sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Vida pessoal (Maria Ribeiro)

 Acho “vida pessoal” a expressão mais maravilhosa/horrível do mundo. Existe termo mais redundante? E mais maltratado?

(…) Até porque, pro mal e pro bem, somos todos muito mais parecidos e previsíveis do que gostaríamos.



Capa: Angelo Bottino

Fonte: Ribeiro, Maria. Eu e ela. Rio de Janeiro: Mapa Lab, 2023

domingo, 3 de dezembro de 2023

Pós-F


Ignorância, consciência e Deus
Em tudo, a grande maldade é a ignorância. E, sem sombra de dúvidas, concretamente, a ignorância é proposital.
Esses conflitos todos da luta dos sexos, esses conflitos da luta entre homem e mulher, ainda sim poderiam ser evitados se tivéssemos uma consciência muito mais sofisticada, tanto da psicanálise quanto espiritual. Não por meio do que pregam as religiões, mas da noção de que somos de fato todos iguais. Porque somos manifestações únicas de um jogo lindo de consciência, quer você chame de Deus ou não. Mas isso não interessa. Não seria rentável pensar assim. E tudo o que não interessa é o tempo inteiro descartado ou considerado balela. E os discursos que são muito mais lucrativos e que são considerados mais interessantes, eles surgem e sempre apresentam uma grande briga, seja entre os sexos, ou mesmo entre religiões.

Mediocridade
Dizem que a mediocridade é a atuação do ser. Não é o ser em si. É quando você se descola; é Brecht, você atuando em cima do personagem.

Melhor lugar
Cada dia que passa, e há muito, sei que o melhor lugar em que posso estar é em mim. Essa é uma lição que aprendi que deixo com muito amor, neste livro, e todas as vezes em que dou entrevistas: tenham autoestima. Espero que eu possa inspirar meninas, mulheres, e também meninos, homens, a habitarem em si, jamais no outro. Com o(a) outro(a) nós exercitamos inúmeros estágios do crescimento. Aprendemos mesmo quando erramos. Mas somente você estará o tempo inteiro aí, seja na festa, no esplendor de grandes ocasiões, nas dores, principalmente nas dores…

Culpa
Tem um livro, Culpa, que me recorda bastante você: O pequeno príncipe. É lá que está escrito que nós nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos.



Capa: Victor Burton

Fonte: Young, Fernanda. Pós-F: para além do masculino e do feminino. Rio de Janeiro: LeYa, 2018.


sábado, 2 de dezembro de 2023

Preço do Jornal O Povo (Gianni Carta)

 

O Povo (160 edições, set/1838-maio/1840), periódico quinzenal e oficial da República Rio-Grandense tinha um número reduzido de leitores, uma vez que o índice de alfabetização do Rio Grande do Sul era de cerca de 20% apenas dos seus 150 mil habitantes.

Um exemplar de 4 páginas custava 80 réis, e a assinatura semestral, 4 mil réis, o preço de dois cavalos.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

Baiocco (Gianni Carta)

 

Alexandre Dumas promoveu Garibaldi via L’Independente de 1860 a 1864. Em um folheto que circulou em 4 de julho de 1860, anunciou que os principais artigos e notícias do novo periódico seriam impressos em italiano. Os folhetins de Dumas, sua correspondência com os leitores e outros artigos variados seriam impressos em francês. O jornal seria publicado quando tivesse 6 mil assinantes; 150 exemplares do jornal seriam vendidos nas ruas.

Uma assinatura por três meses custava dois ducados, e o preço na rua era de quatro baioccos – moedas usadas nos Estados Pontificais e no Reino dos Bourbon; na época, um baiocco correspondia a 0,001 lira.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

“4 tipos” de gaúchos por Sarmiento


Ao falar sobre os quatro tipos de gaúcho que identifica, Sarmiento dá a entender que alguns deles merecem respeito por parte das pessoas “civilizadas” das cidades.

Rastreador: “extraordinário”, o “mais conspícuo” de todos os gaúchos. Seus olhos conseguem detectar os traços “imperceptíveis” deixados por ladrões em qualquer tipo de superfície.

Cantor: é um bardo, um trovador da Idade Média. A lavra poética do bardo é indispensável para o registro da semovente história oral. Os “cantores” poetizam sobre “os confrontos das cidades e o feudalismo dos campos”.

Vaqueano: categoria dos gaúchos em quem não se podia confiar inteiramente, porque ele nem sempre era cumpridor de seus “deveres”. No entanto, reconhece que o vaqueano é “o único mapa que um general lava para guiar seus movimentos em uma campanha; a sorte de um exército, o sucesso em uma batalha, a conquista de uma província, tudo depende dele”.

Malo: o pior tipo de criminoso. Era um “fora da lei”, o “intruso”, o “misantropo”. O gaúcho malo vivia à parte da sociedade. Não respeitava leis e tinha aversão inerente à população branca majoritária. Sarmiento descreve os malos como fumantes e beberrões que capturavam o coração das jovens, devolvendo-as aos camponeses, seus pais, pouco antes do fim de uma festa ou outras reuniões do tipo.

(Adaptado)



Capa: David Amiel
sobre pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840

Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Bonpland y yerba (Valeria Trápaga)

 



En 1817, invitado por Rivadavia, se instala en Argentina Aimé Bonpland (1773-1858), naturalista francés apasionado por las ciencias naturales, que junto con Alexander von Humboldt había efectuado un viaje exploratorio a América en el cual obtuvieron datos zoológicos, botánicos, mineralógicos, geográficos, paleontológicos y astronómicos. Bonpland, incitado por Francisco Ramírez, en 1820 se estabelece en Misiones, donde funda la colonia Santa Ana y lleva a cabo los primeros estudios científicos sobre la yerba mate, gracias a los cuales se revela la verdadera importancia del cultivo.

Decidió entonces hacer plantaciones con la ayuda de los nativos y fue él quien logró descubrir el secreto de la germinación. Advertido de su potencialidad económica se propuso desarrollar la explotación yerbatera. Pero en aquel momento la comercialización de la yerba mate era un monopolio del Paraguay y, como la colonia fue establecida sin permiso del gobierno paraguayo, el dictador supremo José Gaspar Rodríguez de Francia, temiendo la competencia, manda quemar los pueblos jesuíticos de la costa del Paraná y Misiones se convierte en un desierto. También ordena detener a Bonpland, lo interna en Santa María de la Fe durante diez años y dispersa a los indios que trabajaban a su lado.

Fonte: Trápaga, Valeria. El mate en cuerpo y alma. Buenos Aires: Ediciones Larivière, 2020, p. 35/36.

Disponível: https://www.abebooks.com/servlet/BookDetailsPL?bi=31624366325&cm_ven=sws&cm_cat=sws&cm_pla=sws&cm_ite=31624366325&clickid=yZzUaC3tnxyPTWsXFdRED1i%3AUkFW%3AV2OZ2FC140&cm_mmc=aff-_-ir-_-353196-_-77798&ref=imprad353196&afn_sr=impact&ref_=aff_ir_353196_77798

Livro “O Balanço da Mata Norte – Batuque Rural na Bateria” (Rafael dos Santos, 2026)

  Batuque Rural na Bateria   Fonte:  https://viasabertas.com.br/nossos-trabalhos/livro-o-balanco-da-mata-norte-batuque-rural-na-bateria-2026...