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sábado, 6 de junho de 2026

HÉLGIO TRINDADE ENTREVISTA JOAQUINA ASSIS BRASIL (16.11.1979)

 


NÚCLEO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DA POLÍTICA RIO-GRANDENSE

CASTELO DE PEDRAS ALTAS

ENTREVISTADOR: Profº HÉLGIO TRINDADE

IFCH/UFRGS


"Quem atira pedra eu subo em cima da pedra e faço dela o meu pedestal". Ele repetia muito isso. Ele achava que a pessoa que vive com dignidade não precisa nem se defender.


H - Poderia a senhora me relatar algumas das suas vivências e alguns de seus depoimentos ligados a figura de seu pai?

J - Eu acho difícil, porque a gente tem muitas lembranças, mas assim coordenadamente é muito difícil começar.

H - Então a senhora poderia talvez começar falando do castelo. Qual foi a ideia que ele teve ao construir este castelo?

J - Ele, quando se aposentou ou resolveu se aposentar, (ainda não tinha conseguido a aposentadoria em 1908) ele veio morar em Pedras Altas. Nessa época foi que começou os trâmites da aposentadoria, e deixou a diplomacia. E a minha mãe estava muito contente, morando naquele chalé onde vocês estão hospedados agora. E ela sempre dizia: "Esta casa é pequenina, mas está nos dando muita felicidade, estamos criando os filhos, muito fortes, nunca nenhum teve doença grave. Vivíamos todos felizes. Meu pai casou na Europa, como todo mundo sabe, e a minha mãe foi criada nas capitais, um outro meio bem diferente do Rio Grande do Sul, e ela se adaptou admiravelmente bem ao Rio Grande do Sul e ao meio rural. Era uma fazendeira de mão cheia, fazia qualquer coisa, ela entendia muito de carne, de lãs, não tinha nada que ela não metesse a mão e não se especializasse nessa matéria. Mas meu pai sempre dizia: "Não, mas eu quero cumprir a minha promessa. Quando nós nos mudamos eu te disse: "Eu vou te levar para o Rio Grande do Sul, que é um meio um pouco rústico ainda hoje em dia, mas tu hás de ter o teu castelo". E levava naquela brincadeira. Então ele passava desenhando o castelo. De vez em quando eu acho nas costas de alguma carta o desenho, de umas torres, digo: "Aí está o sonho do papai". E esse sonho ficou assim como um castelo no ar, castelo distante, mas lá no fim do ano de 1907, apareceram três galegos da Galícia, e eles com uma trouxinha nas costas como vêm os espanhóis geralmente, se ofereceram para trabalhar, e meu pai quando soube que eram exímios carpinteiros, bateu no ombro da minha mãe e disse: "Agora sim, vamos construir nosso castelo". E desde aí começou, era aquela bateção de pedra, que me acompanhou na minha infância. Até 1913, quando se inaugurou o castelo, era só batida de pedra e o canto dos espanhóis, porque eles trabalhavam cantando sempre em galego, era muito pitoresco até o canto deles. Ele realizou o sonho dele, agora muita gente não interpretou bem. Achou que ele era um sonhador, isto e aquilo. Mas a ideia dele era que ele achava que no nosso meio Rio-grandense, o homem do campo devia ser dignificado, não havia motivo nenhum para o gaúcho ser um bruto, uma pessoa inculta, quando poderia perfeitamente ser culto. Ele trazia como exemplo os povos muito evoluídos da Europa, que quase sempre esses grandes estadistas, por exemplo na Inglaterra, tem uma casa de campo, e o supremo ideal deles é se retirarem para o campo. E as grandes inspirações dos artistas de verdade foram tiradas da natureza e não das grandes cidades. É só o que eu posso contar dessa parte.

H - A senhora falava anteriormente sobre aquela pedra. O que dizia pedra e o que significa?

J - Ah, a pedra angular. A pedra foi colocada em 1909, quando chegou na altura do resto do chão, os espanhóis gravaram com grande habilidade e perfeição, uma frase que o meu pai compôs em latim "Permania hanimus lapide perenius".

H - E que traduzida…

J - E trocando em miúdos, quer dizer, "Que a minha ideia tenha a permanência ou a duração desta pedra". Isto é o que está escrito ali.

H - Depois houve um projeto para a expansão do castelo, não é verdade?

J - Houve. Mais tarde quando a família cresceu, achou-se que não havia bastante cômodos, filhos já casados, muitos netos.

H - A senhora aprendeu francês como?

J - Em criança.…

H - Mas lendo, ou tinha uma perceptora?

J - Nós tínhamos sempre governantas estrangeiras, que a mamãe tomava com dois anos de contrato cada uma, sobretudo a inglesa, governanta para ensinar bons modos.

H - E ela era enérgica?

J - Não, era bem camarada, nós adorávamos nossas professoras, quando elas saíam era aquela choradeira.

H - E depois da inglesa, quem é que veio?

J - Eram muitas inglesas, era um rosário de inglesas. Tivemos também uma alemã, ela era bacharel, ela falava francês, como uma francesa. E era uma pessoa muito distinta, muito aristocrática. Então essa foi muito boa, para ensinar era ótima, sabia grego, latim…

H - Ela ficava no castelo?

J - Ela morava no andar de cima.

H - E elas gostavam do Brasil?

J - Adoravam, gostavam muito. Depois vieram mais inglesas.

H - Mas naquele momento em que nós interrompemos a entrevista, eu ia lhe perguntar o seguinte: os seus ancestrais, nós estávamos falando ontem, o nome Assis Brasil.

J - Ah, sim. É interessante isso. Eu emprestei para o meu irmão o último livro que recebi, escrito lá na Ilha Terceira, mas agora eu não tenho aqui.

H - O nome..

J - O nome, a origem da palavra Brasil, no nosso nome, era o senhorio do Forte Monte Brasil, foi concedido a um Santarenho, um cidadão de Santarém, chamado Pero Luiz de Souza, nos 1500 e pouco. E ele ficou com a alcunha, como dizem os portugueses, de Pero Luiz de Souza Brasil. E nas lendas de Santarém, diz que os descendentes que foram para o Brasil adotaram o nome de Souza Brasil. E o meu bisavô era José de Souza Brasil.

H - E o Francisco de Assis veio.…

J - Francisco de Assis, porque o meu avô nasceu em 1810, em Rio Pardo, no dia de São Francisco de Assis. Nós temos o sino que badalou na igreja, quando ele foi batizado. Mandaram, o padre, o vigário, há muitíssimos anos, viu que o sino estava rachado, mandou de presente para o papai. O papai ficou encantado, mandou fundir o sino, em Pelotas, fez o forno, mandou refundir, pôs prata dentro. E é com que nós chamamos os empregados, não ouviu?

H - Não. Fica nos fundos?

J - Hoje ainda se chamou o capataz. Cada um tem um toque. Mas tem um som que é uma beleza, houve-se lá da vila.

H - A senhora me falava também que o seu avô, ele era um dos, o seu bisavô teria recebido sesmarias de D. Maria.

J - Chamava-se Santa Eugênia.

H - Foi seu bisavô?

J - Eu creio que era o meu bisavô, José de Souza Brasil. Me parece que foi ele ou o pai dele. Agora não tenho bem certeza. Tem que olhar nos documentos, aqueles documentos do Jorge Felizardo contam, mas a própria Ata, o documento de doação da sesmaria, foi extraviado, o meu pai achava que era um dos irmãos dele que era um pouco displicente assim, a respeito de documentação, que pôs fora, que era interessante. Era assinado por D. Maria louca.

H - E essas terras ficavam na região de São Gabriel?

J - Uma parte era onde hoje é o município de Rosário, e a outra parte no município de Alegrete. E a estância de Ibirapuitã, que ainda hoje é da família, nunca pertenceu a ninguém mais, a não ser aos índios e a nossa família. E o meu pai achava estranho que o nome Ibirapuitã ou Imbirapuitã, quer dizer madeira vermelha, o angico abunda lá nos matos de Ibirapuitã, é uma madeira vermelha. Mas ele achava que talvez…

H - Fosse Pau-Brasil?

J - Um dele tinha aproveitado a coincidência de ser pau vermelho - pau-brasil. Porque o Varnaga nos fala, não se lembra, logo no início, ele diz o nome do pau-brasil é Imbirapuitã, para facilitar se diz Ibirapuitã, mas eles não pronunciavam assim. Madeira é Imbira, é um pouco difícil de pronunciar. Puitã quer dizer vermelha.

H - E o seu bisavô, a senhora me disse que ele era um monarquista?

J - Não, o meu avô, pai do meu pai, ele era um monarquista, chamavam de Camelo, durante a Guerra dos Farrapos. Ele era Camelo, como diziam. Era contra Bento Gonçalves. Mas o meu pai começou passar para o republicanismo, por causa de conversas com um senhor, um gaúcho velho, que ia muito lá na estância. Aqueles que se dão assim, tomar mate, comer assado, conversar, chamavam ele velho Cândido, Cândido Vicente, ele tem descendentes em São Gabriel, que me pedem até dados sobre ele, mas eu não posso achar a fotografia, existe uma fotografia dele, mas eu perdi, não sei onde está.

H - Mas ele era um homem rústico?

J - Era, rústico. Mas o meu pai dizia que ele tinha muito bom senso. Ele era desses gaúchos completamente inculto, mas tinha tino, como se diz em linguagem gauchesca.

H - Mas ele tinha ideias republicanas?

J - O meu pai estava uma vez na roda do mate dizendo que esses farrapos eram uns ladrões de cavalo, não valiam nada. E o velho Cândido levantou-se e disse: "Não, ministro, você está enganado, não vê que quando houve a paz - 1845 - (a paz foi firmada como de potência para potência) foram as palavras dele, eles foram respeitados porque tinham um ideal". O governo da República era uma necessidade do Brasil, até hoje é uma necessidade, e ele explicou tão bem, com tanto bom senso, que meu pai foi pensando naquilo, matutando. Quando ele chegou a ir a Faculdade, ele já estava cheio de ideias republicanas.

H - Que idade ele teria naquela época?

J - Ele era muito mocinho, vinha nas férias, passava as férias, na estância, ele já era órfão.

H - Isto na estância de Ibirapuitã?

J - Não. Na estância de São Gonçalo em São Gabriel, ele já era órfão de pai.

H - Provavelmente, isto deve ter influído na vida dele, não é?

J - Ah, sim. Ele citava muito, sempre em conversa ele dizia: "A gente nunca deve desprezar uma pessoa rústica, porque eles tem tanto contato com a natureza, que sabem verdades mais profundas do que muito sábios". E não há dúvida. Não vê como eles adivinham o tempo.

H - E ele considerava este homem, alguém que teria mudado as suas próprias convicções?

J - Sim, mas sendo uma pessoa assim um gaúcho, campeiro, simples.…

H - E ele nunca teve conflitos com o pai dele, em termos de ideias?

J - Nesse tempo ele já era órfão. Quando o pai dele morreu, ele tinha 14 anos. Era muito menino ainda.

H - E sobre a fase da propaganda…

J - Eu tenho, depois eu vou lhe mostrar, os escritos que ele fez da propaganda, que ele me deu. Foi o último presente de anos que ele me deu. Ele disse: "Tu vais guardar, eu sei que tu vais apreciar". Mas eu guardo tão bem que esqueço de limpar. Mas ele fez a propaganda a cavalo. Ele tinha uma mula chamada China, e um cavalo chamado Bagé, que tinha sido presenteado por um amigo, da família Martins, que era muito amigo dele, deu um cavalo crioulo.

H - E eles saíam em grupos, como é que saiam?

J - O cavalo Bagé era oveiro bordado como chamam. Ele sempre tinha com ele um peão de confiança, mas ele fazia as viagens a cavalo.

H - E ele não contava…

J - Ele contava muitas passagens interessantes. Eu sei que num lugar acima da serra, que eu não sei precisar qual era o lugarejo, ele foi numa estância, onde havia um senhor de idade. Ele chegou quase ao anoitecer e pediu pousada, e sabia que ele era monarquista, mas ele achava que cada um tinha o direito de ter as ideias que quisesse, de liberdade. Ele chegou na estância e explicou que à noite o tinha apanhado, o tempo estava feio, e ele pediu uma pousada para ele, para o peão, e para os cavalos. E esse senhor perguntou: "Mas quem é o senhor". E ele disse assim: "Eu sou estudante....".

H - Ele estava na Faculdade de Direito.

J - Ele explicou que era estudante, que estava na Faculdade de Direito. O senhor esse recebeu de cara amarrada no princípio. Mas o meu pai era não muito acessível. E eles estavam tomando mate, ele olhou para ver que horas eram e viu que o relógio dele tinha parado, olhou para o relógio da sala e o relógio também estava parado e ele perguntou ao senhor: "O que é que houve com o seu relógio". Ele disse: "Ah, este relógio anda maluco, ele bate as horas tudo errado". O meu pai disse: "O senhor dá licença, eu vou subir num banquinho ali e consertar". Acertou, fez andar o pêndulo, e fez acertar como se faz os ponteiros e começou a bater nas horas certas, e o dono da casa quieto, olhando, mas apreciando aquela perícia dele, que ele achou muito importante consertar as batidas do relógio. Continuaram conversando, sobre assuntos não políticos, mas nisto quando foi a hora de se despedir de manhã, o meu pai agradeceu a hospitalidade, se pôs às ordens sempre que ele quisesse. Ele disse: "Bom, o senhor não me pediu nada, não me pediu voto nenhum, mas pode contar com o meu voto, do meu genro, dos meus filhos, e toda minha gente que me cerca e que possa votar, vou votar no senhor para deputado republicano". O meu pai disse: "Eu ouvi dizer que o senhor era contra a República". "Ah, eu era. Mas depois que eu vi o senhor consertar o meu relógio, tão ligeiro, com tanta habilidade..." Era uma coisa tão simples, e ele achou muito importante aquilo. Ele achava uma graça nisto. Assim ganhou os eleitores sem esperar.

H - A senhora contava ontem umas coisas pitorescas a respeito da relação dele com o Castilhos, ele não falava quase, não é?

J - Não, ele nunca falou mal do Castilhos, ele queria bem, no fundo protegeu os filhos dele até o fim, sempre foi muito amigo, a Julinha era afilhada dele.

H - A Julinha era filha do Castilhos?

J - Era a filha mais velha, era afilhada do papai, ela vinha muito aqui, no Rio, nos procurava, sempre. O Edmundo Castilhos, foi protegido pelo meu pai, foi ele que o fez estudar. Mandou para São Paulo para estudar Direito. Mas infelizmente, não sei o que que houve, qualquer caso emocional na vida dele, e ele se suicidou.

H - Todos morreram cedo…

J - O único que nunca procurou o meu pai, foi o filho mais velho dele, os outros todos foram amigos.

H - Mas a senhora, a primeira esposa do Dr. Castilhos, ela morreu com que idade? Ela morreu moça, né?

J - Morreu cedo, mas eu não sei precisar a data, bem moça devia ter uns 30 e poucos anos.

H - Quando eles romperam ela já estava casada com ele?

J - Sim. Toda a história do rompimento tem ali naqueles livros.

H - Naquele manifesto de 91 ele fala nisto. Mas ele não chegou a aderir a dissidência na época, eu acho que…

J - Ele preferiu retirar-se do Rio Grande do Sul naquela época, por motivos de família, como ele era muito amigo do Prudente de Moraes. O Prudente insistia muito para dar a ele uma posição assim mais internacional, e ele aceitou nessa época, achou que era oportuno. Depois houve aquela desgraçada Revolução de 93, também. Ele não tinha nada com aquilo, só tinha prejuízos enormes.

H- Mas ele não participou?

J - Não, nada, nada. Ficou alheio, estava no estrangeiro.

H - Ele tinha um temperamento pessoal que às vezes ele se retirava, ficava acima…

J - Ele repetia muito aquela frase: "Quem atira pedra eu subo em cima da pedra e faço dela o meu pedestal". Ele repetia muito isso. Ele achava que a pessoa que vive com dignidade não precisa nem se defender. Quando vinha alguma coisa desagradável no jornal, às vezes a minha mãe lia e dizia: "Olha aqui o que estão dizendo de ti, que desaforo." E ele dizia: "Olha, então nem me contes, porque se não é verdade então não vale a pena tomar conhecimento".

H - Quer dizer que ele era um homem superior às pequenas…

J - Para a tranquilidade de espírito de uma pessoa é muito bom ter essa filosofia, não é?

H - Agora em termos partidários, a senhora acha que ele se envolvia muito, ou ele sempre foi um homem…

J - Ele sempre foi muito tranquilo, tolerante com os próprios adversários, todos que eram amigos continuaram. O Dr. Baltazar de Bem até morrer, justamente ele morreu combatendo contra os libertadores, até fim foram muito amigos, o meu pai sentiu imensamente a morte dele. Também foi muito amigo da família Aranha. Durante a propaganda em 1922 ele foi muito criticado pelos companheiros porque almoçou na casa do Coronel Euclides Aranha. Mas eram amigos, não tinha nada com a política. Uma coisa é a vida pública, e outra é a vida particular. Não tem nada uma coisa com a outra.

H - Onde é que foi assinado o Pacto de Pedras Altas?

J - Nesta mesa aqui.

H - Nesta pequena?

J - Existe uma fotografia. Está o pai do atual presidente da República. Ele esteve aqui mocinho. E outra vez durante a visita do Presidente Médici.

H - Mas o Castilhos era um temperamento bem mais rancoroso?

J - Eu não gosto de julgar, afinal é uma coisa do passado. O Capistrano de Abreu é que me contava coisas desagradáveis a respeito dele, porque meu pai não mencionou jamais.

H - O que o Capistrano contava?

J - Ah, coisas muito tristes mesmo.

H - Mas achava que ele tinha um certo…

J - Que tinha muito recalque, muita inveja, mas isso é bom a gente não falar essas coisas. Tem se publicado tanta coisa errada a respeito da vida do meu pai que eu sinto imensamente, até os amigos às vezes se informam em fontes que não são fidedignas.

H – O que a senhora falou do Mem de Sá, o que que ele escreveu?

J - Pois o livro do Mem de Sá "Politização do Rio Grande", ele conta episódio que é completamente falso a respeito do.…

(corte)

FITA - lado nº 2

H - Além dessas coisas que a senhora ouviu ele contar, qual foi a primeira vivência política que a sua memória recorda pessoalmente, a partir de quando que a senhora lembra do envolvimento político dele?

J - Me lembro da Campanha Civilista, vagamente.

H - Em 1910.

J - Em que ano foi?

H - Em 10. Em 1910.

J - Eu nasci no ano 1902.

H - O que a senhora lembra?

J - Eu me lembro muito bem que nós ficamos muito emocionados, as crianças todas, porque o meu pai disse que tinha que votar no Rui Barbosa, que era um dever que ele tinha, mas tinha que ser em Cacimbinhas, um distrito chamado Cacimbinhas, que hoje é Pinheiro Machado. E ele tinha um cavalo árabe chamado Pedro Sarmento, Colorado, Papado. Ele disse para minha mãe: "Fica sossegada, são 35 ou 36 Km (nesse tempo era mais comprido) e eu volto cedo ainda". E ela disse: "Não, tu não vais só, eu vou contigo". Ela mandou encilhar a Morena, a égua dela, a égua que era uma belezinha, era branquinha, era troteadora, era uma égua maravilhosa, bem branca, e a minha mãe montava muito, mas montava naqueles selins de senhora. E ela o acompanhou nesse dia, até lá, porque era uma época de muita perseguição política, perigo de vida mesmo.

H - Mas não aconteceu nada?

J - Não houve nada, felizmente. Sempre uma presença feminina parece que acalma os ânimos, não é?

H - Então ela tinha muita coragem pessoal?

J - Muita, ela tinha uma fibra extraordinária, eu acho que ela herdou muito da bisavó dela que era Farrapa, a D. Maria, chamava-se Doralina de Jesus Silveira.

H - De onde é que ela era?

J - Ela era de Piratini, era filha de Açorianos, dos Silveira, dos Açores, e aquele lenço Farroupilha pertenceu a ela. Eu sei que ela era tão corajosa que ela dormia com a espada do lado da cabeceira da cama, durante a guerra dos Farrapos.

H - E era uma mulher rústica?

J - Não, era muito educada. Era alta, enérgica, tinha os olhos azuis, bem loira. Era descendente de holandeses, porque os Silveira são descendentes de que ele traduziu o nome para Silveira.

H - Ela tinha nascido em Portugal?

J - Não, essa senhora não.

H - Não, digo a sua mãe.

J - A minha mãe nasceu em Bonjain. O meu avô era estudante. Não viu atestado dele da Universidade de Bonn, diz "Vir Brasilianus". Ele era brasileiro. Estudou em Bonn. E a minha mãe nasceu lá.

H - E ela foi educada na Europa?

J - Ela foi educada sempre na Europa. Casou com 19 anos, foi para os Estados Unidos. Quando ela veio para o Brasil, eu estava por nascer, ela já tinha duas filhas.

H - E depois em 23, a senhora lembra?

J - Ah, lembro muito, foi um quadro muito triste mesmo. Tivemos muita confusão aqui, a casa foi invadida. O Dr. Berchon de Pelotas ajudou muito, não viu nas cartas?

H - É, estava vendo ontem.

J - Ajudou a guardar os objetos de valor de família. Muitas coisas ele levou para a casa dele em Pelotas.

H - Mas e a família ficou no Castelo?

J - Não, nós tivemos que nos exilar, porque estávamos em perigo aqui. Os provisórios cercaram tudo, e depois eles, não viu as janelas quebradas ali, eles bateram com a coronha das armas, isso foi no ano 24 já, que eles quebraram as janelas para invadir a casa. Eles não conseguiram abrir a porta de ferro que é muito forte, então resolveram arrombar uma janela. Acamparam aqui.

H - Isso foi depois da pacificação?

J - Foi, depois…

H - Mas e como é, eles não cumpriram o acordo?

J - Não. E depois houve aquela revolta dos militares em 24. E aí recrudesceu…

H – E a senhora, a família, estava em Montevidéu ou Buenos Aires?

J - Não, nós estávamos na campanha, na fronteira perto de Melo. Nós trabalhávamos muito para sustentar.

H - E o Dr. Assis estava junto, ou estava envolvido na revolução?

J - Ele era líder, chefe civil do movimento, ele não quis fugir à responsabilidade, mas o Ministro da Guerra e outros pediram a ele que não ficasse em Pedras Altas, porque a vida dele corria perigo e eles não poderiam garantir. Tinham jurado mesmo matá-lo. E a minha mãe também estava muito nervosa. Resolvemos todos ficar lá enquanto durasse.

H - E ele estava junto com a família?

J - Sim, junto.

H - Mas, ele às vezes entrava também.

J - Não, nunca. Só quando foi eleito deputado.

H - E como é que se deu a assinatura do Pacto, ele veio para cá?

J - Bom isso foi em 23.

H - Foi em 23, a senhora está falando em 24.

J - Eu estou falando já depois, não foi cumprido, a paz foi estável. Apesar que o Pacto de Pedras Altas eu acho que foi muito importante porque proibiu a reeleição e fez cama para o voto secreto, o voto feminino e outra, independência dos juízes. Ele surtiu efeito, mas infelizmente continuaram as perseguições, não se podia tolerar uma coisa dessas.

H - E do Borges, quer dizer, comparando, a atitude dele com o Castilhos e o Borges. O Borges…

J - Não sei dizer.

H - Mas ele tinha menos simpatia pelo Borges do que pelo Castilhos, provavelmente.

J - Ele perdoava o Castilhos, porque tinha sido cunhado dele. Ele não gostava de falar. Depois ele se dava muito com os filhos dele, com as filhas.

H - Agora, com o Borges, ele tinha relações também?

J - Nunca teve relações, diz que ele sempre foi muito frio com ele. Mas se encontravam, quando se encontravam cordialmente.

H - Porque muitos Castilhistas tinham horror do Borges, não é?

J - É. Eu creio que ele não era muito simpatizado, coitado. Era muito distante, uma pessoa que não era comunicativa. Mas são coisas do passado. Agora o Rio Grande do Sul tem que se refazer, criar sangue novo, não ir para trás. Eu tenho muito medo dessa política agora, que dê um passo atrás em vez de dar um passo para frente. Não é admissível, não acha? Um país tão lindo, tão rico, о clima igual ao do Sul da Europa. Nós temos tudo na mão, é só ter bom senso, é o que falta.

H - Há quantos anos a senhora está cuidando da fazenda, do castelo?

J - O meu pai convidou-me para gerenciar a granja no ano 36. Porque os meus irmãos já estavam emancipados, cada um com a sua propriedade.

H - E a partir daí a senhora assumiu praticamente…

J - Porque eu sempre gostei muito de criação, sempre tive paixão criação. Tudo que é da natureza, tudo me interessa.

H - E ele era um apaixonado por isso também?

J - Ah, também.

H - Ele ensinava muito, ele era didático para os filhos?

J - Qualquer coisa que ele aprendesse, ele tinha muito prazer em transmitir em seguida. Assim que ele aprendia alguma coisa, ele tratava logo, o primeiro amigo ou pessoa rústica mesmo, que ele encontrasse ele já transmitia. Ele não guardava nada.

H - E a senhora aprendeu muito com ele?

J - Aprendi muito com ele. Naturalmente desses tempos para cá muita coisa evoluiu em agricultura, criação. Mas o que eu aprendi com ele ainda tem me servido muito.

H - E o que a senhora gosta mais de criar, é a parte de gado ou de cavalos?

J - Eu gosto, eu tenho paixão por cavalos. Mas infelizmente eu não posso me dedicar a tudo, todos os ramos. É demais para dois braços só. Agora eu tenho bons auxiliares, felizmente.

H - A senhora não planta aqui, não é?

J - Só pastagens, para engordar o gado, no inverno e no verão.

H - A senhora contava ontem que a agricultura sem orientação é um desastre.

J - Ah, é um desastre. Eu sempre me lembro de certas fórmulas que o meu pai tinha, para tudo, ele dizia: "Rasgar a epiderme da terra é como ferir uma pessoa". Dizia que convida a erosão, e é muito perigoso mesmo. O incompetente não deve rasgar a epiderme da terra, só quem entende mesmo, porque é muito perigoso. E o Rio Grande do Sul está muito propenso a virar deserto em algumas regiões, muito perigoso.

H - E nesta região tem muita plantação, agricultura.

J - Tem. Mas aqui eu creio que eles são muito cuidadosos, porque não há essa areia fina como no município de Alegrete, São Francisco de Assis. Tipo de areia que o vento traz e cobre tudo. É o que faz os Saaras do mundo, o Saara dizem que já foi seara e não Saara…

H - E ele deve ter ganho muitos prêmios em exposições, não?

J - Não, ele não ia quase a exposições...

H - Ah, não ia.

J - Ele só fundou as exposições de Bagé, porque ele achava que Bagé era muito importante. Mas ele não era muito dessas coisas de aparecer. Depois vinha tanta gente aqui, que não era necessário, os produtos eram vendidos com muita facilidade e felizmente ainda são.

H - Mas a senhora tem participado de exposições?

J - Sim, eu acho que hoje em dia é uma necessidade, mas os tempos estão mudando também. Os transportes estão muito caros e muito difíceis. Não sei se vamos poder continuar a entrar em muitas exposições. Uma por ano acho que vai ser o limite.

H - Mas na Argentina a senhora foi em alguma?

J - Não, só aqui no Brasil.

H - Leva as vacas Jerseys?

J - Ao Uruguai eu tenho estado em várias exposições.

H - Ele foi o primeiro criador de Jersey, não é?

J - O primeiro eu não sei dizer ao certo, porque dizem que os marinheiros traziam às vezes, vacas do Canal da Mancha, mas são coisas que se dispersaram. Mas o primeiro criador de verdade foi ele. Porque em 1895, ele comprou duas novilhas cobertas que deram cria, e esse gado ele mandou para Ibirapuitã, a estância dele no município de Alegrete. Chegou lá em 1896. Quer dizer que desde esse ano o Jersey nunca parou no Brasil. O meu pai é considerado o pioneiro do Jersey aqui. Assim como do Devon.

H - Ah, do Devon também. E cavalos, eram cavalos crioulos?

J - Bom, ele trouxe o cavalo árabe, para o Rio Grande do Sul, no fim do século, quando ele foi a Arábia, comprou três garanhões: Malec, Amir e Oasir.

H - Inclusive há o hábito de pôr nomes em todos os animais?

J - Não, mas eles já vinham com os nomes. Malec quer dizer rei, Oasir ou vizir quer dizer ministro, e Amir, bom Amir eu não sei o que é, não posso me lembrar.

H - Eram cavalos brancos?

J - Não, não eram brancos. Colorado, escuro e o outro era tostado.

H - E não tem descendentes deles mais?

J - Existem ainda descendentes. Quem entende muito dessa parte é o Carlinhos Reverbel, do Dr. Carlos Reverbel.

H - Ele esteve aqui inúmeras vezes?

J - Eu canso de convidar, mas ele é uma pessoa muito ocupada. Eu gostaria que ele viesse passar uma temporada aqui. Mas a Olga e ele são muito ocupados, eu sei que para ele é um sacrifício sair de casa. Eu suspiro por ele. Nem sabes como eu desejaria que ele viesse aqui para esclarecer certos pontos sobre a criação de cavalos que ele entende muito disto. Às vezes ele escreve no "Correio do Povo". Ele é muito entendido em cavalos, e gosta da natureza e de plantas. A chácara dele em Gramado é uma maravilha bem cuidada, um encanto mesmo. Estive lá e gostei tanto. Nunca pensei que ele pudesse cuidar tão bem. São velhas amizades, meu pai teve uns amigos que eram pessoas incomparáveis, assim dedicação e amizade perfeita, como diz La Fontaine. É verdade, não há nada como uma grande amizade. Ele teve um grande amigo no Sr. Chico Macedo, não sei se o senhor conhece este nome.

H - Ele é da fronteira?

J - Ele era de são Gabriel, eram companheiros, desde meninos, do colégio. O Sr. Chico Macedo era padrinho e talvez tenha meio criado o Carlos Reverbel, era como se fosse um segundo pai dele, por isso nós somos muito amigos, já de várias gerações.

H - E o Pilla a senhora conheceu pessoalmente?

J - Ele esteve aqui muitas vezes. Uma pessoa simpática, muito quieto, muito recolhido, por causa da surdez, talvez.

H - Muito introvertido.

J - Mas era uma pessoa muito correta, o papai o admirava muito. Só que eles não eram, na parte do parlamentarismo, não eram correligionários cento por cento, mas naturalmente se toleravam perfeitamente.

H - Mas ele devia ficar um pouco inibido na presença do seu pai que era um homem exuberante, não?

J - Não, eles se davam muito bem. A D. Dolores Caldas às vezes dizia que o Pilla é o discípulo bem amado, não é? E eu dizia: "Eu creio que sim, mas não sei se posso dizer que ele seja discípulo, porque ele tem as suas ideias próprias e o meu pai tem as dele, mas eles se entendem muito bem porque ambos são tolerantes.

H - E como é que ele se relacionava com o pessoal de Pelotas, mais do que de Bagé, politicamente, o Berchon…

J - Ah, o Dr. Berchon era um dos grandes amigos, mas em Bagé ele tinha um outro grande amigo intimíssimo, que era o Dr. Pedrinho Osório, Dr. Pedro Osório, era médico em Bagé.

H - Ah, era de Bagé. Era o que deu nome a cidade?

J - Não. Era parente desse, primo desse, o que deu o nome a cidade era Coronel. O Dr. Pedrinho Osório era médico em Bagé, ele era laureado pela Sorbonne em Paris. Uma pessoa inteligentíssima, era excessivamente modesto, não gostava de aparecer. Aqui ele se entendia muito bem conosco. Não havia trem nesse tempo, era um vaivém para casa dele, para cá, todo tempo. Quando havia um teatro bom ele vinha aqui nos buscar e levava toda a meninada para ir ao teatro.

H - Em Bagé?

J - É. Assim eu tive a oportunidade de ver a Lili Pons, por exemplo. Ir à ópera várias vezes, porque naquele tempo vinham artistas bons ao Rio Grande do Sul, agora não vêm mais.

H - Mas eles iam a Pelotas ou Bagé?

J - Iam a Pelotas, Bagé, Porto Alegre.

H - E aquele pessoal Cabeda, ele gostava desta turma de federalistas velhos?

J - Não tenho lembrança. Sei que tem o autógrafo do Rafael Cabeda aí no biombo.

H - Este biombo o que é?

J - A minha mãe colecionava autógrafos, e ela tinha feito, ela mesma, umas almofadas de couro de veado. Então ela pedia para as pessoas assinarem em cima com a caneta e depois ela pirogravava em seguida com o pirógrafo, e depois ela achou que almofada era uma coisa que ia se soltando, se estragando muito, então ela resolveu mandar fazer um biombo.


Fonte: https://cedap.ufrgs.br/xmlui/bitstream/handle/20.500.11959/8378/D.%20Joaquina%20Assis.pdf?sequence=1&isAllowed=y


Acesso 06 junho 2026

sexta-feira, 27 de março de 2026

História Moderna – N. Efímov

 


Da Santa Aliança (1815) até as vésperas da revolução de 1870

A crise da França feudal-absolutista – Os camponeses – A decadência da agricultura

O camponês era obrigado a entregar ao latifundiário uma parte da colheita (geralmente a quarta parte), ou a pagar-lhe seu valor em dinheiro. Outra parte da colheita era subtraída ao camponês pelos ávidos sacerdotes, através do dízimo. Se o camponês morria, apresentava-se o mordomo do latifundiário e cobrava um elevado imposto pela transmissão da herança. Para passar os cereais e demais produtos por uma ponte, ainda que ela tivesse sido construída pelos próprios camponeses, o latifundiário – o senhor – cobrava um imposto especial. Para moer os cereais no moinho do senhor, para cozinhar o pão no forno do amo, tinha que pagar em separado. Inclusive no caso de o senhor não dispor de um forno para cozinhar o pão, era igualmente exigido do camponês o pagamento do imposto anual, implantado outrora para uso do forno. A ponte ou o moinho podiam desaparecer, porém o imposto anual pela passagem ou pela moagem era cobrado pontualmente.

Eram conservados ainda, na França, outros tributos medievais aos camponeses. Enquanto se divertia na caça, o senhor tinha o direito de talar os campos semeados dos camponeses, passando através deles com seus convidados a cavalo e com seus cães atrelados. Cada latifundiário tinha um pombal. As pombas devastavam as plantações dos camponeses, porém estes, no caso de matar alguma pomba, eram ferozmente castigados. Também eram conservadas muitas outras cargas, se bem que não tão pesadas, mas humilhantes. Durante a noite, nas casas senhoriais, as rãs tinham que ser espantadas para que os senhores pudessem dormir tranquilos. Em seus encontros com o amo e seus funcionários, o camponês era obrigado a fazer profundas reverências, e a beijar a mão ou as costas do senhor.

Não havia onde apresentar queixas contra o senhor. O próprio latifundiário, ou algum juiz por ele nomeado, administrava a justiça. Nos tribunais eram aplicados tormentos.

O camponês não dependia somente do senhor. Era gravado também com pesados impostos em favor do rei. O camponês pagava um imposto de bens (a talha), e além desse, complementarmente, em imposto de renda (a vigésima), o chamado imposto real. Mas isso ainda era pouco: havia, também, o imposto por cabeça (a capitação). Além dos impostos diretos, o camponês ainda era esmagado pelos indiretos.

Também o consumo do sal foi gravado com pesados tributos. Para que o camponês não se negasse a comprar o sal, que se tornava desproporcionalmente caro, era obrigado a adquirir pelo menos 7 libras por ano e por pessoa, “para a panela e o saleiro”, isto é, para o consumo na alimentação. Para curtir e para o gado, o camponês tinha que comprar sal em separado. Para evitar que o camponês comprasse sal de contrabando, os contrabandistas eram enviados durante nove anos às galés, ou seja, aos trabalhos forçados como remadores, encadeados em seus bancos. No caso de reincidência, o traficante de contrabando de sal era enforcado. Também eram ferozmente castigados os camponeses que compravam sal sem pagar o respectivo imposto.

Destacamentos especiais de inspetores armados expulsavam os camponeses dos lugares de onde podiam eles próprios extrair o sal.

O vinho foi gravado com um alto imposto. Para a França que tinha muitos vinhedos e cujos vinhos gozavam de fama em todo o mundo, esse imposto era particularmente importante. Vinte e sete mil inspetores fiscais revolviam as adegas camponesas, mediam os tonéis, contavam as garrafas.

Nas barreiras, cobravam-se de todos os pedestres e viajantes pela passagem. Não menos de um milhão e meio de camponeses, na França, foram reduzidos à situação de vagabundos, que perambulavam por todas as partes e se dedicavam ao roubo. As grandes estradas na França não tinham qualquer segurança contra os assaltantes.

Certo bispo, pouco antes da revolução, escrevia: “O povo de nossas aldeias vive na mais horrível pobreza, em cavernas vazias, sem camas nem mesas. Entre a maioria escasseia o alimento e não dá nem para meio ano até mesmo a farinha de centeio e de aveia, seu alimento principal. Mas, também, desse alimento, o camponês se vê obrigado a privar-se e a privar os filhos, para poder pagar os impostos”.

Se o camponês ficava impossibilitado de pagar os impostos, punham-se à venda seu gado e seus instrumentos de trabalho.

A luta do povo grego pela independência

O grande país da Antiguidade, a Grécia, no século XIX era uma província turca de segunda ordem. Nos vales da Grécia viviam camponeses os raias, que conservavam o cristianismo, gravados com um pesado tributo, em benefício dos conquistadores turcos. Nas montanhas viviam os belicosos cleftas, camponeses montanheses, que infundiam medo aos turcos com suas incursões. Nas ilhas estava fortemente desenvolvido o comércio: quase todo o comércio de cereais da Rússia com a Europa ocidental era realizado por mercadores gregos intermediários.

Em 1821 teve início, na Grécia, a luta pela independência, que se prolongou por 8 anos, até 1829. Aproveitando-se das divergências existentes entre a Turquia e as grandes potências europeias (em 1827, a esquadra anglo-franco-russa unida iniciou, na baía de Navarino, ações bélicas contra a frota turco-egípcia), os gregos conseguiram que seu país fosse reconhecido como Estado independente. Na luta do povo grego por sua independência participou o grande poeta inglês Byron, que sacrificou a vida pela causa da libertação da Grécia, morrendo de febres na frente de combate.

As teorias políticas reacionárias e a corrente reacionária no romantismo

O conde José de Maistre, de Sabóia, em 1792, depois da incorporação Da Sabóia à França revolucionária, abandonou sua pátria e entrou a serviço, primeiramente, do rei da Sardenha e, depois, radicou-se em Petersburgo, na corte czarista. Com o fim de lutar contra as revoluções, De Maistre propunha restaurar na Europa o poder político ilimitado do Papa romano. Entusiasmava-se com o regime medieval de castas e apelava para a restauração desse regime. Na Rússia, De Maistre elaborou um “Memorandum sobre a instrução pública na Rússia”, no qual sugeria “não prestar, de modo algum, proteção à extensão dos conhecimentos científicos entre as camadas inferiores do povo”. Esse obscurantista afirmava que “as ciências naturais são diretamente nocivas”. Considerava perigosa a literatura e propunha proibir, em geral, o ensino da história. “Toda nova invenção” – dizia De Maistre – é simplesmente uma desgraça”.

O realismo na literatura. Balzac

Devorais uns aos outros como aranhas. Não existem princípios, há somente circunstâncias, e o homem inteligente se adapta a elas para depois transacionar com elas de maneira nova”.

Indústria, transporte e comunicações

Os instrumentos mecanizados e as máquinas a vapor apareceram pela primeira vez na Inglaterra nos fins do século XVIII. No século XIX, a produção fabril se estendeu também aos demais países da Europa e à América do Norte. As próprias máquinas passaram a ser fabricadas, não à mão, como antes, mas por meio de outras máquinas.

O desenvolvimento da técnica trouxe muitas modificações no modo de vida. Algumas delas foram as velas de estearina (em lugar das de sebo), as lâmpadas de querosene, a venda de roupas feitas, a tapeçaria de papel. Nas ruas apareceram, pela primeira vez, os lampiões à gás.

Nesse mesmo período verificou-se também uma transformação básica no transporte. Em 1807, Fulton adaptou uma caldeira, uma máquina a vapor e rodas de remo a um navio fluvial. O vapor de Fulton partiu de Nova York e na sua primeira viagem percorreu 240 quilômetros pelo rio. Entusiasmado pelos resultados dessa viagem, Fulton escrevia: “Adiantei-me a todas as lanchas e embarcações. Parecia que todas elas estavam ancoradas”.

Pouco depois, os vapores adaptaram-se à navegação marítima. Em 1819, o primeiro vapor realizou uma viagem através do Atlântico, porém numa parte da viagem, por falta de carvão, foi preciso navegar a vela.

O emprego, com êxito, do vapor no transporte aquático levantou o problema de se era possível também utilizá-lo para o transporte por terra. Bem depressa comprovou-se que era possível.

Em 1814, o filho de um operário inglês, engenheiro autodidata Stephenson, construiu a primeira locomotiva, que conduzia oito vagões e fazia seis quilômetros por hora. Em 1825, foi inaugurada na Inglaterra a primeira estrada de ferro de utilização pública, cujos trens desenvolviam uma velocidade de 10 quilômetros. Nos meados do século XIX, os trens já alcançavam uma velocidade de 50 quilômetros por hora.

Nos primeiros tempos, as estradas de ferro infundiam medo. Os médicos alemães, por exemplo, afirmavam que era preciso proibir a construção de estradas de ferro, e se isso não fosse possível, era preciso cercá-los de valas mais altas do que um homem para que o gado não se assustasse e as pessoas não enlouquecessem. Os reacionários, porém, não puderam impedir a construção de estradas de ferro. Em 1830, a extensão da rede ferroviária em todo o mundo era somente de 332 quilômetros. Cinco anos mais tarde essa extensão alcançava 8.000 quilômetros e, em 1870, mais de 200.000 quilômetros.

Um dos meios atuais mais importantes de comunicação, o telégrafo elétrico foi inventado, em 1837, pelo norte-americano Morse. Logo começaram a ser estabelecidas as primeiras linhas telegráficas de utilidade pública.




Fonte:

Publicação: Centro do Livro Brasileiro

Lisboa – Porto

Arranjo Gráfico: Esfera Publicidade

Impressão e Acabamentos: Agapê Estúdio Gráfico

Páginas: 27/28/104/105/116/240

Exemplar disponibilizado pela Biblioteca de Rua ACISAP.


terça-feira, 4 de novembro de 2025

LIBROS DIGITALIZADOS por José Angel Nespereira

 

José Angel Nespereira nos ofrece un listado de 870 libros digitalizados con temas como 

LIBROS ESCRITOS POR PAYADORES

LIBROS Y ARTÍCULOS SOBRE PAYADORES

OTROS LIBROS (Historia, antologías, poesías, temas gauchescos, etc.)


Quién esté interesado puede pedir los que desee a

 archivovoces@gmail.com


Fonte: http://vocesdelapatriagrande.blogspot.com/

Acesso 04/11/2025


LIBROS ESCRITOS POR PAYADORES

Abel Soria - 1966 - Cimarrón sin güelta

Abel Soria - 1968 - Charquito estrellado

Abel Soria - 1969 - Con la cincha floja

Abel Soria - 1993 - Cursillo de versificación

Abel Soria - 1994 - Pelusitas

Abel Soria - Versos festivos

Abel Soria, Julio Durante García y Wenceslao Varela - 1989 - Boleadoras de piedra

Adolfo F. Cosso - 1982 - 100 pensamientos y reflexiones... y algo más

Adolfo F. Cosso - 1983 - Camino del payador

Adolfo F. Cosso - 1995 - Los poderes del hombre

Aldo Crubellier - 1980 - Payador argentino - Cuaderno N° 1

Aldo Crubellier - 1981 - Sus versos y contrapuntos - Cuaderno N° 2

Alejandro Rojo - 1964 - Últimas tardes

Alexis Díaz-Pimienta - 2004 - Tapa del libro 'La sexta cara del dado'

Alexis Díaz-Pimienta - 2013 - El pintoresco caso de los pies forzados

Alexis Díaz-Pimienta - 2016 - En un lugar de la mancha (Don Quijote en verso)

Alexis Díaz-Pimienta - 2021 - La improvisación de décimas

Alfredo S. Bustamante - Uno más en el camino

Álvaro Celedonio Casquero - 1966 - Juan sin casa

Ambrosio Río - 1908 - Flores y yuyos

Ambrosio Río - 1912 - Poesías agrestes

Ambrosio Río - 1919 - Sentimientos criollos

Ambrosio Río - 1920 - Flores del campo

Ambrosio Río - 1922 - De mis pampas

Andrés Cepeda - 1910 - Mi guitarra

Andrés Cepeda - 1910 - Poesías selectas

Andrés Cepeda - 1925 - Versos completos

Andrés Cepeda - 1927 - Versos de la prisión

Andrés Cepeda - 1958 - Las glorias de Andrés Cepeda (Recop Fco Bianco)

Ángel Gregorio Villoldo - 1910 - La morocha argentina

Ángel Gregorio Villoldo - 1916 - Cantos populares argentinos

Ángel Montoto - 1912 - Ayes de un prisionero

Ángel San Esteban - 1958 - Una voz de tierra adentro

Antonio A. Caggiano - 1912 - Modulaciones

Antonio A. Caggiano - 1915 - Aires nacionales

Antonio A. Caggiano - 1929 - Episodios históricos

Antonio A. Caggiano - 1938 - Flores y yuyos

Aramís Arellano - 1959 - Copos blancos

Aramís Arellano y Carlos Molina - Yunta y surco

Aramís Arellano y Carlos Molina - Yunta y surco

Arnoldo Olivera - D'ande trenso

Augusto Romero - Poeta y payador de Jacinto Arauz

Autores varios - 1992 - Compuestos de payadores (J.Curbelo-S.Huenchul-R.Aristeguy-P.Díaz)

Bartolomé Hidalgo - 1832 - Un gaucho de la Guardia del Monte

Bartolomé Hidalgo - 1986 - Obras completas

Bartolomé Hidalgo - Cielitos y diálogos patrióticos

Bertálido Rafael Mendoza - 1926 - Recuerdos de 'Oriente'

Cachito Lombardi - Se te fue la mano mama

Candelario - 1897 - El moderno payador Candelario

Carlos Echazarreta - 1954 - Hazanas de Don Goyo Cardoso-min

Carlos Echazarreta - 2011 - El payador entrerriano

Carlos López Terra - Folleto

Carlos Molina - 1956 - Cantándole al pueblo

Carlos Molina - 1958 - Tierra libre

Carlos Molina - 1961 - Rebeldías del camino

Carlos Molina - 1963 - Yunques rojos

Carlos Molina - 1980 - Grillos y terrones

Carlos Molina - 1999 - El mástil de mi guitarra

Carlos Molina y Martín Castro - 1959 - Hachando los alambrados

Carlos Rodríguez - 1953 - Chispazos de tradición

Carlos Rodríguez Pacheco - 1994 - Huella sonora

César A. Huapaya Amado - La décima. Concepto, tipos y técnicas

César A. Huapaya Amado - Poesía tradicional castellana. Métrica, rima, ritmo, formas estróficas

César Hidalgo - 1898 - El árbol del amor (primera edición)

César Hidalgo - 1898 - La aurora

César Hidalgo - 1899 - El árbol del amor (segunda edición)

César Hidalgo - 1900 - La tapera - Últimas y variadas canciones del Payador César Hidalgo

César Hidalgo - 1907 - Gaucho pobre - Últimas inspiraciones del payador oriental César Hidalgo

Clodomiro Pérez - 1948 - Auroras

Clodomiro Pérez - 1954 - Ataderceres

Clodomiro Pérez - 1975 - Sentencias de Tata Viejo

Clodomiro Pérez - 1980 - Filosofía y textos de mi escuela gaucha

Colectivo Cultural Giner de Los Ríos - 2010 - Payadores argentinos y uruguayos en décimas (Curbelo-Suint-Tokar-Genaro-Salvat)

Damián Martínez - 1993 - Entropillando recuerdos

Ediberto Álvarez - 2002 - Para quedar entre todos

Eduardo Moreno - 1969 - Invernal

Eduardo Pascual - 1893 - Flores silvestres

El Chino Alberto - 1983 - Canciones con historia

Emanuel Gabotto - 2020 - Concierto con Jesusito Rodríguez

Enrique Mario Cabrera - Un silbo, un trino, un canto

Evaristo Barrios - 1947 - A lo gaucho

Evaristo Barrios - 1948 - Guitarra, poncho y facón

Evaristo Barrios - 1953 - Relatos gauchos y nuevos relatos gauchos

Evaristo Barrios - 1954 - Milongas gauchas de Evaristo Barrios

Evaristo Barrios - 1958 - Con tres tientos

Evaristo Barrios - 1959 - Juan Acero

Evaristo Barrios - 1959 - Santiago Miranda

Faustino V. Díaz - 1896 - El gaucho Juan Mauricio. Sus amores, su vida

Federico Curlando - 1905 - Cadencias salvajes

Federico Curlando - 1910 - Los versos más conocidos del payador argentino

Florencio Cabrera - 1925 - Canciones populares

Francisco Alpuín Pitamiglio - 1998 - Pitanguero

Francisco Nicolás Bianco - 1914 - Cantos del alma

Francisco Nicolás Bianco - 1919 - Fibras criollas

Francisco Nicolás Bianco - 1920 - Desde tu ausencia

Francisco Nicolás Bianco - 1920 - Flores de bardo

Francisco Nicolás Bianco - 1924 - Duelo criollo

Francisco Nicolás Bianco - 1937 - Penachos de la pampa

Francisco Nicolás Bianco - 1942 - La tapera

Francisco Nicolás Bianco - 1943 - La tapera

Francisco Nicolás Bianco - 1948 - Boyero oriental (con el pseudónimo Julián Fuerte)

Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El chango tucumano (Con el pseudónimo Lalongo Hipera)

Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El jilguero rosarino

Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El payador invencible (con el pseudónimo Santiago Pacheco)

Francisco Nicolás Bianco - 1948 - El zaino contra el tostao

Francisco Nicolás Bianco - 1948 - Refranero gaucho

Francisco Nicolás Bianco - 1959 - El zorzal uruguayo

Gabino Ezeiza - 1884 - Colección de canciones del payador Gabino Ezeiza

Gabino Ezeiza - 1886 - Cantares criollos (Natalio Tomassi Editor)

Gabino Ezeiza - 1896 - Canciones del payador argentino (2° parte)

Gabino Ezeiza - 1896 - Cantares criollos (Casa Editora Luis Maucci)

Gabino Ezeiza - 1896 - Mi guitarra

Gabino Ezeiza - 1896 - Nueva y última colección de canciones (1° parte) - Colecciones del payador

Gabino Ezeiza - 1896 - Nueva y última colección de canciones (2° parte) - El cantor argentino

Gabino Ezeiza - 1897 - Colección de canciones del payador Gabino Ezeiza

Gabino Ezeiza - 1897 - Nuevas canciones inéditas del payador argentino

Gabino Ezeiza - 1898 - Nuevas canciones inéditas del payador argentino

Gabino Ezeiza - 1902 - Canciones del payador argentino Gabino Ezeiza

Gabino Ezeiza - 1904 - Colección de canciones del payador argentino Gabino Ezeiza

Gabino Ezeiza - 1917 - Glorias radicales

Gabino Ezeiza - 1919 - La hija del payador

Gabino Ezeiza - 1922 - Revista Lo que canta el pueblo N° 23 - 12-10-1922 - Edición homenaje a Gabino Ezeiza

Gabino Ezeiza - 1946 - Recuerdos del payador

Gabino Ezeiza y Félix Hidalgo - 1895 - Contrapunto por cartas

Gabino Ezeiza y Félix Hidalgo - 1901 - Contrapunto por cartas

Gabino Ezeiza y Félix Hidalgo - 1905 - Contrapunto por cartas

Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1894 - Contrapunto (completo)

Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (1° parte)

Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (2° parte)

Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (3° parte)

Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (4° parte)

Gabino Ezeiza y Pablo J. Vázquez - 1917 - Contrapunto entre los famosos payadores (Completo)

Gabino Sosa - 1973 - Humito

Generoso D'Amato - 1939 - Mi poncho tucumano (Faltan hojas al final)

Generoso D'Amato - 1947 - Mi poncho tucumano

Gerardo Lagos - 1979 - Siembra y camino

Guillermo 'Bigote' Villalobos - Poesía popular, décimas, brindis y demases

Guillermo Silva - 1912 - Ilusiones y esperanzas

Héctor Guillén - 1992 - Con el alma en las bordonas

Héctor Guillén - Hoja con dos composiciones

Héctor Guillén - Mis Verdades

Héctor Umpiérrez - 1988 - Vida y muerte de Yuyei y su tutor

Héctor Umpiérrez - 2007 - El tata y el pampita

Héctor Umpiérrez - Memorias a Luis Alberto Martínez (folleto)

Héctor Umpiérrez y Bautista Tolosa - De penacho entero

Héctor Umpiérrez y Raúl Cano - 1959 - Chuzas

Higinio Cazón - 1901 - Colección de canciones del payador argentino Higinio Cazón (libro 1)

Higinio Cazón - 1901 - Producciones completas de versos y décimas de Higinio Cazón (libro 2)

Higinio Cazón - 1902 - Producciones completas de versos y décimas de Higinio Cazón (libro 2)

Higinio Cazón - 1903 - Poesías inéditas del payador argentino Higinio Cazón (libro 3)

Higinio Cazón - 1905 - Colección de canciones del payador argentino Higinio Cazón (libro 1)

Higinio Cazón - 1910 - Alegrias y pesares

Higinio Cazón - 1910 - Colección de canciones del payador argentino Higinio Cazón (libro 1)

Horacio Otero - 1983 - De un puestero payador

Hugo Eduardo Bagnera - 2004 - Un payador en la huella

Humberto Correa - 1961 - Espejito'e cahimba

Jorge Alberto Soccodato - 2005 - Cardos y margaritas

Jorge Gauna - 1978 - Destino labriego

José Betinoti - 1909 - Lo de ayer y lo de hoy

José Betinoti - 1912 - De mi cosecha (Original)

José Betinoti - 1912 - Últimas composiciones del payador José Betinoti

José Betinoti - 1915 - Homenaje póstumo

José Betinoti - 1944 - Versos de J. Betinoti

José Betinoti - De mi cosecha (Recopilación - Obras completas)

José Betinoti y Ambrosio Río - 1915 - Cantos y dúos nacionales

Jose Betinoti-Luis García - 1903 - Mis primeras hojas y Primer ensayo

Jose Betinoti-Luis García - 1903 - Mis primeras hojas y Primer ensayo

José Curbelo - 2019 - Sin ladearme

José Curbelo - La payada en américa latina

José F. Torres - 1955 - Trenzando recuerdos de ayer y de hoy

José Luis Ibargüengoitía - 2015 - Todo pasa

José Luis Ibargüengoitía - 2022 - Versos diversos - Vol 1 (Nociones de versificación)

José Omar Duarte - Versión taquigráfica de una improvisación

Juan A. Martínez - 1945 - Los flecos de mi poncho

Juan A. Martínez - 1947 - El payador de la pampa

Juan Antonio Bordieu - 1957 - De... ¡vuelta y media!

Juan Bautista Fulginiti - 1918 - Los dos espectros (monólogo trágico)

Juan Bautista Fulginiti - 1926 - Trovas del pueblo

Juan Bautista Fulginiti - 1962 - En la brecha

Juan Carlos 'Indio' Bares - 1965 - ¡Chairando!

Juan Carlos 'Indio' Bares - Interpreta a su amigo Wenceslao Varela (folleto)

Juan Carlos 'Indio' Bares y Wenceslao Varela - 1980 - Mano a mano y Entre hermanos

Juan Carlos Bares - Parando rodeo

Juan Carlos López - 2004 - Crisoledad

Juan Carlos López - De andar la vida

Juan Casaretto - 1904 - Gritos del alma

Juan Damilano - 1907 - El boicot a las mujeres

Juan de Nava - 1886 - Colección de canciones del payador oriental Juan de Nava

Juan de Nava - 1887 - Colección de canciones del payador oriental Juan de Nava

Juan de Nava - 1896 - Nuevas inspiraciones

Juan de Nava - 1898 - El payador oriental con las nuevas inspiraciones

Juan de Nava - 1899 - Nueva colección de canciones jocosas y vidalitas

Juan de Nava - 1902 - Colección de versos para cantar en los bailes nacionales

Juan Eugenio Sallot - 1910 - El crimen de la justicia (Drama en 3 actos y en prosa)

Juan Eugenio Sallot - 1910 - Juan Cuello

Juan Eugenio Sallot - 1911 - Coincidencias fatales o El puñal de un obrero (Drama en un acto y en prosa)

Juan Eugenio Sallot - 1912 - Calandria de amor

Juan Eugenio Sallot - 1912 - El comerciante de carne humana (La trata de blancas)

Juan Eugenio Sallot - 1912 - Gorgeos de un zorzal

Juan Eugenio Sallot - 1912 - Nuevas canciones variadas y poesías

Juan Eugenio Sallot - 1912 - Santos Vega - Canciones nacionales

Juan Eugenio Sallot - 1913 - Los grandes crímenes de la maffia y la mano negra

Juan Eugenio Sallot - 1913 - Los grandes genios

Juan Eugenio Sallot - 1913 - Nuevo libro de los amores de un gallego con una napolitana

Juan Eugenio Sallot - 1915 - Nuevo libro de vidalitas

Juan Eugenio Sallot - Contrapunto entre los paisanos A. Carranza y A. Ramos

Juan José Aphal - 2001 - Sin candao

Juan Pedro López - La gran payada

Juan Pedro López - La venganza de Tolosa

Juan Pedro López - Por el clavel de Ramón

Juan Pedro López - Un payador de leyenda - Por Emilio Sisa López

Juan Quiroga - Versos del payador argentino Juan Quiroga

Juan Ramón Aristegui - 2021 - Ni más ni menos

Julio Díaz Usandivaras - 1915 - Por el camino

Julio Díaz Usandivaras - 1917 - Agreste

Julio Díaz Usandivaras - 1917 - La Musa Triste

Julio Díaz Usandivaras - 1921 - Espejos nativos

Julio Díaz Usandivaras - 1923 - Jazmín del país

Julio Díaz Usandivaras - 1926 - El alma de la tierra

Julio Díaz Usandivaras - 1926 - La flor de mi campo

Julio Díaz Usandivaras - 1931 - Garúa

Los Hermanos Somohano - 1981 - Entre hermanos

Luis Acosta García - 1960 - Luis Acosta García y sus versos

Luis Alberto Martínez - 1997 - Cardo Sonoro

Luis Galván - 1900 - A mi madre

Luis Galván - 1907 - Los patotas

Luis Galván - 1910 - El tango de las afiladoras

Luis Galván - 1910 - Flores marchitas

Luis Galván - 1910 - Flores y espinas

Luis Galván - 1910 - Lamento de un payador

Luis Galván - 1910 - Los patotas

Luis Galván - 1910 - Páginas de gloria

Luis Galván - 1915 - Décimas amorosas

Luis Galván - 1915 - Décimas variadas para cantar con guitarra

Luis Galván - 1915 - Estilos criollos

Luis García - 1899 - Cantares criollos

Luis García - 1915 - Alma criolla

Luis García - 1915 - Poesía y cantos populares

Luis García - Gauchesco

Luis Márquez Vellión - 1920 - La muerte del payador

Manuel Cientofante - 1896 - Improvisaciones del payador argentino Manuel Cientofante

Manuel Cientofante - 1899 - Verdades del 'Gaucho argentino' Juan Mentiras

Manuel Cientofante - 1900 - El gaucho de Cañuelas

Manuel Cientofante - 1900 - Juan sin patria

Manuel Cientofante - 1900 - Martín Fierro

Manuel Cientofante - 1900 - Milongas

Manuel Cientofante - 1900 - Nuevas y selectas vidalitas amorosas

Manuel Cientofante - 1900 - Vida y muerte del valiente gaucho oriental Juan Giménez

Manuel Cientofante - 1901 - Milongas del payador argentino Manuel Cientofante

Manuel Cientofante - 1901 - Nuevas y últimas inspiraciones del renombrado payador (Biblioteca criolla)

Manuel Cientofante - 1902 - Colección de cantos nacionales

Manuel Cientofante - 1902 - El gaucho maldito

Manuel Cientofante - 1902 - Nueva colección de versos y décimas variadas del payador argentino

Manuel Cientofante - 1902 - Últimas producciones del cantor argentino Manuel Cientofante

Manuel Cientofante - 1902 - Últimas producciones del cantor argentino Manuel Cientofante

Manuel Cientofante - 1905 - La cruzada de los treinta y tres orientales

Manuel Cientofante - 1908 - Los amores de un tarugo

Manuel Cientofante - 1909 - El gaucho de la frontera

Manuel Cientofante - 1909 - El gaucho de Santa Fe

Manuel Cientofante - 1909 - El inocente

Manuel Cientofante - 1909 - El libro rojo

Manuel Cientofante - 1909 - Mi guitarra

Manuel Cientofante - 1909 - Venganza

Manuel Cientofante - 1910 - Dos payadores de contrapunto

Manuel Cientofante - 1910 - La muerte del mataco

Manuel Terán - 1912 - Carcajadas y gemidos

Manuel Terán - Obras publicadas en la revista Canciones populares

Manuel Vargas - 1902 - Canciones napolitanas y criollas

María Susana Repetto - 2017 - Ser mujer... ser payadora

Mariela Acevedo - 2009 - Te amo payador

Marta Suint - 1985 - Desde el mar a la tierra

Marta Suint - 1992 - Los Payadores y el tango (extracto del libro 'Soy de Barracas al sur')

Marta Suint - 1992 - Soy de Barracas sl Sur

Marta Suint - 1996 - Guía práctica para el conocimiento del Payador

Marta Suint y Bautista Tolosa - 2000 - Cantos de piedra y sal

Marta Suint y Liliana Salvat - 2022 - Mujeres sin olvido

Marta Suint-Carlos Molina-Nieves Cabrera - 1994 - P'andar sin marca

Marta Suint-Julio César Rodríguez - 1993 - De ande soy

Marta Suint-Silvia Castro - 2017 - Entre la pampa y el mar

Marta Suint, José Curbelo y Carlos Sferra - 2020 - Gente de a caballo

Martín Castro - 1904 - Voces del pueblo

Martín Castro - 1935 - Chispazos de fogón

Martín Castro - 1950 - Chispazos del fogón

Martín Castro - 1957 - Guitarra roja

Martín Castro - 1958 - Chispazos del fogón

Martín Castro - 1967 - Contrapunto

Martín Castro - 1967 - Los gringos del país (faltan 2 páginas)

Martín Castro - 1973 - El adiós de Don Martín

Martín Castro - 2001 - La vuelta de Martín Castro

Martín Castro - Camino del payador

Martín Castro y Carlos molina - 1959 - Hachando los alambrados

Martín Castro y Roberto Reparaz - Homenaje de dos cantores gauchos

Matías Sasale - 2015 - El Quijote para gauchos

Miguel Ángel Olivera - 1981 - Acentos nativos

Miguel Ángel Olivera - 1998 - De mi huella

Nemesio Trejo - 1895 - El testamento ológrafo

Nemesio Trejo - 1897 - Los políticos (Sainete)

Nemesio Trejo - 1906 - Los políticos (Sainete cómico en un acto)

Nemesio Trejo - 1918 - Dramas de familia (Juguete cómico en un acto)

Nemesio Trejo - 1918 - Los vividores (Sainete en un acto) - El registro civil (juguete en un acto)

Nemesio Trejo - 1922 - Las mujeres lindas (Sainete en un acto)

Nemesio Trejo - Cuentos costumbristas

Nepomuceno Fernández - 1982 - Mi tercer libro

Nepomuceno Fernández - 1987 - Palenque maragato

Nilo Caballero - 1977 - Espueliando

Nilo Caballero y Artigas González - Payadas de pulperías

Oscar Alfonso Navarro Lezama - 1993 - Décimas para lo bueno

Osmarín Olmedo-Gustavo Capote-Carlos Giacosa - 2009 - Un abrazo literario

Pablo Díaz - 1989 - A las escuelas del campo

Pablo Díaz - 1990 - Guitarra, milonga y canto (A las escuelas del campo)

Pablo J. Vázquez - 1895 - Gira artística

Pablo J. Vázquez - 1896 - La muerte del Dr. Leandro N. Alem

Pablo J. Vázquez - 1900 - El payador argentino

Pablo J. Vázquez - 1901 - Lamentos de un payador

Pablo J. Vázquez - 1905 - Lamentos de un payador

Pablo J. Vázquez - 1906 - Lamentos de un payador

Pablo J. Vázquez y Gabino Ezeiza - 1894 - Contrapunto completo

Pablo J. Vázquez y Manuel Cientofante - 1902 - Gran payada de contrapunto entre Manuel Cientofante y Pablo Vázquez

Pedro Ponce de León - 1911 - Mis versos (1° parte) A mi bandera

Pedro Ponce de León - 1915 - Mis versos (2° parte)

Pedro Ponce de León y Cía - 1915 - Lágrimas

Pelegrino Torres - 1949 - Sonetos de un payador

Pelegrino Torres - 1953 - El cantar de un payador

Pelegrino Torres - 1954 - El primer payador que canta en Europa

Pelegrino Torres - 1955 - El payador en la ciudad

Pelegrino Torres - 1956 - El payador en África

Pelegrino Torres - 1957 - El payador internacional

Pelegrino Torres - 1959 - El Payador en los 5 continentes

Pelegrino Torres - María Luisa (folleto)

Pelegrino Torres y José María Claret - 1957 - Huellas y caminos

Pelegrino Torres y Raúl Montañés - 1961 - Troveros de campo y cielo

Raúl Montañés - 1956 - Con la voz del corazón

Raúl Montañés - 1988 - Brisas del este

Raúl Montañés - Un árbol llamado Antonio

Roberto Ayrala y Carlos Ríos - 1979 - Trenzaos en celeste y blanco

Rodrigo Álvarez - La vida y la muerte (Historia en verso)

Santiago Hidalgo - 1895 - El payador oriental

Santiago Hidalgo - 1901 - El payador oriental

Santiago Hidalgo - 1905 - El payador oriental

Santiago Hidalgo - 1907 - Alma gaucha y la loca de amor

Santiago Hidalgo - 1907 - El payador oriental

Santiago Hidalgo - 1911 - Alma gaucha

Saúl Huenchul - 1984 - Con gusto a pasto

Saúl Huenchul - Sin enfrenar

Sebastián Celestino Berón - 1889 - El tigre del desierto - Primera parte

Sebastián Celestino Berón - 1889 - El tigre del desierto - Segunda parte

Sebastián Celestino Berón - 1894 - Truco y retruco - Primera parte

Sebastián Celestino Berón - 1894 - Truco y retruco - Segunda parte

Sebastián Celestino Berón - 1895 - La muerte de Juan Moreira

Sebastián Celestino Berón - 1896 - Lucas Barrientos

Sebastián Celestino Berón - 1896 - Santos Vega el payador

Sebastián Celestino Berón - 1897 - Décimas variadas para cantar con guitarra

Sebastián Celestino Berón - 1897 - El gaucho Pancho Bravo - Primera parte

Sebastián Celestino Berón - 1897 - El gaucho Pancho Bravo - Segunda parte

Sebastián Celestino Berón - 1897 - Juan el rastreador

Sebastián Celestino Berón - 1897 - La muerte de Juan Cuello

Sebastián Celestino Berón - 1897 - Milongas variadas para cantar con guitarra

Sebastián Celestino Berón - 1899 - Décimas amorosas para cantar con guitarra

Silverio Manco - 1899 - Alma argentina

Silverio Manco - 1899 - Almas que luchan

Silverio Manco - 1899 - El gaucho Calandria

Silverio Manco - 1899 - El gaucho Calandria

Silverio Manco - 1899 - El indio Cristo

Silverio Manco - 1899 - El indio Cristo

Silverio Manco - 1899 - Santos Vega

Silverio Manco - 1899 - Tranquera y venganza

Silverio Manco - 1900 - El gaucho de la frontera

Silverio Manco - 1900 - El gaucho picaflor (Biblioteca gauchesca)

Silverio Manco - 1900 - El Mataco y El Chacho

Silverio Manco - 1900 - Juan el rastreador

Silverio Manco - 1902 - 'Agapito' y bordoneos criollos

Silverio Manco - 1902 - 'Agapito' y bordoneos criollos

Silverio Manco - 1902 - Juan Acero y canciones de amor (Pseud Alma Nativa)

Silverio Manco - 1908 - Cadencias del alma

Silverio Manco - 1908 - Décimas patrióticas

Silverio Manco - 1910 - Auras parleras

Silverio Manco - 1915 - Rumbo al poblao

Silverio Manco - 1920 - El gaucho picaflor (Editor Alfonso Longo - Rosario)

Silverio Manco - 1946 - Camila O'Gorman

Silverio Manco - 1948 - El rastreador

Silverio Manco y Pedro Ponce de León - 1913 - El trágico fin de la señorita Irma Avegno

Silverio Manco, Pablo J. Vazquez y Félix Hidalgo - 1910 - Los reseros y cartas en verso entre Vázquez e Hidalgo

Silverio Manco, Pablo J. Vazquez y Félix Hidalgo - 1910 - Los reseros y cartas en verso entre Vázquez e Hidalgo

Tabaré De Paula - 1977 - Biblias y calefones

Tabaré De Paula - 1980 - Canciones sin domicilio fijo

Tomasita Quiala - 1996 - Quién soy

Toto Mora - 1971 - Pialando versos

Varios autores - 1915 - Corona fúnebre - A la memoria del malogrado payador José Betinoti

Varios autores - 1916 - Homenaje a Gabino Ezeiza

Varios autores - 1917 - A la memoria de los payadores G. Ezeiza, P. Vázquez y J. Betinoti

Varios autores - 1917 - A la memoria de los payadores G. Ezeiza, P. Vázquez y J. Betinoti

Varios autores - 1948 - Antología de versos recitables - Pobre mi madre querida

Varios autores - 1950 - Versos de la patria gaucha (15 poetas orientales)

Varios autores - 1953 - El cantar de los troveros

Varios autores - 1957 - Glorias del terruño - Selección de versos criollos (Compilación Víctor Cavallaro Caidellac)

Varios autores - 2003 - Rincón de los Payadores (recop. de publicaciones del Diario La Verdad de Ayacucho)

Varios Autores - 2010 - Payadores argentinos y uruguayos en décimas

Varios autores - Homenaje a los viejos payadores de la patria

Varios Autores - La gran cruzada gaucha de los payadores del este

Víctor Di Santo - 1978 - Tierra campa (libro)

Victoriano Núñez - 1978 - El fogón del abuelo

Waldemar Lagos - 1972 - Un payador actual

Waldemar Lagos - 1983 - Vivencias

Waldemar Lagos - Cosas nuestras

Waldemar Lagos y Diego Lamas - 1959 - Fogón criollo

Walter Peña - Trovas pichonas

Walter Saldivia León - 1984 - Estribando


LIBROS Y ARTÍCULOS SOBRE PAYADORES


Alfredo De La Fuente - 1986 - El payador en la cultura nacional

Améstica, Fidel - El arte del payador (Chile)

Arias, Maria Agustina - 2015 - Que no se corte la trenza el habla en la payada del sudoeste bonaerense (Tesina)

Ascasubi, Hilario - Santos Vega O Los Mellizos De La Flor

Ayestarán, Lauro - Primera meditación sobre la payada y los payadores

Ayestarán, Lauro - Segunda meditación sobre la payada y los payadores

Betancor, Martín - 2018 - Evocación del payador Héctor Umpiérrez

Bohoslavsky, Ernesto y Pierini, Margarita - La historia de un payador patagónico a principios del siglo XX

Bossio, Jorge Alberto - 1966 - Nemesio Trejo, de la trova popular al sainete nacional

Caiafa, Miguel Ángel - 2003 - José Betinoti, payador

Caiafa, Miguel Ángel - Los payadores

Candidatura de La Payada como patrimonio cultural del Mercosur (2015)dossier-la-payada

Cirio, Norberto Pablo - 2014 - El movimiento payadoresco en perpectiva afro y femenina

Diario La Nación - 2008 - Mitos y realidades del payador Santos Vega

Dorra, Raúl - El arte del payador

Entrevista a Alexis Díaz-Pimienta - En mi casa improvisaba hasta el gato

García Fanlo, Luis - Payadas, payadores e identidad nacional

García, J-Sarasúa, J-Egaña, A - 2001 - El arte del bertsolarismo

Guerrero Cárpena, Ismael - Santos Vega y Poca Ropa

Isolabella, Matías N. - 2012 - Estructuras de improvisacion en la payada rioplatense

Lafuente, Miguel Ángel - 1980 - Martín Castro, El payador libertario

Leguizamón, Martiniano - 1917 - El primer poeta criollo del Río de la Plata

Leites, Marcelo - Textos de Marcelino Román

Lugones, Leopoldo - El Payador

Moreno Cha, Ercilia - 2000 - Análisis estructural de la payada rioplatense

Moreno Cha, Ercilia - 2003 - Gabino Ezeiza, payador legendario

Moreno Chá, Ercilia - 2016 - Aquí me pongo a cantar. El arte payadoresco de Argentina y Uruguay

Moreno Cha, Ercilia - El canto del payador, una tradición resignificada

Moreno Chá, Ercilia - El desafío poético cantado

Moreno Chá, Ercilia - El payador y la religión

Moreno Chá, Ercilia - Gabino Ezeiza, payador legendario

Moreno Chá, Ercilia - Los payadores y el compromiso de su canto

Moreno Chá, Ercilia - Normas y recursos de la payada urbana

Moreno Chá, Ercilia - Por los caminos del Payador profesional actual

Moya, Ismael - 1959 - El arte de los payadores

Museo José Hernández - 2016 - Payadores - El arte criollo de opinar cantando

Nazabay, Hamid - 2016 - Extracto del libro 'No hay vida mas desgraciada...'

Nota de Daniel Viglietti sobre Carlos Molina

Nudler, Julio - Los payadores salen del olvido

Revista "El Payador" - Mayo y junio de 1913 (8 números)

Revista Bertsolari (País vasco) - 2003 - Artículo sobre Marta Suint y Roderico Ibargüengoitía

Revista Fray Mocho N° 40 - 31-1-1913 - El ocaso de los payadores

Rocca, Pablo - Los poetas-payadores de la modernización

Rodríguez Hernández, Agustín - 2015 - La controversia del siglo (Alexis Díaz Pimienta-Yeray Rodríguez)

Rodríguez Hernández, Agustín - 2020 - La topada de poetas

Sánchez Sívori, Amalia - 1979 - Diccionario de Payadores

Schoo, Ernesto (Diario La Nación) - Con Nemesio Trejo un siglo atrás

Seibel, Beatriz - 1998 - El cantar del payador

Seibel, Beatriz - Los payadores (Revista Crisis N° 68 - Setiembre 1988)

Trapero, Maximiliano - 1998 - El mundo de la décima; El descubrimiento de un nuevo mundo

Vidart, Daniel - 1967 - Payadores, gauchos y literatura gauchesca

Widmann-Miguel, Enrique F. - 2018 - Payadas y Payadores

Zabala, Abel - 2004 - El Payador

Zabala, Abel - Payadoras bonaerenses



OTROS LIBROS


Abaca, Hilarión - 1918 - Bordoneos

Abaca, Hilarión - 1920 - Agapito

Abella, Gonzalo - Artigas, el resplandor desconocido

Abella, Gonzalo - La leyenda de Soledad Cruz

Acevedo Díaz, Eduardo - El combate de La Tapera

Acosta, Luis - El resero cantor

AGADU - 2000 - Catálogo biográfico de autores uruguayos

Andrade, Olegario Víctor - 1887 - Obras poéticas

Andrade, Olegario Víctor - 2014 - Obra poética completa

Anónimo - Cantar de mío Cid (Adaptado en castellano moderno)

Anónimo - Cantar de mío Cid (Original en castellano antiguo)

Anónimo - La exterminación de los indios Charrúas en Uruguay

Anonimo - Mitologia Egipcia

Anzi, Amado (SJ) - El Evangelio criollo

Aran, Artemio - 1948 - Pampa

Arsenio Aguirre - 1975 - Las coplas de mi silencio

Artigas, José Gervasio - Escritos Varios

Artigas, José Gervasio - Obra Selecta

Ascasubí, Hilario - 1872 - Santos Vega o Los mellizos de la flor

Ascasubí, Hilario - Aniceto el gallo

Assunçao, Fernando O. - 2000 - Pilchas criollas

Atienza, Raúl Alberto - 2019 - De pura cepa

Autor desconocido - 1888 - Contrapunto entre el argentino José Podestá y el oriental A. Podestá

Autores varios - 1887 - Las dos guitarras - Colección de composiciones

Autores varios - 1927 - Lírica popular rioplatense - Antología gaucha

Autores varios - 1942 - Cancionero del mate (Recopilación Luzán Del Campo)

Autores varios - 1964 - El cantar de los troveros (Antologia de versos que gustan a todos)

Autores varios - 1969 - Selecciones de poesías gauchescas

Autores varios - Versos y canciones populares (incompleto)

Ayestarán, Lauro - 1953 - La música en el Uruguay - Vol 1

Ayestarán, Lauro - La primitiva poesía gauchesca en el Uruguay

Báez, Higinio Martín - 1967 - Primera cosecha

Báez, Higinio Martín - 1990 - La senda de un trovero

Báez, Higinio Martín - 1991 - Espinas de cardo

Báez, Higinio Martín - 1992 - Troja mía

Ballín Luis y Dufour, Joaquín - 2018 - El origen de la milonga campera

Ballín, Luis - El estilo

Baretta, Alberto - 1995 - De a caballo y cantando... por los caminos del Uruguay

Bayer, Osvaldo - 2009 - La patagonia rebelde

Becco, Jorge Horacio - 2003 - Crónicas de los patagones

Benedetti, Mario - 1949 - Esta manana y otros cuentos

Benedetti, Mario - 1953 - Quien de nosotros

Benedetti, Mario - 1956 - Poemas de la oficina

Benedetti, Mario - 1959 - Montevideanos

Benedetti, Mario - 2015 - El mejor de los pecados

Bengoa, José - Historia del pueblo mapuche

Berho, Luis Domingo - 1984 - Estación de vía muerta

Berho, Luis Domingo - 1999 - De mi galpón

Berruti, Pedro - 2007 - Manual de danzas nativas

Blake, William - Antología (bilingüe)

Blengio, Libertario - 1984 - El gaucho Pollo Mojao

Bobadilla, Simplicio - 1991 - Los partes de Don Menchaca (Prólogo Mario Benedetti)

Boloqui, Pedro - 1935 - La familia del concejal (Juguete cómico en un acto)

Boloqui, Pedro - 1940 - Viento arriba

Boloqui, Pedro - 1946 - De vuelta y media

Boloqui, Pedro - 1953 - Azulejos

Boloqui, Pedro - 1967 - Tropilla sureña

Boloqui, Pedro - 2007 - Tropilla sureña (Reedición)

Boloqui, Pedro - Partituras

Borges, Jorge Luis - Seleccion de Poemas y Cuentos

Buenaventura Luna - Sentencias del Tata Viejo

Bueno, Rafael - Cosas gauchas

Cabezas, Julio Secundino - 1966 - Floreos

Cabezas, Julio Secundino - 1973 - Voy al hombre

Cabezas, Julio Secundino - 1979 - Jinetes y reservados

Cabezas, Julio Secundino - 1980 - Recostao en la tranquera

Cabezas, Julio Secundino - 1983 - Consejos de Secundino

Caillava, Domingo A. - 1921 - La literatura gauchesca en el Uruguay

Carrizo, Juan Alfonso - Antiguos cantos populares argentinos (Cancionero de Catamarca)

Carrizo, Juan Alfonso - Cancionero popular de La Rioja - Tomo I

Carrizo, Juan Alfonso - Cancionero popular de La Rioja - Tomo II

Carrizo, Juan Alfonso - Cancionero popular de Salta

Castagnino, Raúl - Lo gauchesco en el teatro argentino

Castro, M. (NO es Martín Castro) - 1944 - El gaucho no ha muerto

Cavallaro Cadeillac, Víctor - 1957 - Glorias del terruño

Cavilla Sinclair, Valentín - 1959 - Desde el alero

Cavilla Sinclair, Valentín - 1959 - Pialando ensueños

Centeno, Ángel - 1949 - Puñao de amigos

Centro Editor de América Latina - 1968 - La poesía gauchesca - Antología

Chapman, Anne - Culturas tradicionales - Patagonia - Los Selknam de tierra del fuego

Chavez, Fermin - 1973 - La cultura en la epoca de Rosas

Claro Valdez, Samuel y Peña Fuenzalida, Carmen - Chilena o Cueca Tradicional

Conde, Oscar - El lunfardo en la literatura argentina

Cortázar, Augusto Raúl - 1959 - Esquemas del folklore

Cresci, Carlos - 1981 - Canciones con historia

Cruz, Alberto - Pueblos originarios en América

Cruz, Norman - 2006 - Baigorrita, Responso para un etnocidio editado

Cuadri, Guillermo (Santos Garrido) - 1967 - El agregao

Cuadri, Guillermo (Santos Garrido) y Alonso y Trelles, José (El viejo Pancho) - El agregao y Paja brava

Daireaux, Godofredo - 2000 - Las dos patrias

Daireaux, Godofredo - Fábulas argentinas

Daireaux, Godofredo - Las veladas del tropero

Daireaux, Godofredo - Los dioses de la pampa

Daireaux, Godofredo - Payadores

Daireaux, Godofredo - Recuerdos de un hacendado

Dávalos, Jaime - 1980 - Yo soy quien pinta las uvas

de Castro, Rosalía - El caballero de las botas azules

De Hoyos, María - Guaranies, su vida y sus mitos

de Ibarbourou, Juana - Antología poética

De María, Alcides - 1947 - Versos criollos

De María, Alcides - Poesias criollas

Del Valle, Héctor - 1975 - Hablando en criollo

Del Valle, Héctor - 1986 - Cantando lo mío

Del Valle, Héctor - Entre los talas

Díaz Salazar, Diego - 1911 - Vocabulario argentino

Dolina, Alejandro - Crónicas del Ángel gris

Dowdall, Roberto C. - Trabajando de a caballo

Dufour, Joaquín y Ballín, Luis - El origen de la milonga campera

Escritores minuanos - 1966 - Bajo la misma sombra

Faudone, Hilario - 2004 - El arte gaucho del cuero crudo

Faudone, Hilario - 2004 - El arte gaucho del cuero crudo

Felipe, León - Colección antológica de poesía social - Vol 2

Fentanes, J. E. y Pago, Pedro - 1960 - El petiso orejudo Y Mate cocido

Fernández Latour de Botas, Olga - 1977 - Prehistoria de Martín Fierro

Fernández Saldaña, José M. - 1945 - Diccionario uruguayo de biografías

Fernández, César A. - 1995 - Cuentan los mapuches

Fernández, Mario Serafín (Pedro Tusido)- 1938 - Pa' tuitos (versos criollos)

Fernández, Nicolás - 1959 - Décimas

Fontaura Argandoña, María - 2002 - Mitología Aymará y Kechua

Fray Mocho - Cuentos de costumbres

Furlong, Guillermo - 1933 - Los jesuitas y la cultura rioplatense

Furlong, Guillermo - 1984 - Los jesuítas y la cultura rioplatense

Galasso, Norberto - 2006 - Artigas y las masas populares en la revolución

Galeano, Eduardo - El libro de los abrazos

Gandola, Pancho - 1990 - Mansos y redomones

Gandola, Pancho - De varios pelos - Versos del sur

Gandola, Pancho - El último viaje (Libro)

Gandola, Pancho - Entropiyando versos pampas

Gandola, Pancho - Pa' recordar - Como chimango p'al sebo

Gandola, Pancho - Que le dijo el último hijo de Martín Fierro a Pancho Gandola

Garayalde, Roberto - El fogonero

Garayalde, Roberto - Recuerdos paisanos

Garcia Gual, Carlos - Introduccion a la Mitologia Griega

García Lorca, Federico - Libro de Poemas

Garcia Lorca, Federico - Obras Completas

García Márquez, Gabriel - 1970 - Relato de un náufrago

García Márquez, Gabriel - Crónica de una muerte anunciada

García Márquez, Gabriel y Fuentes, Carlos - 2007 - Cien años de soledad y un homenaje (discursos)

Garcia, Julián - 1958 - Milongas de un gaucho pobre

García, Julián - 1962 - Milongas de un gaucho pobre

García, Miguel Ángel - 1951 - Cachimba

García, Miguel Ángel - 1963 - Trasfogueros

García, Miguel Ángel - 1980 - De palo a pique

García, Serafín J. - 1935 - Tacuruses - Primera edición

García, Serafín J. - 1941 - Panorama de la poesia gauchesca y nativista del Uruguay

García, Serafín J. - 1942 - Tacuruses

García, Serafín J. - 1944 - Prólogo al libro Paja brava de El Viejo Pancho

García, Serafín J. - 1945 - Asfalto (Cuentos)

García, Serafín J. - 1945 - Burbujas (Cuentos)

García, Serafín J. - 1953 - Raiz y ala (Ediciones Ciudadela)

García, Serafín J. - 1959 - Raíz y ala (Editorial Cisplatina)

García, Serafín J. - 1963 - 10 poetas gauchescos del Uruguay

García, Serafín J. - 1966 - El Totoral

García, Serafín J. - 1969 - Blanquita

García, Serafín J. - 1970 - La vuelta al camino

García, Serafín J. - 1970 - Sus mejores poemas

García, Serafín J. - 1978 - Todos los romances

García, Serafín J. - 1988 - Milicos contrabandistas y otros cuentos

García, Serafín J. - 1999 - Estampas del Montevideo colonial

García, Serafín J. - La historia de Dionisio Díaz

García, Serafín J. - Las aventuras de Juan el zorro

García, Serafín J. - Primeros encuentros

García, Serafín J. (Simplicio Bobadilla)- 2012 - Los partes de Don Menchaca

Giménez, Polo - 1969 - De este lado del recuerdo (con mis canciones)

Gobierno de la provincia de San Luis - 2008 - Árboles de San Luis

González Videla, Ernesto - 1993 - La musa loca

Graves, Rober - 1999 - Dioses y héroes de la antigua Grecia

Guevara, Tomás - 2003 - El pueblo mapuche

Güiraldes, Ricardo - Don segundo sombra

Gutierrez, Eduardo - 1913 - Santos Vega

Gutiérrez, Eduardo - El rastreador

Gutiérrez, Eduardo - Juan Moreira

Gutiérrez, Eduardo - La muerte de un héroe

Gutiérrez, Eduardo - Los montoneros

Hernández, José - 1884 - Instrucción del estanciero

Hernández, Miguel - Viento del pueblo

Hudson, Guillermo Enrique - Allá lejos y hace tiempo

Hudson, Guillermo Enrique - Diario De Un Naturista

Hudson, Guillermo Enrique - El ombú

Hudson, Guillermo Enrique - Mansiones verdes

Ibarbourou, Juana de - 1926 - Raíz salvaje

Idarburú, Susana - 2010 - Lo criollo en el tango primera parte

Idarburú, Susana - 2010 - Lo criollo en el tango segunda parte

Idarburú, Susana - Gardel y su repertorio

Ingenieros, José - El Hombre Mediocre

Ingenieros, José - Las Direcciones Filosoficas de la Cultura

Instituto Sanmartiniano - Biografía de José de San Martin

Isaacson, José - 1986 - Martín Fierro, cien años de crítica

Iturria, Raúl - 2006 - Tratado de Folklore

Jauralde, Pablo y Sánchez, Mercedes - 2006 - Antología de la poesía española del siglo de oro

La Ciencia Mapuche - Plantas medicinales

La Ñusta (Clotilde Pascua Lozzia de Piorno)- 1951 - Danzas Tradicionales Argentinas

Lagarmilla, Roberto - 1970 - Músicos uruguayos

Leguizamón, Martiniano - 2000 - De Cepa Criolla

Lehman Nitsche, Roberto - 1911 - Folklore argentino. Adivinanzas rioplatenses

Lena, Rubén - 1980 - Las cuerdas añadidas

Libonatto, Nicolás Ismael - 2005 - Rudecindo Fuentes o 'La estancia de los talas'

Libonatto, Nicolás Ismael - 2005 - Rudecindo Fuentes o 'La estancia de los talas'

Lima, Víctor - 2010 - Obras completas

López Flores, Joaquín - 1964 - Danzas tradicionales

López Osornio, Mario Aníbal - 2009 - Esgrima criolla

López Osornio, Mario Aníbal - 2010 - El lazo y la boleadora

Loray, Carlos - 2009 - Cantares de fogón

Loray, Carlos - 2015 - Del pago de las Cañuelas

Lugones, Leopoldo - 1904 - El imperio jesuítico

Lugones, Leopoldo - 1938 - Romances del Río Seco

Lugones, Leopoldo - Antología poética

Lugones, Leopoldo - El payador

Lugones, Leopoldo - La guerra gaucha

Lugones, Leopoldo - La guerra gaucha

Luna, Félix - 1974 - Atahualpa Yupanqui

Lussich, Antonio D - 1872 - Los tres gauchos orientales y otras poesías (edición 1937)

Lussich, Antonio D - 1873 - El matrero Luciano Santos - Prosecución de 'Los tres gauchos orientales'

Lynch, Ventura R. - 1953 - Folklore bonaerense

Machado, Antonio - Antología poética

Machado, Carlos - 1975 - Artigas, el general de los independientes

Machado, Edilio - 1980 - Sin rodeos... con mí gente

Machado, Edilio - Bien nativo

Machado, Edilio - Divisa pampa

Magallán, Juan - 1981 - Canto a mi pueblo

Magallán, Juan - 1981 - Canto a mi pueblo

Magallán, Juan - 2010 - Rimas de entrecasa

Mansilla, Lucio V. - 2000 - Una excursión a los indios ranqueles - Tomo 1

Mansilla, Lucio V. - 2000 - Una excursión a los indios ranqueles - Tomo 2

Mariño, Roberto - 2006 - Compendio de literatura gauchesca del Uruguay

Martí, José - Adultera

Martí, José - Crónicas

Martínez Estrada, Ezequiel - 1933 - Radiografia de la pampa

Martínez Gravier, Juan Pablo - Pelajes criollos

Martínez Payva, Claudio - 1968 - Como cencerros

Mateos, P. Cirilo - 1970 - Rimas gauchescas

Menapace, Mamerto - 1997 - Entre el brocal y la fragua

Menapace, Mamerto y Landriscina, Luis - 2004 - Los valores, con humor

Miller, Juan Edmundo - 1981 - La huerta en contrapunto (versos criollos)

Miranda, Manuel - Contrapunto entre un oriental y un argentino

Mitologia - Indios Incas, Mayas, Aztecas

Mitología Germánica y Escandinava

Mitología Griega - Compendio

Mitologia Vikinga

Mitre, Bartolomé - 1876 - Rimas

Mitre, Bartolomé - 1887 - Historia de Belgrano y de la independencia argentina [Tomo I]

Mitre, Bartolomé - 1887 - Historia de Belgrano y de la independencia argentina [Tomo II]

Mitre, Bartolomé - Páginas de historia

Moesbach, Ernesto de (Sacerdote Capuchino) - 1962 - Idioma Mapuche

Mónico Saravia, Abel S. - Bajo el Cielo de Gualiama

Montagne, Edmundo - 1921 - La guitarra del pueblo

Montero Bustamante, Raúl - 1905 - El parnaso oriental - Antología de poetas orientales

Mujica Láinez, Manuel - Misteriosa Buenos Aires

Museo Las Lilas de Areco - 2014 - La rastra y el tirador

Nazabay, Hamid - 2012 - Aníbal Sampayo y la canción litoraleña en el Uruguay

Nazabay, Hamid - 2013 - Canto popular - Historia y referentes

Neruda, Pablo - 1974 - Confieso que he vivido

Neruda, Pablo - Antología poética

Neruda, Pablo - Antología poética [ed. del Sur, 2003]

Neruda, Pablo - Los versos del capitán

Nueva historia argentina - 2000 - Tomo 1 (Los Pueblos Originarios y la Conquista)

O'Donnell, Mario (Pacho) - Juan Manuel de Rosas (El 'maldito' de nuestra historia oficial)

Obligado, Pastor - 1920 - Tradiciones argentinas - 10° serie

Obligado, Rafael - 1885 - Santos Vega

Olea Montero, Humberto - 2011 - El canto a lo poeta, una genealogía incompleta

Olea Rosenbluth, Catalina - 2010 - La mujer en la sociedad mapuche

Orellano, Francisco H. - 1976 - El Evangelio según San Fierro

Palacios, Pedro Bonifacio (Almafuerte) - 1917 - Amorosas

Palacios, Pedro Bonifacio (Almafuerte) - 1919 - Espigas

Palacios, Pedro Bonifacio (Almafuerte) - Poesía completa

Pancho Gandola - El último viaje - Folleto

Parisi, Gregorio - 1966 - Pampa y pueblo

Pelajes criollos - Cuadro resumen

Pereira Salas, Eugenio - 1938 - Danzas y cantos populares de la patria vieja

Pérez Bugallo, Rubén - La decima espinela en la Argentina

Perez Bugallo, Rubén - Tradicionalismo, nativismo y proyección folklórica

Pérez Tellechea, Elbio - 1999 - 15 cuentos gauchos (Uruguay)

Perón, Juan Domingo - Toponimia patagónica de etimología araucana

Pigna, Felipe - 2013 - Los mitos de la historia argentina - Vol 5

Pigna, Felipe - 2016 - Manuel Belgrano

Pigna, Felipe - 2018 - Mujeres insolentes de la historia

Pigna, Felipe - La voz del gran jefe

Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 1

Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 2

Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 3

Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 4

Pigna, Felipe - Los mitos de la historia argentina 5

Pignatta Cardozo, David Amado - 2011 - Tierra nuestra

Podestá, José - 1888 - Contrapunto entre el argentino José Podestá y el oriental A. Podestá

Poesía Mapuche - 1987 - Nepegñe, peñi, nepegñe - Despierta, hermano, despierta

Porto, José Raúl - 1947 - Versos del gaucho Julián

Quesada, Vicente G. - 1915 - Historia colonial argentina

Quiroga, Horacio - 1987 - Los desterrados

Quiroga, Horacio - 2001 - Cuentos de la selva

Quiroga, Horacio - 2001 - La guerra de los yacarés

Quiroga, Horacio - 2004 - Cuentos

Quiroga, Horacio - Cuentos

Quiroga, Horacio - Cuentos de amor, de lucura y de muerte

Quiroga, Horacio - Cuentos de la selva

Quiroga, Horacio - El Almohadon de Plumas

Ramírez Sánchez, Carlos - 1997 - Toponimia indígena de Chile

Ramiro-Sánchez, Tamara-Ramiro, María Teresa - 2016 - La improvisación poética escolar

Ramos, Tito - 1996 - Memorias de un pago lindo

Regules, Elías - 1894 - Versitos criollos

Regules, Elías - 1904 - Pasto de cuchilla

Regules, Elías - 1965 - Versos criollos

Regules, Elías (h) - 1996 - Martín Fierro y El entenao (Teatro criollo)

Reigada, Luis (Presbítero) - 1987 - Guitarra de Dios

Rela, Walter - 1966 - El mito Santos Vega en el teatro del Río de la Plata

Reparaz, Roberto - 1971 - Sobando tientos

Reparaz, Roberto - Brasitas fogoneras

Risso, Pedro - De Mi Marca

Risso, Pedro - Flor de mentiroso (Inédito)

Risso, Pedro - Relatos y milongas campera

Risso, Romildo - 1965 - Selección de poesías

Rivera, H. - 1937 - Retórica y poética - El arte de versificar y sus reglas

Rivera, Jorge B. [Compilador] - Poesía gauchesca

Rodriguez Castillos, Osiris - 1955 - Grillo Nochero (Libro ed. Cumbre)

Rodríguez Castillos, Osiris - 1957 - 1904 Luna roja

Rodríguez Castillos, Osiris - 1960 - Entierro de carnaval

Rodriguez Castillos, Osiris - 1963 - Cantos del norte y del sur

Rodriguez Castillos, Osiris - 1979 - Vida y aventuras del gaucho Alambre

Rodríguez de Ayestarán, Flor de María - La danza popular en el Uruguay

Rodríguez Villar, Antonio - 2006 - Antología de la canción criolla I (corregido)

Rodríguez Villar, Antonio - 2007 - Antología de la canción criolla II (corregido)

Rodríguez, Yamandú - 1913 - Aires de campo

Rodríguez, Yamandú - 1923 - El Matrero (Poema dramático en verso en un acto)

Rodríguez, Yamandú - 1927 - Cansancio

Rodríguez, Yamandú - 1932 - Juan sin tierra (pieza gaucha en un acto)

Rodríguez, Yamandú - 1933 - Bichito de luz

Rodríguez, Yamandú - 1947 - La cifra

Rodríguez, Yamandú - 1962 - Poesías completas

Rodríguez, Yamandú - 1969 - Cuentos escogidos

Rodríguez, Yamandú y Montiel, Venancio - 1931 - Ave María Purísima (Pieza en dos cuadros)

Roldan, Belisario - El Gaucho

Rosa, José María - 1985 - La guerra del Paraguay y las montoneras argentinas

Rosales, Siledonio 'El Arriador' - 1939 - Rebencasos

Rosas, Juan Manuel de - 1942 - Instrucciones a los mayordomos de las estancias

Rosemblat, Ángel - 1945 - La población indigena de América

Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 1

Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 2

Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 3

Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 4

Saldías, Adolfo - Historia de la confederación argentina - Tomo 5

Sampayo, Aníbal - Nuestras raices - Toponimia, flora y fauna en guaraní en el Uruguay

San Martín, Armando - El pelo y los pelajes en los caballos

Sánchez, Orlando - 2006 - Rasgos culturales de los Tobas

Santos Antivero, Nilda - Media vuelta y giro (Selección de danzas tradicionales uruguayas)

Santos, Sandalio - 1954 - Decimas

Santos, Sandalio - 1958 - Rumbeando

Sarmiento, Domingo Faustino - El Chacho

Sarmiento, Domingo Faustino - Facundo

Sarmiento, Domingo Faustino - Recuerdos de provincia

Saubidet, Tito - 1943 - Vocabulario y refranero criollo

Sciscente, Francisco (el Gaucho Rosales) - 1959 - De mi apero

Sepúlveda Llanos, Fidel - El Canto a lo Poeta (a lo Humano y a lo Divino)

Sierra, Apolinario - 1957 - Santos Vega

Silva Valdés, Fernán - 1957 - Santos Vega (obra teatral)

Silva Valdés, Fernán - Romancero del sur

Silveira, Ernesto V. - 1928 - Tientos (versos criollos)

Sir C, Jorge - 2001 - Pewenche, una mirada etnografica

Solanet, Emilio - Conferencia del Dr Solanet sobre el caballo criollo

Solanet, Emilio - Las conjeturas sobre la historia evolutiva del caballo

Sosa, Julio - Dos horas antes del alba - Libro de poemas

Tejada Gómez, Armando - 1971 - Amanecer bajo los puentes

Tejada Gómez, Armando - 1974 - Canto popular de las comidas

Thomas, José Luis - 2019 - Madre de la Patria - María Remedios del Valle - Capitana de Belgrano

Tiburcia Escudero - La cautiva de los ranqueles

Tolosa, Bautista - Agradeciendo (Con prólogo de Liliana Salvat)

Tolosa, Bautista - Entre amigos

Tolosa, Bautista - Parando rodeo

Tolosa, Bautista - Pensamiento blanco

Universidad de Pennsylvania - 1961 - Mitologia Sumeria

Uzal, Enrique - 1948 - Rezos pampas

Uzal, Enrique - 1959 - Tientos sobaos

Vacarezza, Alberto - 1913 - Los escrushantes (Sainete en un acto)

Vacarezza, Alberto - 1914 - Aves caseras (Comedia en un acto)

Vacarezza, Alberto - 1918 - El buey corneta (Drama en un acto)

Vacarezza, Alberto - 1918 - El último gaucho (Leyenda criolla en verso en dos actos)

Vacarezza, Alberto - 1924 - Chacarita (Sainete en un acto y tres cuadros)

Valladares, Leda - 2000 - Cantando las raíces

Varela, Wenceslao - 1956 - Vinchas

Varela, Wenceslao - 1968 - Trote chasquero

Varela, Wenceslao - 1974 - Nazarenas de hierro (cuentos criollos)

Varela, Wenceslao - 1978 - Diez años sobre el recao

Varela, Wenceslao - 1989 - 10 años sobre el recao (con prólogo de Julio C. Da Rosa)

Varela, Wenceslao - 2015 - Diez años sobre el recao (con prólogo de Abel Soria)

Varela, Wenceslao - Candiles

Varela, Wenceslao y Rodríguez Castillos, Osiris - Dos poetas orientales

Varela, Wenceslao-Soria, Abel-Durante García, Julio - 1989 - Boleadoras de piedra

Vargas Llosa, Mario - Lituma en los Andes

Varios - Versos y canciones populares

Varios autores - 1972 - Bajo el alero

Varios autores - 1986 - Al rescoldo de un verso (Selección de Carlos Gioia)

Vega, Carlos - Las danzas populares argentinas

Vega, Carlos-Eisestein, Silvia - 2015 - Danzas y canciones argentinas

Velásquez, Marcos - 1968 - Nuestro homenaje a Marcos Velasquez

Vidal, Raúl - 1950 - Danzas Nativas

Vidas Ejemplares - San Miguel Garikoitz (En formato comic)

Viglietti, Cédar - 1955 - El clinudo

Viglietti, Cedar - 1968 - Folklore musical del Uruguay

Wikipedia - Artículo sobre EL PELAJE DEL CABALLO

Wimpi (Arthur García Nuñez) - 1976 - El fogón del viejo Varela

Wimpi (Arthur García Núñez) - 1976 - El gusano loco

Yupanqui, Atahualpa - Cancionero

Yupanqui, Atahualpa - Con permiso viá dentrar (artículo Revista Crisis 1975)

Yupanqui, Atahualpa - El canto del viento

Zeballos, Estanislao - 1889 - Painé y la dinastía de los zorros

Zitarrosa, Alfredo - 1989 - Por si el recuerdo (doce cuentos)

Zorrilla de San Martín, Juan - Tabaré


Sete sílabas de terra vermelha (Paulo Bentancur)

  Montado em sete sílabas, Jayme Caetano Braun (1994 – 1999) não descuida um verso sequer o generoso horizonte da lírica repentista. O seu ...