sábado, 30 de junho de 2018

Dedicação e Comprometimento (Aragonê Fernandes)



"Independentemente do cargo que se ocupa, demonstrar compromisso é essencial. Não se deve usar os cargos como um mero instrumento para subir na vida. Devemos valorizar e dar o melhor de nós em cada etapa". Além disso, serenidade e inteligência emocional são fundamentais. O estudo deve ser visto como uma ferramenta temporária para que a gente alcance objetivos perenes".

Aragonê Fernandes, de 36 anos, que atualmente ocupa o cargo de juiz substituto do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), já passou em 10 concursos. Foto: Arquivo pessoal

Acesso: 01/04/2016

Ditado do Aproveitador

"Ninguém compra uma vaca se pode tirar o leite de graça."


O Valor das Coisas (Luiz Coronel)

O valor das coisas é a afeição que se tem por elas. 

Quem não sabe disso compra tudo, mas nunca tem nada.


Fonte: Luiz Coronel, O Cachorro Azul, p. 121

Homens (José Luiz Prévidi)



Tempos difíceis criam homens fortes.
Homens fortes criam tempos fáceis.
Tempos fáceis criam homens fracos.
Homens fracos criam tempos difíceis.

Acesso: 23.03 2018

Bela parábola. Tudo parecidinho com o que ocorre nalguns lugares no setor público



"Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.

A formiga era produtiva e feliz.

O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial... A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada,

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida."

Autor desconhecido


Acesso: 30.06.2018

O tempo e o vento - 9 notas


1 - A nossa moralidade é quase toda feita de medo.

2 - Fale-se no mau e apronte-se o pau.

3 - Todos nós, em maior ou menor grau, somos uns farsantes, uns dissimuladores. Procuramos mostrar ao mundo as nossas mais belas máscaras, em vez da nossa face natural.

4 - (...)quem fala a verdade não merece castigo, e mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.

5 - Porque o amor está mais perto do ódio do que a gente realmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença...

6 - Precisamos aprender a viver melhor com nossas próprias contradições, com as dos outros e com as da vida.

7 - A neutralidade é impossível.

8 - Se a transação lhe for financeiramente vantajosa, o homem de negócios será capaz defender ao pior inimigo a arma com que este amanhã o poderá matar.

9 - Em certos momentos, chegamos a ter até um certo orgulho de nossas tristezas e infelicidades, e usamos essas "desgraças" para comover os outros e arrancar deles piedade ou amor.

1 O Arquipélago V. III, O cavalo e o Obelisco, cap 9
2 O Arquipélago V. III, O cavalo e o obelisco, cap. 16
3 O Arquipélago V. III, Caderno de pauta simples, cap. 1
4 O Arquipélago V. III, Caderno de pauta simples, cap. 5
5 Encruzilhada, 17, p. 436
6/8 O Arquipélago V. III, Caderno de pauta simples, p. 305
 9 O Arquipélago V. III, Do diário de Sílvia, p. 310
Fonte: Verissimo, Erico, 1905-1975. O tempo e o vento. Companhia das Letras, 2004





A Arte de Conviver com as Diferenças (Kélen Kosloski)


A Arte de Conviver com as Diferenças
 Kélen Kosloski
O ambiente de trabalho é onde as pessoas passam a maior parte do seu dia e, geralmente, não cabe a nós a escolha com quem iremos trabalhar. Cada ser humano é único, com emoções, histórias, experiências e modelos sociais que influenciam a sua maneira de ser e de viver.
Sendo assim, precisamos aprender a conviver com os diferentes comportamentos, tipos de humor, ideologias, formas de comunicação, ritmos de trabalho, e muitas outras características que cada pessoa possui. Construir e manter bons relacionamentos não é apenas importante para a convivência entre colegas, mas em muitos casos pode contribuir significativamente para a sua permanência no emprego.
Na prática, não se espera que todos gostem de todos. Relacionamento interpessoal não é necessariamente amizade, e manter uma relação cordial com os demais membros da equipe é fundamental para não colocar em risco o clima e a produtividade organizacional. Conviver com as diferenças é um exercício a ser praticado diariamente e que exige habilidades como paciência, flexibilidade, humildade e, acima de tudo, respeito. Conflitos e desafetos existem em todos os lugares, porém não devem prejudicar o relacionamento profissional dos indivíduos.
Quando se trata de relações humanas é imprescindível sempre pensar antes de agir. Lembre-se que o fato de sentir-se incomodado com alguém diz mais sobre você do que sobre o outro.
Reflita se há alguma coisa que você pode fazer ou mudar em si mesmo para contornar a situação. Desenvolva-se enquanto pessoa e enquanto profissional e busque conviver mais com aqueles que você costuma ter resistência. Essa atitude ajuda a enxergar traços de personalidade às vezes invisíveis e, consequentemente, a entender determinados hábitos e atitudes dos outros. Invista tempo e disposição para aprender a conhecer os colegas. Num momento de conflito, esse conhecimento poderá auxiliar no entendimento do que pode estar por trás de determinadas ações e a escolher a melhor maneira de agir.
Sabemos que cada conflito em que nos envolvemos deve ser resolvido o mais breve possível para evitar maiores prejuízos, tanto para as pessoas quanto para a organização. E, independentemente dos motivos e particularidades de cada situação, nunca devemos levar a questão para o lado pessoal. Conversar pessoalmente e objetivamente com as pessoas envolvidas ajudará na reflexão do que isso está representando no dia a dia do trabalho e nas possíveis atitudes que poderão ser tomadas para resolver os problemas ou, pelo menos, para minimizar os danos.
Saber lidar com pessoas diferentes de nós é um desafio constante e fundamental para o crescimento de qualquer profissional. Os relacionamentos interpessoais possuem uma imensa complexidade, o que justifica o fato de as pessoas estarem buscando, cada vez mais, desenvolverem essa habilidade. Além disso, a qualidade das nossas relações influencia diretamente em nossa saúde física, mental e emocional. Não existe uma receita pronta para se relacionar com os outros, mas podemos melhorar a qualidade dos nossos relacionamentos através, principalmente, do autoconhecimento, da maturidade emocional e da capacidade de compreender e ser compreendido. As diferenças entre as pessoas existem e sempre existirão, e uma boa equipe de trabalho é composta por membros diferentes que se complementam para alcançar objetivos maiores.

Kélen Kosloski é proprietária da empresa Prospere

Acesso: 30/06/2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Pollyana Moça – Duas Notas (Eleanor H. Porter)



Existe tanta coisa incerta e é muito divertido a gente querer coisas e depois esperar que elas venham. Viver sabendo que a gente vai conseguir tudo o que deseja é tão monótono! (p. 136)

As pessoas não gostam de ouvir sermões (...) (p. 141)

Fonte: Pollyanna moça / Eleanor H. Porter. 2 ed. São Paulo: Martin Claret, 2008. Coleção a obra-prima de cada autor, 273.

domingo, 24 de junho de 2018

A’ MARGEM DO REGIONALISMO – JOÃO PINTO DA SILVA¹


O nosso regionalismo é fértil em conteurs e paizagistas. Seus reflectores fócam os assumptos, parcel’.adamente, por zonas, em episodios avulsos e fragmentarios. Ha situações e typos que se repetem, com frequencia. Pouco differem, de um livro a outro livro, os scenarios, a mise-en-scéne. E’ indisfarçavel, por isso mesmo, a monotonia que, ás vezes, de muitas de suas melhores paginas se evola.
Esse perpassar de identicos truques, em torno de personagens que quasi nada variam, dá, afinal, a impressão falsa de que o Rio Grande é pobre de aspectos physicos e moraes. Falta-nos, em verdade, um romance, uma novella, pelo menos, que apanhe, por exemplo, no seu raio de acção, mediante opportuna série de paineis retrospectivos, as varias faces da evolução da nossa vida rural, a physionomia typica do periodo de transição que atravessamos, iniciado logo após a revolução de 1893.
A fixação esthetica, - indirecta, portanto, - deste instante historico especial, de tão radicaes transformações, mostrar-nos-ia não gaúchos mais ou menos phantasmaticos e sim homens vivos, criaturas que a civilização mechanica tentou eliminar ou pôr á margem, sem o conseguir; porque o gaúcho se converteu, graças a um phenomeno surprehendente de plasticidade mental, em instrumento dynamico de progresso.
Certos autores, daqui e do Prata, descrevem o gaúcho á semelhança de materia inorganica, inassimilavel. E’ um erro, oriundo da contemplação excessiva do passado. Contra isso impõe-se um movimento de reacção. Há os inadaptaveis, certamente, mas esses são diminuta minoria.
O que o homem dos nossos campos, tanto o estancieiro quanto o mais humilde trabalhador rural, offerece de impressionante a qualquer observador meticuloso, é justamente a sua capacidade de renovação, a presteza da sua activa e intelligente adaptação ás exigencias novas da vida.
Poucas industrias já soffreram, aqui, tão largas modificações como a pastoril. Sob a suggestão do exemplo de dois ou tres extrangeiros corajosos, fizeram-se os gaúchos, elles proprios, sem relutancia, orgãos propulsores da implantação de todos os methodos modernos de criação e pastoreio.
Affeitos á evocação do gaúcho anterior á estrada de ferro, ao Ford e á introducção do Hereford e do Durban, para a cruza dos rebanhos creoulos, não comprehendemos, por via de regra, a mutação. E só vislumbramos destroços, precisamente onde se forjam e articulam os materiaes do nosso rejuvenescimento.
O homem que alguns dos nossos regionalistas surprehendem, decepcionados, no interior, a guiar, com pericia, um automovel, a marcar o gado com o auxilio do bréte, a estabular reproductores de puro sangue, a expedir novilhos, tranquillamente, em vagões ferro-viarios, para as xarqueadas e os frigorificos, está por certo bem longe do typo lendario que a imaginação delles, imaginação poetica e, em geral, livresca, idealizava.
Póde não ser o seu gaúcho, mas é o gaúcho, com as linhas psychologicas raciaes intactas.
Não é o xiripá, não é a indumentaria o essencial á sua caracterização, como o não é, tampouco, o modo exterior de se conduzir na vida, que perdeu em theatralidade o que ganhou em efficiencia.
Vestido á européa, a pé ou a cavallo; derrubando touros ou extendendo aramados; ouvindo as operas do Colon, de Buenos Aires, por intermedio do radio, em vez da ancestral cordiona, o que dá physionomia historica ao gaúcho, o seu vinco de differenciação, em summa, é a franqueza, nas attitudes e nas palavras; o narcisismo; a bravura quichotesca; a instantaneidade impulsiva das resoluções; a vehemente vocação cívica; a altaneria; o bom humor, mesclado a irreprimiveis explosões sentimentaes e fatalistas.
Taes virtudes e defeitos constituem o fundo permanente, immutavel, do seu caracter. Por isso, não variam com as condições materiaes, ou moraes, de vida. Exprimem uma postura ideal e typica de alma. São os traços distinctivos da estirpe.
Esses defeitos e virtudes identificam, soldam, espiritualmente atraves do tempo, o gaúcho de hontem ao de hoje.
Acóde-me, a proposito, á lembrança, o caso de Frederico de Ahumada, o Zogoibi, do admiravel romance do sr. Enrique Larreta. E’ um gaúcho europeizado, quasi deslocado no pago, depois das suas viagens e aventuras. No entanto, por debaixo daquelle verniz parisiense, o que lateja são as qualidades positivas e negativas da raça, o instincto especifico da grei.
Confrontemol-o, por exemplo, com o D. Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes. Fica este, por certo, muito mais proximo, apparentemente, das nossas fontes originarias. E’ um ser quasi primitivo, na sua vivacidade elementar, agitando-se num ambiente agreste.
Será um neto de Martin Fierro? não o será, antes, de Viscacha?
Talvez de ambos...
Examinem-se-lhe detidamente, entretanto, os actos e as intenções. Ver-se-á, no intimo, que é um typo convencional. Nada obstante as exterioridades circumstanciaes e as preocupações symbolicas, é bem menos expressivo do Pampa do que o heróe semi-desenraizado de Zogoibi.
Não é um gaúcho, rigorosamente, mas um moujik.
Acompanhae-o nas suas sentenças e attitudes, no mysterio das suas origens e propositos. No fundo, é mystico e melancholico. E’ uma personagem de Gorki, extraviada no Pampa.
Vêde! E’ Konovalov a cavallo...
¹ Grafia original.
Fonte: O Rio Grande do Sul em Revista, p. 115. OF. GRAF. DA LIVRARIA DO GLOBO. Porto Alegre: 1930.

sábado, 2 de junho de 2018

Pollyanna (Parágrafo-Resumo) Eleanor H. Porter

O que homens e mulheres precisam é de encorajamento. Os poderes naturais de resistência devem ser fortalecidos, não enfraquecidos... em vez de sempre falar dos erros de um homem, fale a ele sobre suas virtudes. Tente retirá-lo dos maus hábitos. Mostre-lhe a melhor parte de seu ser, do seu ser verdadeiro que pode ousar e vencer. A influência de um caráter belo, prestativo e cheio de esperança é contagiosa, e pode revolucionar uma cidade inteira... As pessoas irradiam o que vai em sua mente e em seu coração. Se um homem sente bondade e compromisso, seus vizinhos irão sentir-se dessa forma também, depois de algum tempo. Mas se ele repreende, olha de cara feia e critica, seus vizinhos irão desenvolver caretas e críticas... com juros. Quando se espera o pior, a gente consegue. Quando sabemos que iremos encontrar o bem... é o que encontramos...
Fonte: Porter, Eleanor H., 1868-1920. Pollyanna; tradução Luiz Fernando Martins - 4 ed. - São Paulo: Martin Claret, 2013. (Coleção A Obra-Prima de Cada Autor, 264), p. 138

EBOOK NOSSO PAMPA DESCONHECIDO (Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul)

 https://www.sema.rs.gov.br/upload/arquivos/201708/25130950-nosso-pampa-desconhecido.pdf Org.  Luiza Chomenko & Glayson Ariel Bencke  Fo...