Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de setembro de 2019

12 Pessoas (Mariló García Martín / El País)


Seis tipos de pessoas que podem nos beneficiar mais
Elena Cedillo
Pessoas motivadas

São comprometidas e ativas. Estabelecem metas, perseveram, são entusiasmadas e geralmente não se deixam paralisar pelo medo. São o espelho no qual deveriam refletir-se os que se fustigam com cada erro que cometem, pois as pessoas motivadas lembram que um erro é uma experiência de crescimento e aprendizagem.

Pessoas inspiradoras

Assumiram as rédeas de suas vidas, mudaram o que não queriam ou mostraram uma grande capacidade de superação em circunstâncias específicas. Têm uma atitude constante de perseverança e acreditam em si mesmas e em suas possibilidades. As pessoas inspiradoras nos mostram que não devemos parar de lutar, que nunca é tarde para criar propósitos e perseguir objetivos.

Pessoas positivas

Elas nos ajudam a perceber o lado bom das coisas, a correr riscos, a alcançar uma solução satisfatória dos problemas. Pessoas positivas nos fazem acreditar em nossas possibilidades, assumir a responsabilidade por nossas vidas e sorrir mais. E o sorriso tem um poder inegável.

Pessoas abertas

Estão razoavelmente livres de preconceitos e sempre dispostas a ouvir diferentes critérios e opiniões, mesmo que não correspondam a seus pontos de vista. Empatizam mais com os outros e não têm tanto medo de mudar. Aceitam melhor as críticas (e isso é muito importante porque seu efeito é muito mais potente do que a adulação) e vivem de maneira mais despreocupada com o que os outros pensam delas. Pessoas abertas nos darão mais flexibilidade, nos ensinarão a ter mais diálogo, a aceitar melhor as críticas e a manter maior equilíbrio emocional.

Pessoas apaixonadas

Vivem com entusiasmo, aproveitam cada momento e investem tempo naquilo que realmente as apaixona. Sua alta motivação é um mecanismo poderoso. Pessoas apaixonadas nos ensinam uma grande lição: "Se você encontrar a sua verdadeira paixão, nunca haverá falta de motivação".

Pessoas agradecidas

Nós tendemos a nos concentrar mais naquilo em que não estamos satisfeitos, em vez de focar nas coisas boas que constantemente acontecem conosco. Aumentar a gratidão ou estar com pessoas agradecidas aumentará nosso bem-estar emocional, nos situará em nosso presente e nos manterá afastados da queixa inútil.

Seis tipos de pessoas que devemos tentar evitar
Valeria Sabater

Pessoas que se queixam

Quem vive em uma espiral de reclamações constantes tem um problema para cada solução, e fazer da reclamação seu modo de vida geralmente envolve a criação de cativos: eles nos procuram para desabafar ou nos tornar o motivo de suas reclamações. É melhor fazê-los ver que, com seu comportamento derrotista, não resolvem nem ganham nada. Se não mudarem, não devemos nos deixar contagiar por sua atitude nem dar valor a seus comentários negativos.

Pessoas invejosas

No momento em que alguém experimenta a inveja se percebe como inferior ou como perdedor, e isso não apenas gera frustração, mas também produz algo muito perigoso, a raiva. De fato, até mesmo isso que chamamos de "inveja saudável" esconde o desejo por algo que não se possui e isso pode moldar situações incômodas, nas quais se perde a confiança em nossos relacionamentos. A admiração sempre será melhor que a inveja. Quem te inveja, não te ama nem te respeita.

Pessoas que fazem fofoca

Estão sempre mais preocupados com o que os outros fazem do que com a responsabilidade por si mesmas. Têm um tipo de personalidade que é muito daninha no local de trabalho porque intoxica o ambiente, cria problemas onde não há e dificulta a produtividade. Não caia nesse jogo. A fofoca morre quando atinge o ouvido inteligente que decide parar esse boato ou mexerico. Esse tipo de pessoa gosta de entrar nesses jogos porque adquire poder. Portanto, é melhor não dar valor às fofocas e menos ainda ao fofoqueiro.

Pessoas que se sentem culpadas

Usam a vitimização como uma estratégia manipuladora, um detalhe que deve ser levado em consideração porque pode ser uma faca de dois gumes. Por se mostrarem deprimidas (há as que estão e não se nota) e arrastando o peso da culpa em suas costas, estão na realidade usando uma afiada manipulação emocional. São pessoas que estão sempre pedindo perdão e costumam ser submissas para obter benefícios.

Pessoas agressivas

Carecem de empatia, são autoritárias, usam a comunicação violenta e priorizam de modo exclusivo suas necessidades e direitos. Viver com esse tipo de personalidade pode erodir gravemente nossa autoestima, e não podemos ignorar que estamos enfrentando um tipo de abuso. A melhor coisa nesses casos é manter distância. Viver com alguém agressivo, seja na família ou no trabalho, deixa sérias sequelas em todos os níveis.

Pessoas psicopatas

Há um dado interessante: as pessoas com comportamento psicopata têm maior probabilidade de se candidatar a cargos de gerência ou poder. A explicação é que sua personalidade agressiva, sua falta de empatia ou a capacidade de manipular usando seu charme para obter objetivos são características exigidas em certas categorias de trabalho. Esse tipo de perfil tende a contornar a legalidade ou o permitido para obter benefícios. Diante do psicopata, é melhor estabelecer limites, deixar claras as consequências de suas ações e, acima de tudo, nunca ceder.

Acesso: 07 setembro 2019

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Você nunca vai agradar a todos (Francesc Miralles/El País)



Você nunca vai agradar a todos. Aprenda a não ligar para isso


7 ABR 2019

A verdadeira liberdade pode residir em conseguir ser feliz sem precisar da aprovação alheia

UM DOS LIVROS mais populares dos últimos anos no Japão reúne as conversas entre um jovem insatisfeito e um filósofo que lhe ensina, entre outras questões, a arte de não agradar aos outros. É um tema sensível numa cultura tão complacente como a nipônica, mas este compêndio de conversações entrou também nas listas de mais vendidos dos Estados Unidos, e no Brasil foi publicado como A Coragem de Não Agradar (Sextante).

O mestre é Ichiro Kishimi, especialista em filosofia ocidental e tradutor de Alfred Adler, um dos três gigantes da psicologia junto com Freud e Jung. E é justamente o pensamento de Adler que articula o diálogo com o jovem Fumitake Koga sobre como se emancipar da opinião alheia sem se sentir marginalizado por causa disso.

O debate socrático que eles mantêm ao longo das mais de 260 páginas do livro parte dessa ideia central: todos os problemas têm a ver com as relações interpessoais. Nas palavras do próprio Adler, “se as pessoas querem se livrar dos seus problemas, a única coisa que pode fazer é viver sozinhas no universo”. Como isso é impossível, sofremos por alguma destas razões ao nos relacionarmos com os outros:

- Sentimos um complexo de inferioridade em relação a quem “tenha conseguido mais” do que nós.

- Sentimo-nos injustamente tratados por pessoas que amamos ou ajudamos e que não nos correspondem como esperamos.

- Tentamos desesperadamente agradar os outros para obtermos sua aprovação.

Este último ponto se transformou em um vício generalizado. Podemos vê-lo claramente nas redes sociais, onde publicamos posts procurando a aprovação dos outros na forma de curtidas e comentários. Quando uma foto ou uma reflexão importante para nós obtém poucas reações, podemos chegar a nos sentir ignorados. 

Também nas relações analógicas, muitos problemas interpessoais têm a mesma origem: não recebemos do outro o que acreditamos merecer. O fato de não nos agradecerem suficientemente por alguma delicadeza que fizemos, por exemplo, pode desatar o ressentimento e esfriar uma amizade.


Sob este desejo de concessões há uma ânsia de reconhecimento. Se o outro me agradecer, se apreciar o meu trabalho, se corresponder ao meu favor com um ato amável, então me sentirei reconhecido. Se isso não acontecer, interpreto como se eu não tivesse feito nada, como se não existisse para o outro. Essa visão é um poderoso gerador de problemas, já que as relações nunca são totalmente simétricas. Há pessoas que desfrutam dando, e outras que transmitem a impressão, mesmo que incorreta, de que não querem receber nada. Isso provoca muitos mal-entendidos, somado ao fato de que cada indivíduo tem uma forma diferente de expressar seu amor e gratidão. Há pessoas que verbalizam de maneira imediata e direta o que sentem por nós, e outras que nos apreciam igualmente, mas têm menos facilidade para expressar amor, ou o fazem de forma diferida, quando encontram o momento e lugar adequados.

Todas as opções são corretas, sempre que nos liberemos da ânsia por encontrar uma compensação imediata e equitativa, como em um comércio no qual será preciso receber imediatamente pela mercadoria entregue.

Conforme afirma o professor Ichiro Kishimi, “quando uma relação interpessoal se alicerça na recompensa, há uma sensação interna que diz: ‘Eu lhe dei isto, então você tem que me devolver aquilo’”, o que é uma fonte inesgotável de conflitos.

Porque, além das diferentes maneiras de expressar afeto, encontraremos pessoas que simplesmente não nos entendem ou inclusive não gostam de nós. Fazer um drama por causa disso transformará nosso dia a dia em um terreno fértil para os desgostos. 

A verdadeira liberdade inclui não nos importarmos com o fato de algumas pessoas não irem com a nossa cara, porque estatisticamente é impossível agradar a todos. Deixar de nos preocupar com o que os outros acham de nós, especialmente os que não nos entendem, é o caminho para a serenidade.

“Quando desejamos tão intensamente que nos reconheçam, vivemos para satisfazer as expectativas dos outros”, afirma Ichiro Kishimi, e com isso já deixamos de ser livres.

Não exigir contrapartidas e se permitir viver à sua maneira, dando-se inclusive o direito de não agradar, é algo que traz liberdade, paz mental e, afinal, melhores relações com demais.
Francesc Miralles é escritor e jornalista experiente em psicologia.



Autor da Imagem: Gorka Olmo

Acesso: 12/04/2019

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Não se vitimize, esse é o maior erro do processo de mudança psicológica (Dr. Cristiano Nabuco)


 Após três décadas de trabalho como profissional da psicoterapia, inevitavelmente se aprende bastante a respeito do sofrimento humano. Estar tão próximo de pessoas que chegam em diferentes estágios de aflição emocional, faz com que um olhar mais atento possa revelar aspectos importantes daqueles que são, continuadamente, assolados pelas mazelas da vida, tão comum a todos, não respeitando idade nem condição social.

Eu e você, portanto, fazemos parte desse grupo.

Assim sendo, uma coisa é certa: independentemente de seu grau de instrução ou fase da sua vida, você terá que manejar as marolas afetivas que lhe atingem a todo momento. E, dependendo da maneira que você se posicionar diante desse sofrimento, seguramente, ele poderá ser suavizado e, em muitos casos, abreviado.

Sim, é exatamente isso que você entendeu.

De acordo com sua destreza pessoal, transitar pelos sentimentos ruins é algo que também pode ser aprendido e, caso você ainda não saiba, é exatamente isso que fazemos em uma boa psicoterapia: ajudar as pessoas de maneira técnica e efetiva no desenvolvimento de várias formas de resiliência psicológica e na criação de habilidades de enfrentamento.

A aflição psicológica se apresenta, normalmente, nestes níveis bastante claros:

O primeiro diz respeito àquelas condições em que as pessoas se queixam das situações da vida como as grandes causadoras de seu sofrimento pessoal. Ou seja, muitos, ao analisarem retrospectivamente, se descrevem como vítimas de sua existência. Assim sendo, semelhante a uma criança que, ao tentar sair do berço, por exemplo, assume condutas arriscadas – dada sua pouca maturidade, e acaba caindo, faz do “berço” o maior “responsável” pela sua angústia. Vou lhe dizer então, que grande parte dos pacientes assim se descrevem, ao se sentarem à minha frente no começo de uma psicoterapia, pois, ainda com uma compreensão limitada, responsabilizam terceiros como os verdadeiros causadores de seu infortúnio particular.

Para florescer a sua personalidade, pare de se vitimizar diante das situações.

Nesse estágio, é como se as outras pessoas – e não elas mesmas – fossem colocadas como as verdadeiras responsáveis por favorecer (ou atravancar) a realização pessoal. E, obviamente, ao procedermos assim, entregamos aos outros a incumbência de nos oferecer as verdadeiras possibilidades de transformação – o que, diga-se de passagem, não é lá muito correto.
Evidentemente que uma parte de nós já vivenciou situações muitas vezes devastadoras ao longo de seu desenvolvimento e que, de fato, muitos dos problemas foram causados por algo externo e instável como uma doença, morte, acidente, entretanto, devo dizer que as causas incontroláveis não são, muitas vezes, uma maioria.

A grande parte padece, e ainda assim, insiste em culpabilizar os outros por sua dor. E o pior: permanecem vivendo dessa maneira, não apenas enquanto os fatos ocorreram, mas, em muitas situações, por toda uma vida, o que colabora para que se tornem amarguradas e melancólicas por longos períodos de tempo, comprometendo seriamente suas possibilidades de transformação.
Eu sei, há muitas pessoas, realmente, que são bastante tóxicas e, portanto, devem por nós serem evitadas. Entretanto, tenha em mente: quando lidamos com a natureza humana, estamos, na verdade, nos relacionando muito mais com as limitações dos outros do que com suas habilidades. As pessoas, assim, expressam muito mais suas incompetências do que suas aptidões e, portanto, nosso sofrimento ocorre, grande parte das vezes, por que nossas expectativas não são preenchidas, fazendo do desencantamento uma engrenagem central em nosso drama pessoal.

Esperamos ser bem tratados e não somos. Esperamos receber carinho e atenção e, na verdade, isso não corre. Desta forma, igual à criança que caiu do berço e culpa o berço, em muitos casos a transgressão é imputada ao outro por não conseguir responder a nossas necessidades. Sou infeliz, porque meu pai não me dá atenção ou porque meu chefe não percebe meus esforços, por exemplo. E, assim, ficamos magoados (bravos e tristes sejam as palavras corretas), limitando nossa capacidade de reação por décadas.

A saída, obviamente, existe e, se assim não fosse, estaríamos fadados ao sofrimento perene.

Primeiro passo para a mudança interna

Assim, vai minha dica: tente olhar um pouco mais adiante ou, se você preferir, compreenda um pouco melhor a raiz do comportamento dos outros que tanto o frustra. Devo dizer que isso é algo bem simples, embora não muito agradável de ser feito por nós.

Sabe por quê? Pois raciocinamos da seguinte maneira: “Sofremos e ainda temos, de quebra, que tentar compreender o outro?” Sim, e esse é o primeiro passo para um trânsito eficaz de mudança psicológica interna, o desenvolvimento de uma autêntica empatia.

Veja só, a pessoa que não lhe dá atenção, possivelmente, nunca recebeu atenção de seus familiares em sua vida pregressa. Ou seja, nunca aprendeu a ser bem tratada e, portanto, não consegue passar adiante qualquer afetividade, por menor que ela seja.

Lembre-se: apenas podemos dar aquilo que um dia nos lembramos de ter recebido. Portanto, se não há registros, esqueça, simplesmente o determinado gesto não virá. Isso não quer dizer que tenhamos que aceitar incondicionalmente as limitações dos outros, entretanto, tente deixar de sentir o mau tratamento que nos é dirigido como algo pessoal.

Quando colocamos o comportamento do outro em perspectiva, não aceitamos mais o que o outro nos faça de mal e, dessa maneira, começamos a adentrar em um segundo estágio da mudança que é o de compreender que, na realidade, somos todos sobreviventes (nós e os outros) das situações que passamos e que, na ocasião, muito pouco tínhamos a fazer, dado nosso pouco grau de maturidade. Por alguma razão, lá estávamos todos e agora, independentemente dos fatos, fizemos o que julgávamos ser correto e, assim, temos que seguir adiante e olhar para frente.

Esse prelúdio de tomada de consciência é o prelúdio de grandes mudanças pessoais. Quando começamos a ver todas essas implicações na teia de reações emocionais às quais estamos presos, começamos a depender menos dos outros e mais de nós mesmos, o que é, diga-se de passagem, extremamente libertador.

Assim, ao não darmos mais ao outro a possibilidade de nos controlar, não mais nos sentimos vítimas do meio ambiente e nossas aflições começam a diminuir exponencialmente.

Adentramos, então, no último estágio de mudança psicológica humana que nos coloca não mais como vítimas ou como sobrevivente, mas como os reais protagonistas de nossa existência.

Quando finalmente começamos a compreender isso, um grande salto é dado no sentido de começarmos a nos debruçar sobre nossas limitações pessoais e, portanto, podemos caminhar a passos largos em direção a uma autêntica mudança psicológica interna.

O tema precisaria ser mais discutido, mas acredito que você já entendeu o que estou tentando lhe dizer. Acho que você consegue continuar daqui sozinho...

E, para finalizar, eu lhe lanço uma pergunta final:

Você algum dia já parou para pensar o que (ainda) está fazendo para atrapalhar a sua realização?

O processo de mudança psicológica está em suas mãos e eu creio piamente que você já tem o bastante para, finalmente, poder alçar o seu voo, não tem?


Acesso em 07/02/2018

Sete sílabas de terra vermelha (Paulo Bentancur)

  Montado em sete sílabas, Jayme Caetano Braun (1994 – 1999) não descuida um verso sequer o generoso horizonte da lírica repentista. O seu ...