quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
terça-feira, 9 de janeiro de 2024
Espaço e escolhas (Fefe Resende)
A tela pode ser o que a gente faz dela. Bem-estar digital tem a ver com escolhas! E é muito possível pensar, compartilhar truques e técnicas, experimentar exercícios no próprio dia a dia e seguir tentando estabelecer um bom relacionamento da gente com o nosso tempo, com os nossos valores e importâncias (…)
Organizar nossos próprios limites é um fundamento de fazer boas escolhas. A psiquiatra americana Pooja Lakshmin diz que um caminho pra conseguir é se ligar nos ‘nãos’ que a gente precisa sustentar para abraçar os nossos ‘sims’:
“É importante sempre voltar para uma posição de autoavaliação e reflexão: autocuidado de verdade envolve criar espaço para você – seus pensamentos, seus sentimentos e suas prioridades na vida. Estabelecer limites é a maneira de recuperar seu tempo, sua energia e sua atenção.”
Capa: Angelo Bottino
Fonte: Resende, Fefe. Gente > internet. Rio de Janeiro: Mapa Lab, 2023, p. 15/16
sexta-feira, 5 de janeiro de 2024
Vida pessoal (Maria Ribeiro)
Acho “vida pessoal” a expressão mais maravilhosa/horrível do mundo. Existe termo mais redundante? E mais maltratado?
(…) Até porque, pro mal e pro bem, somos todos muito mais parecidos e previsíveis do que gostaríamos.
Capa: Angelo Bottino
Fonte: Ribeiro, Maria. Eu e ela. Rio de Janeiro: Mapa Lab, 2023
sábado, 23 de dezembro de 2023
domingo, 3 de dezembro de 2023
Pós-F
Em tudo, a grande maldade é a ignorância. E, sem sombra de dúvidas, concretamente, a ignorância é proposital.
Esses conflitos todos da luta dos sexos, esses conflitos da luta entre homem e mulher, ainda sim poderiam ser evitados se tivéssemos uma consciência muito mais sofisticada, tanto da psicanálise quanto espiritual. Não por meio do que pregam as religiões, mas da noção de que somos de fato todos iguais. Porque somos manifestações únicas de um jogo lindo de consciência, quer você chame de Deus ou não. Mas isso não interessa. Não seria rentável pensar assim. E tudo o que não interessa é o tempo inteiro descartado ou considerado balela. E os discursos que são muito mais lucrativos e que são considerados mais interessantes, eles surgem e sempre apresentam uma grande briga, seja entre os sexos, ou mesmo entre religiões.
Mediocridade
Dizem que a mediocridade é a atuação do ser. Não é o ser em si. É quando você se descola; é Brecht, você atuando em cima do personagem.
Melhor lugar
Cada dia que passa, e há muito, sei que o melhor lugar em que posso estar é em mim. Essa é uma lição que aprendi que deixo com muito amor, neste livro, e todas as vezes em que dou entrevistas: tenham autoestima. Espero que eu possa inspirar meninas, mulheres, e também meninos, homens, a habitarem em si, jamais no outro. Com o(a) outro(a) nós exercitamos inúmeros estágios do crescimento. Aprendemos mesmo quando erramos. Mas somente você estará o tempo inteiro aí, seja na festa, no esplendor de grandes ocasiões, nas dores, principalmente nas dores…
Culpa
Tem um livro, Culpa, que me recorda bastante você: O pequeno príncipe. É lá que está escrito que nós nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos.
Capa: Victor Burton
Fonte: Young, Fernanda. Pós-F: para além do masculino e do feminino. Rio de Janeiro: LeYa, 2018.
sábado, 2 de dezembro de 2023
Preço do Jornal O Povo (Gianni Carta)
O Povo (160 edições, set/1838-maio/1840), periódico quinzenal e oficial da República Rio-Grandense tinha um número reduzido de leitores, uma vez que o índice de alfabetização do Rio Grande do Sul era de cerca de 20% apenas dos seus 150 mil habitantes.
Um exemplar de 4 páginas custava 80 réis, e a assinatura semestral, 4 mil réis, o preço de dois cavalos.
(Adaptado)
Capa:
David
Amiel
sobre
pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo
Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840
Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.
Baiocco (Gianni Carta)
Alexandre Dumas promoveu Garibaldi via L’Independente de 1860 a 1864. Em um folheto que circulou em 4 de julho de 1860, anunciou que os principais artigos e notícias do novo periódico seriam impressos em italiano. Os folhetins de Dumas, sua correspondência com os leitores e outros artigos variados seriam impressos em francês. O jornal seria publicado quando tivesse 6 mil assinantes; 150 exemplares do jornal seriam vendidos nas ruas.
Uma assinatura por três meses custava dois ducados, e o preço na rua era de quatro baioccos – moedas usadas nos Estados Pontificais e no Reino dos Bourbon; na época, um baiocco correspondia a 0,001 lira.
(Adaptado)
Capa:
David
Amiel
sobre
pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo
Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840
Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.
“4 tipos” de gaúchos por Sarmiento
Ao falar sobre os quatro tipos de gaúcho que identifica, Sarmiento dá a entender que alguns deles merecem respeito por parte das pessoas “civilizadas” das cidades.
Rastreador: “extraordinário”, o “mais conspícuo” de todos os gaúchos. Seus olhos conseguem detectar os traços “imperceptíveis” deixados por ladrões em qualquer tipo de superfície.
Cantor: é um bardo, um trovador da Idade Média. A lavra poética do bardo é indispensável para o registro da semovente história oral. Os “cantores” poetizam sobre “os confrontos das cidades e o feudalismo dos campos”.
Vaqueano: categoria dos gaúchos em quem não se podia confiar inteiramente, porque ele nem sempre era cumpridor de seus “deveres”. No entanto, reconhece que o vaqueano é “o único mapa que um general lava para guiar seus movimentos em uma campanha; a sorte de um exército, o sucesso em uma batalha, a conquista de uma província, tudo depende dele”.
Malo: o pior tipo de criminoso. Era um “fora da lei”, o “intruso”, o “misantropo”. O gaúcho malo vivia à parte da sociedade. Não respeitava leis e tinha aversão inerente à população branca majoritária. Sarmiento descreve os malos como fumantes e beberrões que capturavam o coração das jovens, devolvendo-as aos camponeses, seus pais, pouco antes do fim de uma festa ou outras reuniões do tipo.
(Adaptado)
Capa:
David
Amiel
sobre
pintura de Giuseppe Garibaldi a cavalo, óleo sobre tela de Filippo
Palizzi, 1851, e mapa da América do Sul por Jeremiah Greenleaf, 1840
Fonte: Carta, Gianni. Garibaldi na América do Sul: o mito do gaúcho. Tradução: Flávio Aguiar e Magda Lopes. 1ª de. São Paulo, Boitempo, 2013, ebook.
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
Sete sílabas de terra vermelha (Paulo Bentancur)
Montado em sete sílabas, Jayme Caetano Braun (1994 – 1999) não descuida um verso sequer o generoso horizonte da lírica repentista. O seu ...
-
Temporariamente afastado da atividade artística, por causa da saúde abalada, nem por isso o cantor missioneiro Cenair Maicá...
-
Natural de Vila Teixeira, 7º Distrito de Passo Fundo, hoje município de Tapejara, Jesus Algacir Costa é um dos mais completos artistas...


