sferra - 2020 - Gente de a caballo
Martín Castro - 1904 - Voces del pueblo
Martín Castro - 1935 - Chispazos de fogón
Martín Castro - 1950 - Chispazos del fogón
Martín Castro - 1957 - Guitarra roja
Martín Castro - 1958 - Chispazos del fogón
Martín Castro - 1967 - Contrapunto
Martín Castro - 1967 - Los gringos del país (faltan 2 páginas)
Martín Castro - 1973 - El adiós de Don Martín
Martín Castro - 2001 - La vuelta de Martín Castro
Martín Castro - Camino del payador
Martín Castro y Carlos molina - 1959 - Hachando los alambrados
Martín Castro y Roberto Reparaz - Homenaje de dos cantores gauchos
Matías Sasale - 2015 - El Quijote para gauchos
Miguel Ángel Olivera - 1981 - Acentos nativos
Miguel Ángel Olivera - 1998 - De mi huella
Nemesio Trejo - 1895 - El testamento ológrafo
Nemesio Trejo - 1897 - Los políticos (Sainete)
Nemesio Trejo - 1906 - Los políticos (Sainete cómico en un acto)
Nemesio Trejo - 1918 - Dramas de familia (Juguete cómico en un acto)
Nemesio Trejo - 1918 - Los vividores (Sainete en un acto) - El registro civil (juguete en un acto)
Nemesio Trejo - 1922 - Las mujeres lindas (Sainete en un acto)
Nemesio Trejo - Cuentos costumbristas
Nepomuceno Fernández - 1982 - Mi tercer libro
Nepomuceno Fernández - 1987 - Palenque maragato
Nilo Caballero - 1977 - Espueliando
Nilo Caballero y Artigas González - Payadas de pulperías
Oscar Alfonso Navarro Lezama - 1993 - Décimas para lo bueno
Osmarín Olmedo-Gustavo Capote-Carlos Giacosa - 2009 - Un abrazo literario
Pablo Díaz - 1989 - A las escuelas del campo
Pablo Díaz - 1990 - Guitarra, milonga y canto (A las escuelas del campo)
Pablo J. Vázquez - 1895 - Gira artística
Pablo J. Vázquez - 1896 - La muerte del Dr. Leandro N. Alem
Pablo J. Vázquez - 1900 - El payador argentino
Pablo J. Vázquez - 1901 - Lamentos de un payador
Pablo J. Vázquez - 1905 - Lamentos de un payador
Pablo J. Vázquez - 1906 - Lamentos de un payador
Pablo J. Vázquez y Gabino Ezeiza - 1894 - Contrapunto completo
Pablo J. Vázquez y Manuel Cientofante - 1902 - Gran payada de contrapunto entre Manuel Cientofante y Pablo Vázquez
Pedro Ponce de León - 1911 - Mis versos (1° parte) A mi bandera
Pedro Ponce de León - 1915 - Mis versos (2° parte)
Pedro Ponce de León y Cía - 1915 - Lágrimas
Pelegrino Torres - 1949 - Sonetos de un payador
Pelegrino Torres - 1953 - El cantar de un payador
Pelegrino Torres - 1954 - El primer payador que canta en Europa
Pelegrino Torres - 1955 - El payador en la ciudad
Pelegrino Torres - 1956 - El payador en África
Pelegrino Torres - 1957 - El payador internacional
Pelegrino Torres - 1959 - El Payador en los 5 continentes
Pelegrino Torres - María Luisa (folleto)
Pelegrino Torres y José María Claret - 1957 - Huellas y caminos
Pelegrino Torres y Raúl Montañés - 1961 - Troveros de campo y cielo
Raúl Montañés - 1956 - Con la voz del corazón
Raúl Montañés - 1988 - Brisas del este
Raúl Montañés - Un árbol llamado Antonio
Roberto Ayrala y Carlos Ríos - 1979 - Trenzaos en celeste y blanco
Rodrigo Álvarez - La vida y la muerte (Historia en verso)
Santiago Hidalgo - 1895 - El payador oriental
Santiago Hidalgo - 1901 - El payador oriental
Santiago Hidalgo - 1905 - El payador oriental
Santiago Hidalgo - 1907 - Alma gaucha y la loca de amor
Santiago Hidalgo - 1907 - El payador oriental
Santiago Hidalgo - 1911 - Alma gaucha
Saúl Huenchul - 1984 - Con gusto a pasto
Saúl Huenchul - Sin enfrenar
Sebastián Celestino Berón - 1889 - El tigre del desierto - Primera parte
Sebastián Celestino Berón - 1889 - El tigre del desierto - Segunda parte
Sebastián Celestino Berón - 1894 - Truco y retruco - Primera parte
Sebastián Celestino Berón - 1894 - Truco y retruco - Segunda parte
Sebastián Celestino Berón - 1895 - La muerte de Juan Moreira
Sebastián Celestino Berón - 1896 - Lucas Barrientos
Sebastián Celestino Berón - 1896 - Santos Vega el payador
Sebastián Celestino Berón - 1897 - Décimas variadas para cantar con guitarra
Sebastián Celestino Berón - 1897 - El gaucho Pancho Bravo - Primera parte
Sebastián Celestino Berón - 1897 - El gaucho Pancho Bravo - Segunda parte
Sebastián Celestino Berón - 1897 - Juan el rastreador
Sebastián Celestino Berón - 1897 - La muerte de Juan Cuello
Sebastián Celestino Berón - 1897 - Milongas variadas para cantar con guitarra
Sebastián Celestino Berón - 1899 - Décimas amorosas para cantar con guitarra
Silverio Manco - 1899 - Alma argentina
Silverio Manco - 1899 - Almas que luchan
Silverio Manco - 1899 - El gaucho Calandria
Silverio Manco - 1899 - El gaucho Calandria
Silverio Manco - 1899 - El indio Cristo
Silverio Manco - 1899 - El indio Cristo
Silverio Manco - 1899 - Santos Vega
Silverio Manco - 1899 - Tranquera y venganza
Silverio Manco - 1900 - El gaucho de la frontera
Silverio Manco - 1900 - El gaucho picaflor (Biblioteca gauchesca)
Silverio Manco - 1900 - El Mataco y El Chacho
Silverio Manco - 1900 - Juan el rastreador
Silverio Manco - 1902 - 'Agapito' y bordoneos criollos
Silverio Manco - 1902 - 'Agapito' y bordoneos criollos
Silverio Manco - 1902 - Juan Acero y canciones de amor (Pseud Alma Nativa)
Silverio Manco - 1908 - Cadencias del alma
Silverio Manco - 1908 - Décimas patrióticas
Silverio Manco - 1910 - Auras parleras
Silverio Manco - 1915 - Rumbo al poblao
Silverio Manco - 1920 - El gaucho picaflor (Editor Alfonso Longo - Rosario)
Silverio Manco - 1946 - Camila O'Gorman
Silverio Manco - 1948 - El rastreador
Silverio Manco y Pedro Ponce de León - 1913 - El trágico fin de la señorita Irma Avegno
Silverio Manco, Pablo J. Vazquez y Félix Hidalgo - 1910 - Los reseros y cartas en verso entre Vázquez e Hidalgo
Silverio Manco, Pablo J. Vazquez y Félix Hidalgo - 1910 - Los reseros y cartas en verso entre Vázquez e Hidalgo
Tabaré De Paula - 1977 - Biblias y calefones
Tabaré De Paula - 1980 - Canciones sin domicilio fijo
Tomasita Quiala - 1996 - Quién soy
Toto Mora - 1971 - Pialando versos
Varios autores - 1915 - Corona fúnebre - A la memoria del malogrado payador José Betinoti
Varios autores - 1916 - Homenaje a Gabino Ezeiza
Varios autores - 1917 - A la memoria de los payadores G. Ezeiza, P. Vázquez y J. Betinoti
Varios autores - 1917 - A la memoria de los payadores G. Ezeiza, P. Vázquez y J. Betinoti
Varios autores - 1948 - Antología de versos recitables - Pobre mi madre querida
Varios autores - 1950 - Versos de la patria gaucha (15 poetas orientales)
Varios autores - 1953 - El cantar de los troveros
Varios autores - 1957 - Glorias del terruño - Selección de versos criollos (Compilación Víctor Cavallaro Caidellac)
Varios autores - 2003 - Rincón de los Payadores (recop. de publicaciones del Diario La Verdad de Ayacucho)
Varios Autores - 2010 - Payadores argentinos y uruguayos en décimas
Varios autores - Homenaje a los viejos payadores de la patria
Varios Autores - La gran cruzada gaucha de los payadores del este
Víctor Di Santo - 1978 - Tierra campa (libro)
Victoriano Núñez - 1978 - El fogón del abuelo
Waldemar Lagos - 1972 - Un payador actual
Waldemar Lagos - 1983 - Vivencias
Waldemar Lagos - Cosas nuestras
Waldemar Lagos y Diego Lamas - 1959 - Fogón criollo
Walter Peña - Trovas pichonas
Walter Saldivia León - 1984 - Estribando
LIBROS Y ARTÍCULOS SOBRE PAYADORES
Alfredo De La Fuente - 1986 - El payador en la cultura nacional
Améstica, Fidel - El arte del payador (Chile)
Arias, Maria Agustina - 2015 - Que no se corte la trenza el habla en la payada del sudoeste bonaerense (Tesina)
Ascasubi, Hilario - Santos Vega O Los Mellizos De La Flor
Ayestarán, Lauro - Primera meditación sobre la payada y los payadores
Ayestarán, Lauro - Segunda meditación sobre la payada y los payadores
Betancor, Martín - 2018 - Evocación del payador Héctor Umpiérrez
Bohoslavsky, Ernesto y Pierini, Margarita - La historia de un payador patagónico a principios del siglo XX
Bossio, Jorge Alberto - 1966 - Nemesio Trejo, de la trova popular al sainete nacional
Caiafa, Miguel Ángel - 2003 - José Betinoti, payador
Caiafa, Miguel Ángel - Los payadores
Candidatura de La Payada como patrimonio cultural del Mercosur (2015)dossier-la-payada
Cirio, Norberto Pablo - 2014 - El movimiento payadoresco en perpectiva afro y femenina
Diario La Nación - 2008 - Mitos y realidades del payador Santos Vega
Dorra, Raúl - El arte del payador
Entrevista a Alexis Díaz-Pimienta - En mi casa improvisaba hasta el gato
García Fanlo, Luis - Payadas, payadores e identidad nacional
García, J-Sarasúa, J-Egaña, A - 2001 - El arte del bertsolarismo
Guerrero Cárpena, Ismael - Santos Vega y Poca Ropa
Isolabella, Matías N. - 2012 - Estructuras de improvisacion en la payada rioplatense
Lafuente, Miguel Ángel - 1980 - Martín Castro, El payador libertario
Leguizamón, Martiniano - 1917 - El primer poeta criollo del Río de la Plata
Leites, Marcelo - Textos de Marcelino Román
Lugones, Leopoldo - El Payador
Moreno Cha, Ercilia - 2000 - Análisis estructural de la payada rioplatense
Moreno Cha, Ercilia - 2003 - Gabino Ezeiza, payador legendario
Moreno Chá, Ercilia - 2016 - Aquí me pongo a cantar. El arte payadoresco de Argentina y Uruguay
Moreno Cha, Ercilia - El canto del payador, una tradición resignificada
Moreno Chá, Ercilia - El desafío poético cantado
Moreno Chá, Ercilia - El payador y la religión
Moreno Chá, Ercilia - Gabino Ezeiza, payador legendario
Moreno Chá, Ercilia - Los payadores y el compromiso de su canto
Moreno Chá, Ercilia - Normas y recursos de la payada urbana
Moreno Chá, Ercilia - Por los caminos del Payador profesional actual
Moya, Ismael - 1959 - El arte de los payadores
Museo José Hernández - 2016 - Payadores - El arte criollo de opinar cantando
Nazabay, Hamid - 2016 - Extracto del libro 'No hay vida mas desgraciada...'
Nota de Daniel Viglietti sobre Carlos Molina
Nudler, Julio - Los payadores salen del olvido
Revista "El Payador" - Mayo y junio de 1913 (8 números)
Revista Bertsolari (País vasco) - 2003 - Artículo sobre Marta Suint y Roderico Ibargüengoitía
Revista Fray Mocho N° 40 - 31-1-1913 - El ocaso de los payadores
Rocca, Pablo - Los poetas-payadores de la modernización
Rodríguez Hernández, Agustín - 2015 - La controversia del siglo (Alexis Díaz Pimienta-Yeray Rodríguez)
Rodríguez Hernández, Agustín - 2020 - La topada de poetas
Sánchez Sívori, Amalia - 1979 - Diccionario de Payadores
Schoo, Ernesto (Diario La Nación) - Con Nemesio Trejo un siglo atrás
Seibel, Beatriz - 1998 - El cantar del payador
Seibel, Beatriz - Los payadores (Revista Crisis N° 68 - Setiembre 1988)
Trapero, Maximiliano - 1998 - El mundo de la décima; El descubrimiento de un nuevo mundo
Vidart, Daniel - 1967 - Payadores, gauchos y literatura gauchesca
Widmann-Miguel, Enrique F. - 2018 - Payadas y Payadores
Zabala, Abel - 2004 - El Payador
Zabala, Abel - Payadoras bonaerenses
OTROS LIBROS
Abaca, Hilarión - 1918 - Bordoneos
Abaca, Hilarión - 1920 - Agapito
Abella, Gonzalo - Artigas, el resplandor desconocido
Abella, Gonzalo - La leyenda de Soledad Cruz
Acevedo Díaz, Eduardo - El combate de La Tapera
Acosta, Luis - El resero cantor
AGADU - 2000 - Catálogo biográfico de autores uruguayos
Andrade, Olegario Víctor - 1887 - Obras poéticas
Andrade, Olegario Víctor - 2014 - Obra poética completa
Anónimo - Cantar de mío Cid (Adaptado en castellano moderno)
Anónimo - Cantar de mío Cid (Original en castellano antiguo)
Anónimo - La exterminación de los indios Charrúas en Uruguay
Anonimo - Mitologia Egipcia
Anzi, Amado (SJ) - El Evangelio criollo
Aran, Artemio - 1948 - Pampa
Arsenio Aguirre - 1975 - Las coplas de mi silencio
Artigas, José Gervasio - Escritos Varios
Artigas, José Gervasio - Obra Selecta
Ascasubí, Hilario - 1872 - Santos Vega o Los mellizos de la flor
Ascasubí, Hilario - Aniceto el gallo
Assunçao, Fernando O. - 2000 - Pilchas criollas
Atienza, Raúl Alberto - 2019 - De pura cepa
Autor desconocido - 1888 - Contrapunto entre el argentino José Podestá y el oriental A. Podestá
Autores varios - 1887 - Las dos guitarras - Colección de composiciones
Autores varios - 1927 - Lírica popular rioplatense - Antología gaucha
Autores varios - 1942 - Cancionero del mate (Recopilación Luzán Del Campo)
Autores varios - 1964 - El cantar de los troveros (Antologia de versos que gustan a todos)
Autores varios - 1969 - Selecciones de poesías gauchescas
Autores varios - Versos y canciones populares (incompleto)
Ayestarán, Lauro - 1953 - La música en el Uruguay - Vol 1
Ayestarán, Lauro - La primitiva poesía gauchesca en el Uruguay
Báez, Higinio Martín - 1967 - Primera cosecha
Báez, Higinio Martín - 1990 - La senda de un trovero
Báez, Higinio Martín - 1991 - Espinas de cardo
Báez, Higinio Martín - 1992 - Troja mía
Ballín Luis y Dufour, Joaquín - 2018 - El origen de la milonga campera
Ballín, Luis - El estilo
Baretta, Alberto - 1995 - De a caballo y cantando... por los caminos del Uruguay
Bayer, Osvaldo - 2009 - La patagonia rebelde
Becco, Jorge Horacio - 2003 - Crónicas de los patagones
Benedetti, Mario - 1949 - Esta manana y otros cuentos
Benedetti, Mario - 1953 - Quien de nosotros
Benedetti, Mario - 1956 - Poemas de la oficina
Benedetti, Mario - 1959 - Montevideanos
Benedetti, Mario - 2015 - El mejor de los pecados
Bengoa, José - Historia del pueblo mapuche
Berho, Luis Domingo - 1984 - Estación de vía muerta
Berho, Luis Domingo - 1999 - De mi galpón
Berruti, Pedro - 2007 - Manual de danzas nativas
Blake, William - Antología (bilingüe)
Blengio, Libertario - 1984 - El gaucho Pollo Mojao
Bobadilla, Simplicio - 1991 - Los partes de Don Menchaca (Prólogo Mario Benedetti)
Boloqui, Pedro - 1935 - La familia del concejal (Juguete cómico en un acto)
Boloqui, Pedro - 1940 - Viento arriba
Boloqui, Pedro - 1946 - De vuelta y media
Boloqui, Pedro - 1953 - Azulejos
Boloqui, Pedro - 1967 - Tropilla sureña
Boloqui, Pedro - 2007 - Tropilla sureña (Reedición)
Boloqui, Pedro - Partituras
Borges, Jorge Luis - Seleccion de Poemas y Cuentos
Buenaventura Luna - Sentencias del Tata Viejo
Bueno, Rafael - Cosas gauchas
Cabezas, Julio Secundino - 1966 - Floreos
Cabezas, Julio Secundino - 1973 - Voy al hombre
Cabezas, Julio Secundino - 1979 - Jinetes y reservados
Cabezas, Julio Secundino - 1980 - Recostao en la tranquera
Cabezas, Julio Secundino - 1983 - Consejos de Secundino
Caillava, Domingo A. - 1921 - La literatura gauchesca en el Uruguay
Carrizo, Juan Alfonso - Antiguos cantos populares argentinos (Cancionero de Catamarca)
Carrizo, Juan Alfonso - Cancionero popular de La Rioja - Tomo I
Carrizo, Juan Alfonso - Cancionero popular de La Rioja - Tomo II
Carrizo, Juan Alfonso - Cancionero popular de Salta
Castagnino, Raúl - Lo gauchesco en el teatro argentino
Castro, M. (NO es Martín Castro) - 1944 - El gaucho no ha muerto
Cavallaro Cadeillac, Víctor - 1957 - Glorias del terruño
Cavilla Sinclair, Valentín - 1959 - Desde el alero
Cavilla Sinclair, Valentín - 1959 - Pialando ensueños
Centeno, Ángel - 1949 - Puñao de amigos
Centro Editor de América Latina - 1968 - La poesía gauchesca - Antología
Chapman, Anne - Culturas tradicionales - Patagonia - Los Selknam de tierra del fuego
Chavez, Fermin - 1973 - La cultura en la epoca de Rosas
Claro Valdez, Samuel y Peña Fuenzalida, Carmen - Chilena o Cueca Tradicional
Conde, Oscar - El lunfardo en la literatura argentina
Cortázar, Augusto Raúl - 1959 - Esquemas del folklore
Cresci, Carlos - 1981 - Canciones con historia
Cruz, Alberto - Pueblos originarios en América
Cruz, Norman - 2006 - Baigorrita, Responso para un etnocidio editado
Cuadri, Guillermo (Santos Garrido) - 1967 - El agregao
Cuadri, Guillermo (Santos Garrido) y Alonso y Trelles, José (El viejo Pancho) - El agregao y Paja brava
Daireaux, Godofredo - 2000 - Las dos patrias
Daireaux, Godofredo - Fábulas argentinas
Daireaux, Godofredo - Las veladas del tropero
Daireaux, Godofredo - Los dioses de la pampa
Daireaux, Godofredo - Payadores
Daireaux, Godofredo - Recuerdos de un hacendado
Dávalos, Jaime - 1980 - Yo soy quien pinta las uvas
de Castro, Rosalía - El caballero de las botas azules
De Hoyos, María - Guaranies, su vida y sus mitos
de Ibarbourou, Juana - Antología poética
De María, Alcides - 1947 - Versos criollos
De María, Alcides - Poesias criollas
Del Valle, Héctor - 1975 - Hablando en criollo
Del Valle, Héctor - 1986 - Cantando lo mío
Del Valle, Héctor - Entre los talas
Díaz Salazar, Diego - 1911 - Vocabulario argentino
Dolina, Alejandro - Crónicas del Ángel gris
Dowdall, Roberto C. - Trabajando de a caballo
Dufour, Joaquín y Ballín, Luis - El origen de la milonga campera
Escritores minuanos - 1966 - Bajo la misma sombra
Faudone, Hilario - 2004 - El arte gaucho del cuero crudo
Faudone, Hilario - 2004 - El arte gaucho del cuero crudo
Felipe, León - Colección antológica de poesía social - Vol 2
Fentanes, J. E. y Pago, Pedro - 1960 - El petiso orejudo Y Mate cocido
Fernández Latour de Botas, Olga - 1977 - Prehistoria de Martín Fierro
Fernández Saldaña, José M. - 1945 - Diccionario uruguayo de biografías
Fernández, César A. - 1995 - Cuentan los mapuches
Fernández, Mario Serafín (Pedro Tusido)- 1938 - Pa' tuitos (versos criollos)
Fernández, Nicolás - 1959 - Décimas
Fontaura Argandoña, María - 2002 - Mitología Aymará y Kechua
Fray Mocho - Cuentos de costumbres
Furlong, Guillermo - 1933 - Los jesuitas y la cultura rioplatense
Furlong, Guillermo - 1984 - Los jesuítas y la cultura rioplatense
Galasso, Norberto - 2006 - Artigas y las masas populares en la revolución
Galeano, Eduardo - El libro de los abrazos
Gandola, Pancho - 1990 - Mansos y redomones
Gandola, Pancho - De varios pelos - Versos del sur
Gandola, Pancho - El último viaje (Libro)
Gandola, Pancho - Entropiyando versos pampas
Gandola, Pancho - Pa' recordar - Como chimango p'al sebo
Gandola, Pancho - Que le dijo el último hijo de Martín Fierro a Pancho Gandola
Garayalde, Roberto - El fogonero
Garayalde, Roberto - Recuerdos paisanos
Garcia Gual, Carlos - Introduccion a la Mitologia Griega
García Lorca, Federico - Libro de Poemas
Garcia Lorca, Federico - Obras Completas
García Márquez, Gabriel - 1970 - Relato de un náufrago
García Márquez, Gabriel - Crónica de una muerte anunciada
García Márquez, Gabriel y Fuentes, Carlos - 2007 - Cien años de soledad y un homenaje (discursos)
Garcia, Julián - 1958 - Milongas de un gaucho pobre
García, Julián - 1962 - Milongas de un gaucho pobre
García, Miguel Ángel - 1951 - Cachimba
García, Miguel Ángel - 1963 - Trasfogueros
García, Miguel Ángel - 1980 - De palo a pique
García, Serafín J. - 1935 - Tacuruses - Primera edición
García, Serafín J. - 1941 - Panorama de la poesia gauchesca y nativista del Uruguay
García, Serafín J. - 1942 - Tacuruses
García, Serafín J. - 1944 - Prólogo al libro Paja brava de El Viejo Pancho
García, Serafín J. - 1945 - Asfalto (Cuentos)
García, Serafín J. - 1945 - Burbujas (Cuentos)
García, Serafín J. - 1953 - Raiz y ala (Ediciones Ciudadela)
García, Serafín J. - 1959 - Raíz y ala (Editorial Cisplatina)
García, Serafín J. - 1963 - 10 poetas gauchescos del Uruguay
García, Serafín J. - 1966 - El Totoral
García, Serafín J. - 1969 - Blanquita
García, Serafín J. - 1970 - La vuelta al camino
García, Serafín J. - 1970 - Sus mejores poemas
García, Serafín J. - 1978 - Todos los romances
García, Serafín J. - 1988 - Milicos contrabandistas y otros cuentos
García, Serafín J. - 1999 - Estampas del Montevideo colonial
García, Serafín J. - La historia de Dionisio Díaz
García, Serafín J. - Las aventuras de Juan el zorro
García, Serafín J. - Primeros encuentros
García, Serafín J. (Simplicio Bobadilla)- 2012 - Los partes de Don Menchaca
Giménez, Polo - 1969 - De este lado del recuerdo (con mis canciones)
Gobierno de la provincia de San Luis - 2008 - Árboles de San Luis
González Videla, Ernesto - 1993 - La musa loca
Graves, Rober - 1999 - Dioses y héroes de la antigua Grecia
Guevara, Tomás - 2003 - El pueblo mapuche
Güiraldes, Ricardo - Don segundo sombra
Gutierrez, Eduardo - 1913 - Santos Vega
Gutiérrez, Eduardo - El rastreador
Gutiérrez, Eduardo - Juan Moreira
Gutiérrez, Eduardo - La muerte de un héroe
Gutiérrez, Eduardo - Los montoneros
Hernández, José - 1884 - Instrucción del estanciero
Hernández, Miguel - Viento del pueblo
Hudson, Guillermo Enrique - Allá lejos y hace tiempo
Hudson, Guillermo Enrique - Diario De Un Naturista
Hudson, Guillermo Enrique - El ombú
Hudson, Guillermo Enrique - Mansiones verdes
Ibarbourou, Juana de - 1926 - Raíz salvaje
Idarburú, Susana - 2010 - Lo criollo en el tango primera parte
Idarburú, Susana - 2010 - Lo criollo en el tango segunda parte
Idarburú, Susana - Gardel y su repertorio
Ingenieros, José - El Hombre Mediocre
Ingenieros, José - Las Direcciones Filosoficas de la Cultura
Instituto Sanmartiniano - Biografía de José de San Martin
Isaacson, José - 1986 - Martín Fierro, cien años de crítica
Iturria, Raúl - 2006 - Tratado de Folklore
Jauralde, Pablo y Sánchez, Mercedes - 2006 - Antología de la poesía española del siglo de oro
La Ciencia Mapuche - Plantas medicinales
La Ñusta (Clotilde Pascua Lozzia de Piorno)- 1951 - Danzas Tradicionales Argentinas
Lagarmilla, Roberto - 1970 - Músicos uruguayos
Leguizamón, Martiniano - 2000 - De Cepa Criolla
Lehman Nitsche, Roberto - 1911 - Folklore argentino. Adivinanzas rioplatenses
Lena, Rubén - 1980 - Las cuerdas añadidas
Libonatto, Nicolás Ismael - 2005 - Rudecindo Fuentes o 'La estancia de los talas'
Libonatto, Nicolás Ismael - 2005 - Rudecindo Fuentes o 'La estancia de los talas'
Lima, Víctor - 2010 - Obras completas
López Flores, Joaquín - 1964 - Danzas tradicionales
López Osornio, Mario Aníbal - 2009 - Esgrima criolla
López Osornio, Mario Aníbal - 2010 - El lazo y la boleadora
Loray, Carlos - 2009 - Cantares de fogón
Loray, Carlos - 2015 - Del pago de las Cañuelas
Lugones, Leopoldo - 1904 - El imperio jesuítico
Lugones, Leopoldo - 1938 - Romances del Río Seco
Lugones, Leopoldo - Antología poética
Lugones, Leopoldo - El payador
Lugones, Leopoldo - La guerra gaucha
Lugones, Leopoldo - La guerra gaucha
Luna, Félix - 1974 - Atahualpa Yupanqui
Lussich, Antonio D - 1872 - Los tres gauchos orientales y otras poesías (edición 1937)
Lussich, Antonio D - 1873 - El matrero Luciano Santos - Prosecución de 'Los tres gauchos orientales'
Lynch, Ventura R. - 1953 - Folklore bonaerense
Machado, Antonio - Antología poética
Machado, Carlos - 1975 - Artigas, el general de los independientes
Machado, Edilio - 1980 - Sin rodeos... con mí gente
Machado, Edilio - Bien nativo
Machado, Edilio - Divisa pampa
Magallán, Juan - 1981 - Canto a mi pueblo
Magallán, Juan - 1981 - Canto a mi pueblo
Magallán, Juan - 2010 - Rimas de entrecasa
Mansilla, Lucio V. - 2000 - Una excursión a los indios ranqueles - Tomo 1
Mansilla, Lucio V. - 2000 - Una excursión a los indios ranqueles - Tomo 2
Mariño, Roberto - 2006 - Compendio de literatura gauchesca del Uruguay
Martí, José - Adultera
Martí, José - Crónicas
Martínez Estrada, Ezequiel - 1933 - Radiografia de la pampa
Martínez Gravier, Juan Pablo - Pelajes criollos
Martínez Payva, Claudio - 1968 - Como cencerros
Mateos, P. Cirilo - 1970 - Rimas gauchescas
Menapace, Mamerto - 1997 - Entre el brocal y la fragua
Menapace, Mamerto y Landriscina, Luis - 2004 - Los valores, con humor
Miller, Juan Edmundo - 1981 - La huerta en contrapunto (versos criollos)
Miranda, Manuel - Contrapunto entre un oriental y un argentino
Mitologia - Indios Incas, Mayas, Aztecas
Mitología Germánica y Escandinava
Mitología Griega - Compendio
Mitologia Vikinga
Mitre, Bartolomé - 1876 - Rimas
Mitre, Bartolomé - 1887 - Historia de Belgrano y de la independencia argentina [Tomo I]
Mitre, Bartolomé - 1887 - Historia de Belgrano y de la independencia argentina [Tomo II]
Mitre, Bartolomé - Páginas de historia
Moesbach, Ernesto de (Sacerdote Capuchino) - 1962 - Idioma Mapuche
Mónico Saravia, Abel S. - Bajo el Cielo de Gualiama
Montagne, Edmundo - 1921 - La guitarra del pueblo
Montero Bustamante, Raúl - 1905 - El parnaso oriental - Antología de poetas orientales
Mujica Láinez, Manuel - Misteriosa Buenos Aires
Museo Las Lilas de Areco - 2014 - La rastra y el tirador
Nazabay, Hamid - 2012 - Aníbal Sampayo y la canción litoraleña en el Uruguay
Nazabay, Hamid - 2013 - Canto popular - Historia y referentes
Neruda, Pablo - 1974 - Confieso que he vivido
Neruda, Pablo - Antología poética
Neruda, Pablo - Antología poética [ed. del Sur, 2003]
Neruda, Pablo - Los versos del capitán
Nueva historia argentina - 2000 - Tomo 1 (Los Pueblos Originarios y la Conquista)
O'Donnell, Mario (Pacho) - Juan Manuel de Rosas (El 'maldito' de nuestra historia oficial)
Obligado, Pastor - 1920 - Tradiciones argentinas - 10° serie
Obligado, Rafael - 1885 - Santos Vega
Olea Montero, Humberto - 2011 - El canto a lo poeta, una genealogía incompleta
Olea Rosenbluth, Catalina - 2010 - La mujer en la sociedad mapuche
Orellano, Francisco H. - 1976 - El Evangelio según San Fierro
Palacios, Pedro Bonifacio (Almafuerte) - 1917 - Amorosas
Palacios, Pedro Bonifacio (Almafuerte) - 1919 - Espigas
Palacios, Pedro Bonifacio (Almafuerte) - Poesía completa
Pancho Gandola - El último viaje - Folleto
Parisi, Gregorio - 1966 - Pampa y pueblo
Pelajes criollos - Cuadro resumen
Pereira Salas, Eugenio - 1938 - Danzas y cantos populares de la patria vieja
Pérez Bugallo, Rubén - La decima espinela en la Argentina
Perez Bugallo, Rubén - Tradicionalismo, nativismo y proyección folklórica
Pérez Tellechea, Elbio - 1999 - 15 cuentos gauchos (Uruguay)
Perón, Juan Domingo - Toponimia patagónica de etimología araucana
Pigna, Felipe - 2013 - Los mitos de la historia argentina - Vol 5
Pigna, Felipe - 2016 - Manuel Belgrano
Pigna, Felipe - 2018 - Mujeres insolentes de la historia
Pigna, Felipe - La voz del gran jefe
Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 1
Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 2
Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 3
Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 4
Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 5
Pignatta Cardozo, David Amado - 2011 - Tierra nuestra
Podestá, José - 1888 - Contrapunto entre el argentino José Podestá y el oriental A. Podestá
Poesía Mapuche - 1987 - Nepegñe, peñi, nepegñe - Despierta, hermano, despierta
Porto, José Raúl - 1947 - Versos del gaucho Julián
Quesada, Vicente G. - 1915 - Historia colonial argentina
Quiroga, Horacio - 1987 - Los desterrados
Quiroga, Horacio - 2001 - Cuentos de la selva
Quiroga, Horacio - 2001 - La guerra de los yacarés
Quiroga, Horacio - 2004 - Cuentos
Quiroga, Horacio - Cuentos
Quiroga, Horacio - Cuentos de amor, de lucura y de muerte
Quiroga, Horacio - Cuentos de la selva
Quiroga, Horacio - El Almohadon de Plumas
Ramírez Sánchez, Carlos - 1997 - Toponimia indígena de Chile
Ramiro-Sánchez, Tamara-Ramiro, María Teresa - 2016 - La improvisación poética escolar
Ramos, Tito - 1996 - Memorias de un pago lindo
Regules, Elías - 1894 - Versitos criollos
Regules, Elías - 1904 - Pasto de cuchilla
Regules, Elías - 1965 - Versos criollos
Regules, Elías (h) - 1996 - Martín Fierro y El entenao (Teatro criollo)
Reigada, Luis (Presbítero) - 1987 - Guitarra de Dios
Rela, Walter - 1966 - El mito Santos Vega en el teatro del Río de la Plata
Reparaz, Roberto - 1971 - Sobando tientos
Reparaz, Roberto - Brasitas fogoneras
Risso, Pedro - De Mi Marca
Risso, Pedro - Flor de mentiroso (Inédito)
Risso, Pedro - Relatos y milongas campera
Risso, Romildo - 1965 - Selección de poesías
Rivera, H. - 1937 - Retórica y poética - El arte de versificar y sus reglas
Rivera, Jorge B. [Compilador] - Poesía gauchesca
Rodriguez Castillos, Osiris - 1955 - Grillo Nochero (Libro ed. Cumbre)
Rodríguez Castillos, Osiris - 1957 - 1904 Luna roja
Rodríguez Castillos, Osiris - 1960 - Entierro de carnaval
Rodriguez Castillos, Osiris - 1963 - Cantos del norte y del sur
Rodriguez Castillos, Osiris - 1979 - Vida y aventuras del gaucho Alambre
Rodríguez de Ayestarán, Flor de María - La danza popular en el Uruguay
Rodríguez Villar, Antonio - 2006 - Antología de la canción criolla I (corregido)
Rodríguez Villar, Antonio - 2007 - Antología de la canción criolla II (corregido)
Rodríguez, Yamandú - 1913 - Aires de campo
Rodríguez, Yamandú - 1923 - El Matrero (Poema dramático en verso en un acto)
Rodríguez, Yamandú - 1927 - Cansancio
Rodríguez, Yamandú - 1932 - Juan sin tierra (pieza gaucha en un acto)
Rodríguez, Yamandú - 1933 - Bichito de luz
Rodríguez, Yamandú - 1947 - La cifra
Rodríguez, Yamandú - 1962 - Poesías completas
Rodríguez, Yamandú - 1969 - Cuentos escogidos
Rodríguez, Yamandú y Montiel, Venancio - 1931 - Ave María Purísima (Pieza en dos cuadros)
Roldan, Belisario - El Gaucho
Rosa, José María - 1985 - La guerra del Paraguay y las montoneras argentinas
Rosales, Siledonio 'El Arriador' - 1939 - Rebencasos
Rosas, Juan Manuel de - 1942 - Instrucciones a los mayordomos de las estancias
Rosemblat, Ángel - 1945 - La población indigena de América
Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 1
Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 2
Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 3
Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 4
Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 5
Sampayo, Aníbal - Nuestras raices - Toponimia, flora y fauna en guaraní en el Uruguay
San Martín, Armando - El pelo y los pelajes en los caballos
Sánchez, Orlando - 2006 - Rasgos culturales de los Tobas
Santos Antivero, Nilda - Media vuelta y giro (Selección de danzas tradicionales uruguayas)
Santos, Sandalio - 1954 - Decimas
Santos, Sandalio - 1958 - Rumbeando
Sarmiento, Domingo Faustino - El Chacho
Sarmiento, Domingo Faustino - Facundo
Sarmiento, Domingo Faustino - Recuerdos de provincia
Saubidet, Tito - 1943 - Vocabulario y refranero criollo
Sciscente, Francisco (el Gaucho Rosales) - 1959 - De mi apero
Sepúlveda Llanos, Fidel - El Canto a lo Poeta (a lo Humano y a lo Divino)
Sierra, Apolinario - 1957 - Santos Vega
Silva Valdés, Fernán - 1957 - Santos Vega (obra teatral)
Silva Valdés, Fernán - Romancero del sur
Silveira, Ernesto V. - 1928 - Tientos (versos criollos)
Sir C, Jorge - 2001 - Pewenche, una mirada etnografica
Solanet, Emilio - Conferencia del Dr Solanet sobre el caballo criollo
Solanet, Emilio - Las conjeturas sobre la historia evolutiva del caballo
Sosa, Julio - Dos horas antes del alba - Libro de poemas
Tejada Gómez, Armando - 1971 - Amanecer bajo los puentes
Tejada Gómez, Armando - 1974 - Canto popular de las comidas
Thomas, José Luis - 2019 - Madre de la Patria - María Remedios del Valle - Capitana de Belgrano
Tiburcia Escudero - La cautiva de los ranqueles
Tolosa, Bautista - Agradeciendo (Con prólogo de Liliana Salvat)
Tolosa, Bautista - Entre amigos
Tolosa, Bautista - Parando rodeo
Tolosa, Bautista - Pensamiento blanco
Universidad de Pennsylvania - 1961 - Mitologia Sumeria
Uzal, Enrique - 1948 - Rezos pampas
Uzal, Enrique - 1959 - Tientos sobaos
Vacarezza, Alberto - 1913 - Los escrushantes (Sainete en un acto)
Vacarezza, Alberto - 1914 - Aves caseras (Comedia en un acto)
Vacarezza, Alberto - 1918 - El buey corneta (Drama en un acto)
Vacarezza, Alberto - 1918 - El último gaucho (Leyenda criolla en verso en dos actos)
Vacarezza, Alberto - 1924 - Chacarita (Sainete en un acto y tres cuadros)
Valladares, Leda - 2000 - Cantando las raíces
Varela, Wenceslao - 1956 - Vinchas
Varela, Wenceslao - 1968 - Trote chasquero
Varela, Wenceslao - 1974 - Nazarenas de hierro (cuentos criollos)
Varela, Wenceslao - 1978 - Diez años sobre el recao
Varela, Wenceslao - 1989 - 10 años sobre el recao (con prólogo de Julio C. Da Rosa)
Varela, Wenceslao - 2015 - Diez años sobre el recao (con prólogo de Abel Soria)
Varela, Wenceslao - Candiles
Varela, Wenceslao y Rodríguez Castillos, Osiris - Dos poetas orientales
Varela, Wenceslao-Soria, Abel-Durante García, Julio - 1989 - Boleadoras de piedra
Vargas Llosa, Mario - Lituma en los Andes
Varios - Versos y canciones populares
Varios autores - 1972 - Bajo el alero
Varios autores - 1986 - Al rescoldo de un verso (Selección de Carlos Gioia)
Vega, Carlos - Las danzas populares argentinas
Vega, Carlos-Eisestein, Silvia - 2015 - Danzas y canciones argentinas
Velásquez, Marcos - 1968 - Nuestro homenaje a Marcos Velasquez
Vidal, Raúl - 1950 - Danzas Nativas
Vidas Ejemplares - San Miguel Garikoitz (En formato comic)
Viglietti, Cédar - 1955 - El clinudo
Viglietti, Cedar - 1968 - Folklore musical del Uruguay
Wikipedia - Artículo sobre EL PELAJE DEL CABALLO
Wimpi (Arthur García Nuñez) - 1976 - El fogón del viejo Varela
Wimpi (Arthur García Núñez) - 1976 - El gusano loco
Yupanqui, Atahualpa - Cancionero
Yupanqui, Atahualpa - Con permiso viá dentrar (artículo Revista Crisis 1975)
Yupanqui, Atahualpa - El canto del viento
Zeballos, Estanislao - 1889 - Painé y la dinastía de los zorros
Zitarrosa, Alfredo - 1989 - Por si el recuerdo (doce cuentos)
Zorrilla de San Martín, Juan - Tabaré
Montado em sete sílabas, Jayme Caetano Braun (1994 – 1999) não descuida um verso sequer o generoso horizonte da lírica repentista. O seu ...